maio 13, 2014

[Cidadania] A importância da Empresa Júnior na Universidade

O Movimento Empresa Júnior, MEJ, surgiu a partir da necessidade de um grupo de jovens em criar algo que proporcionasse a realidade empresarial ainda na graduação. Geridas exclusivamente por universitários, as empresas juniores realizam projetos de alta qualidade e baixo custo para micro e pequenas empresas e estimulam a atitude empreendedora entre seus membros, formando assim, profissionais diferenciados para o mercado de trabalho e capazes de mudar o nosso país.

A Empresa Júnior (EJ) é uma associação civil, sem fins lucrativos, constituída e gerida exclusivamente por alunos de graduação de estabelecimentos de ensino superior. Seu objetivo é prestar serviços e desenvolver projetos para empresas, entidades e para sociedade em geral, nas suas áreas de atuação, sob a orientação de professores e profissionais especializados. As EJs tem a natureza de uma empresa real, com diretoria executiva, conselho de administração, estatuto e regimentos próprios. Além disso, possuem gestão autônoma em relação à direção da faculdade, centro acadêmico ou qualquer outra entidade acadêmica.

As EJs permitem que seus participantes (alunos que atuam como diretores ou que realizam os projetos):
  • Tenham a oportunidade de aplicação prática dos seus conhecimentos teóricos, relativos à área de formação profissional específica;
  • Realizem projetos de qualidade, com acompanhamento de colegas mais experientes e professores;
  • Tenham a experiência de gerenciar projetos e gerenciar uma empresa;
  • Desenvolvam o espírito crítico, analítico e empreendedor;
  • Facilita o ingresso do estudante no mercado de trabalho, através de experiência profissional e contato direto com clientes e empresas;
  • Contribua com a sociedade, através de prestação de serviços especialmente ao micro, pequeno e médio empresário.
Além disso, a sociedade se beneficia com as EJs, qie prestam servicos de qualidade a baixo custo.

A idéia de Empresa Júnior surgiu na França em 1967 por iniciativa de universitários que achavam que apenas as aulas não eram suficientes para prepará-los para o mercado de trabalho. Com isso, começaram a criar empresas sem fins lucrativos, dentro de suas universidades, para prestar serviços a preços acessíveis para micro e pequenas empresas, ganhando assim a experiência prática que tanto buscavam.

Aos poucos essa ideia ganhou força, espalhou-se pela Europa e deu origem ao "Movimento Empresa Júnior". Em 1988 as EJs chegaram no Brasil, primeiramente em São Paulo, em universidades de ponta como a FGV, USP e Mackenzie. Hoje já estão nas melhores universidades paulistas: USP, Unicamp, ITA, FGV, Mackenzie, ESPM, Unesp, entre outras. Aqui é o país onde o "movimento" mais cresceu no mundo: hoje temos aqui mais empresas juniores do que todos os países da Europa somados, realizando mais de 2.500 projetos por ano em 800 EJs espalhadas pelas universidades dos 27 Estados do país. São mais de 10 mil "membros" que se renovam a cada ano.

Felizmente, chegamos a um ponto em que possuir uma EJ é sinônimo de qualidade de ensino para as faculdades \o/


As EJs brasileiras estão organizadas em algumas federações estaduais, como a FEJESP - Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo (que foi a pioneira), e possuem uma confederação nacional, chamada Brasil Junior. Estas entidades ajudam na formação de novas EJs, além de prestar apoio as diversas EJs já existentes. Elas também tem um papel importante em garantir a uniformidade das empresas juniores e garantir que elas recebam o apoio necessário da faculdade para a realização de projetos de qualidade.

Um ótimo material para explicar a importância das Empresas Juniores é este vídeo institucional, que eu vi através do site da ICMC Júnior, a EJ do instituto de Computação da USP São Carlos:



O Movimento Empresa Júnior completou 25 anos em 2013. E para celebrar essa trajetória, a Brasil Júnior está preparando um documentário que irá registar a história deste movimento. Inclusive, é possível contribuir para a realização deste projeto.

2 comentários:

Mauricio Lima disse...

Eu fiz parte disso na década de 90. De fato acreditava nisso. Em anos recentes, ainda acreditando no conceito, procurei as EJs que deviam estar bem mais amadurecidas do que no começo. Na maioria dos casos o retorno foi péssimo. Consegui melhores resultados procurando eu mesmo na Internet e sendo atendido por blogueiros muito mais empenhados e solícitos.

Mauricio Lima disse...

Eu fiz parte do movimento no início, na década de 90. Recentemente, quando o deviam estar bem mais amadurecidas, tentei consultar e o retorno foi péssimo. Consegui resultados melhores pesquisando por conta própria na Internet e contando com a colaboração de fóruns e blogueiros atenciosos.

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