outubro 29, 2009

[Cyber cultura] A história do Google

A Google da Inglaterra lançou o vídeo The Google Story - what next?, uma produção muito bem caprichada contando a história da empresa em 2 minutos.



É uma animação bem divertida e que mostra, rapidamente, os principais feitos do Google de 1995, quando os seus fundadores se conheceram, até os dias atuais.

[Cyber cultura] Twitter vence a pena e a espada

Recentemente o governo mexicano propôs um aumento de 3% em diversos impostos naquele país, incluindo em serviços de telecomunicações e de acesso a Internet. Frente a isto, milhares de usuários mexicanos começaram a protestar via o Twitter, utilizando a hashtag "#internetnecesario" para identificar suas mensagens de protesto. As mensagens começaram no dia 20 de outubro, atingindo quase 1% do total de tweets (pode parecer pouco, mas não é).


Algo semelhante já aconteceu no Irã e no Brasil. O episódio das eleições iranianas ficou famoso, pois milhares de usuários iranianos protestavam online e também utilizavam o Twitter para enviar notícias sobre os protestos locais (marcadas com a hashtag "#iranelection"), furando o bloqueio criado pela censura governamental, imediatamente após a reeleição do polêmico presidente Mahmoud Ahmadinejad. Aqui no Brasil, nós protestamos contra a permanência do José Sarney na presidência do Senado, após várias denúncias de corrupção, enviando mensagens no Twitter com a hashtag #forasarney.

Mas, ao contrários de seus colegas do Irã e do Brasil, os mexicanos conseguiram uma grande vitória: o senado Mexicano rejeitou a proposta de aumento nos impostos dos serviços de Internet. Os protestos virtuais deram certo no México !!!

setembro 04, 2009

[Segurança] Política de Segurança no governo federal

O Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC) da Presidência da República está desenvolvendo um excelente trabalho de criar e divulgar um conjunto de normas de segurança que servem como guia e exemplo na construção de uma política de segurança.

Este material serve de referência para todos os órgãos e empresas da administração pública federal e, além do mais, podem servir de modelo para qualquer empresa que esteja criando ou revisando a sua política. O DSIC já criou cinco normas até o momento, que foram publicadas no Diário Oficial da União e também estão disponíveis na página de Normas Complementares no site do DSIC. As normas são as seguintes:
  • Norma Complementar nº 01/DSIC/GSIPR, Atividade de Normatização
  • Norma Complementar nº 02/DSIC/GSIPR, Metodologia de Gestão de Segurança da Informação e Comunicações.
  • Norma Complementar nº 03/DSIC/GSIPR, Diretrizes para a Elaboração de Política de Segurança da Informação e Comunicações nos Órgãos e Entidades da Administração Pública Federal.
  • Norma Complementar nº 04/DSIC/GSIPR, e seu anexo, Diretrizes para o processo de Gestão de Riscos de Segurança da Informação e Comunicações - GRSIC nos órgãos e entidades da Administração Pública Federal.
  • Norma Complementar nº 05/DSIC/GSIPR, e seu anexo, Disciplina a criação de Equipes de Tratamento e Respostas a Incidentes em Redes Computacionais - ETIR nos órgãos e entidades da Administração Pública Federal.

O DSIC é um subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e é o grupo responsável por planejar e coordenar a execução das atividades de segurança da informação na administração pública federal. Sua responsabilidade inclui não apenas as redes da administração direta, como nos ministérios, mas também as empresas de controle misto, como a Petrobrás e o Banco do Brasil, totalizando 320 "grandes redes" (segundo as palavras do Diretor do DSIC, Raphael Mandarino Jr.). Isto também inclui o Serpro, Exército, Marinha e Aeronáutica.

Este trabalho é muito importante pois cria um conjunto mínimo de regulamentos que devem ser seguido pelos órgãos e empresas. Assim, serve para orientar aquelas entidades que ainda não possuem uma política de segurança e, além do mais, fornece um ferramental valioso para que as empresas revisem suas políticas, mesmo no caso das que já possuem algum tipo de normativa interna.

