dezembro 15, 2014

[Segurança] Ciber-guerra, antes do Stuxnet

O Stuxnet nos lançou uma nova era no campo da Guerra Cibernética: acreditava-se que, pela primeira vez, um governo conseguiu utilizar um ciber ataque para destruir uma instalação física de outro governo. Para quem não se lembra, o Stuxnet foi um malware, criado ao que tudo indica em um esforço conjunto do governo Americano e Israelense, destinado a infiltrar uma usina de enriquecimento de urânio do Irã e, alterando os parâmetros de funcionamento das centrífugas nucleares, conseguiu destruir parte dos equipamentos.

Mas, segundo uma reportagem da Bloomberg, dois anos antes um ciber ataque conseguiu causar uma grande explosão em um oleoduto na Turquia.



O ano foi 2008. O alvo foi o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, que atravessa a Turquia, interligando o Mar Caspio com o Mar Mediterrâneo, e passando pelo Azerbajão e pela Georgia. O oleoduto tinha sensores e câmeras de monitoramento em toda sua extensão, de 1.099 milhas (cerca de 1.700 kilômetros).

O ciber ataque que causou uma explosão ainda é mantido em segredo, mas segundo a reportagem da Bloomberg, os atacantes obtiveram acesso aos sistemas através de vulnerabilidades no software de comunicação das câmeras de vigilância, e assim tiveram acesso a rede da empresa e conseguiram infectar com malware o servidor Windows que gerenciava a rede de alarmes. Assim, eles conseguiram desativar os alarmes, cortar as comunicações e aumentar a pressão de óleo para provocar a explosão.

No caso do ataque ao oleoduto, o principal suspeito é a Russia, por causa das disputas políticas e energéticas na região. Três dias depois da explosão, a Rússia iniciou a guerra contra a Georgia e jatos soviéticos bombardearam a cidade de Rustavi, na Geórgia, próximo a região aonde passa o oleoduto.

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