julho 21, 2009

[Cultura] Mandela e a Lua

Duas datas muito importantes acabaram de passar:
  • domingo, dia 19 de Julho, foi comemorado o Mandela Day, evento que marcou o aniversário de 91 anos do Nelson Mandela;
  • segunda, dia 20 de Julho, comemoramos 40 anos que o homem pisou na lua
Mandela DayApós 27 anos preso por combater o regime totalitário e segregacionista na África do Sul, conhecido mundialmente como Apartheid, Nelson Mandela até hoje representa o maior ícone da luta contra o racismo e o preconceito. O dia 19 de julho, data de seu aniversário, é celebrado em todo o mundo como uma forma de motivar todos nós a colaborarmos para um mundo melhor e mais justo. Este ano o centro das comemorações foi em Nova York, onde foi realizado o concerto do Mandela Day, com a presença de dezenas de celebridades e artistas americanos e internacionais. O vídeo to concerto foi disponibilizado livremente no site www.46664.com (46664 representa o número que o Mandela recebeu quando estava na prisão - ele era o prisioneiro número 466 que deu entrada em 1964).
Logo Oficial Apollo 40 anosHá 40 anos atrás, mais precisamente em 20 de Julho de 1969, Neil Armstrong deu aquele pequeno passo que ficou famoso como um grande passo para toda a humanidade (em suas palavras, "One small step for a man, one giant leap for mankind"). Como fruto da corrida espacial, alimentada pela guerra fria, a NASA conseguiu o maior de todos os feitos: levar o homem a Lua (e trazer de volta) através da missão Apolo 11, formada pelos astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin (o segundo homem a pisar na Lua) e Michael Collins.

julho 06, 2009

[Segurança] Mitos da Segurança

O site da O'Reilly publicou recentemente um trecho interessante do livro "The Myths of Security: What the Computer Security Industry Doesn't Want You to Know" que descreve as motivações atuais para os "bad guys" (os criminosos virtuais que infestam a Internet). Se antigamente a maioria das ações eram motivadas pela curiosidade, pelo desafio e pela busca pela fama e auto promoção, hoje o principal motivador é mais simples: ganhar dinheiro fácil ("easy money", como diz o texto).

O artigo cita várias formas que os crackers atuais podem utilizar para ganhar dinheiro fácil, usando as ferramentas existentes para este fim. A longa lista inclui o seguinte:
  • Coletar dados de cartão de crédito e vendê-los para outros criminosos. Eventualmente, utilizá-los em sites de e-commerce em pequenas transações, para passarem desapercebidos pelos seus donos
  • Ídem para cados bancários ou senhas de acesso a todos os tipos de sites (incluindo redes corporativas)
  • Utilizar um micro infectado para enviar SPAM, fazer Click Fraud (clicar automaticamente em anúncios pagos) ou simplesmente mostrar anúncios na tela do usuário
  • Utilizar um micro infectado para atacar outros computadores ou outras redes, assim como incluí-lo em uma Botnet para realizar ataques DDOS (Distributed Denial-of-service)

Além do mais, o texto lembra que o crime virtual é mais conveniente e seguro para o criminoso do que os crimes tradicionais. Dentre várias vantagens que normalmente discutimos, o autor cita o fato do bandido não precisar se aproximar fisicamente da vítima, o que é mais seguro e facilita que o crime seja praticado de outros estados ou países. Quando isto acontece, torna-se mais difícil identificar e preender o criminoso, pois envolveria a complexa interação e cooperação entre polícias de países distintos. Além do mais, o crime virtual pode deixar muito menos rastros do que o crime real, uma vez que o criminoso saiba como apagar seus rastros e utilizar de ferramentas que facilitem o uso anônimo da Internet.

Isso tudo faz com que o crime cibernético seja muito vantajoso para os vilões de história: ele é altamente rentável e poucas pessoas são presas.

junho 26, 2009

[Segurança] Vídeo mostra quadrilha que rouba senhas bancárias

Esta reportagem da Rede Globo mostra a ação de uma quadrilha especializada em roubar cartões de débito e senhas de clientes de vários bancos.

As imagens mostram o modus-operandi dos golpistas: um homem (ou uma mulher) se passa por cliente do banco na área onde ficam os caixas eletrônicos, e instala um dispositivo para aplicar o golpe: uma falsa leitora que retém os cartões bancários. Quando um cliente tem problema, ele se aproxima e oferece para "ajudar": ele (ou ela) liga do próprio celular para um falso serviço de atendimento ao cliente e repassa o telefone para a vítima, que acredita estar falando com um funcionário do banco e revela informações confidenciais (dados, senhas, etc).

O vídeo é impressionante, pois mostra a facilidade que os bandidos tinham em aplicar seus golpes a luz do dia.



A polícia, através do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), ainda procura a quadrilha. É difícil de acreditar, mas segundo a reportagem, os integrantes já foram presos no sul do país e colocados em liberdade.

Outra forma parecida de golpe, e também muito comum, consiste no uso de dispositivos chamados "chupa-cabra". Muitas vezes são dispositivos semelhantes ao mostrado na reportagem, mas ao invés de reter o cartão da vítima, ele é fixado sobre a leitora do caixa eletrônico para copiar os dados da trilha magnética no momento em que inserimos o cartão. É uma técnica um pouco mais avançada (tecnologicamente falando) do que a mostrada nesta reportagem, e igualmente perigosa.

junho 18, 2009

[Segurança] Evento do GTS e GTER começa amanhã

Começa amanhã, dia 19 de junho, o evento conjunto GTER-27 e GTS-13, organizado pelo NIC.br. Os eventos são tradicionais na área e costumam ter palestras de altíssima qualidade técnica.

O primeiro dia é dedicado ao encontro do GTER, o Grupo de Trabalho em Engenharia de Redes e no dia 20/06, sábado, teremos o encontro do GTS (Grupo de Trabalho em Segurança). Em cada dia, a temática das palestras é voltada principalmente para o tema do encontro (O GTER aborda engenharia de redes e comunicações e o tema segurança da informação é o foco do GTS).

As 10:50 do sábado, dia 20/06, eu vou apresentar o trabalho "O Crime Cibernético contra as Leis: o cenário da América Latina" no GTS, onde vamos discutir o cenário de ameaças e as iniciativas legais nos principais países da América Latina e como eles se correlacionam quando analisamos a segurança da informação baseada em um cenário global.

Graças a colaboração dos profissionais que apresentaram suas propostas, nesta edição o GTER / GTS tem um excelente programa.

O evento é gratuito. As inscrições on-line já foram encerradas, mas novas inscrições
poderão ser feitas pessoalmente no local do evento.

junho 17, 2009

[Segurança] Vídeo de conscientização para os jovens

A Defensoria do Menor, a Telefônica e a Caja Madrid criaram uma excelente campanha educativa sobre os perigos da Internet voltada especialmente para os jovens espanhóis. O vídeo é curto, simples e direto, e aborda os perigos que os jovens se expoem ao publicarem suas fotos na rede e terem suas imagens compartilhadas indiscriminadamente.

Este é um fenômeno recente, que tem assumido grandes proporções com a popularização das comunidades virtuais, fotologs, das trocas de fotos pessoais e íntimas e, porque não, fruto da popularização das câmeras fotográficas embutidas em celulares. Um dos riscos é o chamado "cyber bullying", onde adolescentes ameaçam e ridicularizam um(a) determinado(a) colega pela Internet (através de posts em sites, comunidades, mensagens de SMS, etc). Outro é o "sexting", a troca de mensagens eróticas entre os adolescentes mas que acabam sendo publicadas ou compartilhadas na Internet, em geral fotos que tiram de si mesmos para enviar para a namorada (ou namorado) ou colegas.

Hoje, mais do que nunca, crianças e adolecentes tiram fotos de seus amigos e de si mesmos em situações corriqueiras ou mesmo em situações íntimas. Seja acidentalmente ou fruto de um ato mal intencionado, estas fotos podem facilmente ser divulgadas além do seu círculo de amizade. Seja por vingança ou com o intuito de ofender a vítima. Ou um simples acidente, como uma foto esquecida em um pendrive, ou em um computador que foi para a manutenção (e caiu nas mãos de um técnico bisbilhoteiro).

junho 15, 2009

[Cyber Cultura] Dez Princípios para a Governança e Uso da Internet no Brasil

O CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) publicou uma nova resolução onde enumera os dez Princípios para a Governança e Uso da Internet no Brasil:

1. Liberdade, privacidade e direitos humanos: O uso da Internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática.

2. Governança democrática e colaborativa: A governança da Internet deve ser exercida de forma transparente, multilateral e democrática, com a participação dos vários setores da sociedade, preservando e estimulando o seu caráter de criação coletiva.

3. Universalidade: O acesso à Internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos.

4. Diversidade: A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada e sua expressão deve ser estimulada, sem a imposição de crenças, costumes ou valores.

5. Inovação: A governança da Internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso.

6. Neutralidade da rede: Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento.

7. Inimputabilidade da rede: O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos.

8. Funcionalidade, segurança e estabilidade: A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas.

9. Padronização e interoperabilidade: A Internet deve basear-se em padrões abertos que permitam a interoperabilidade e a participação de todos em seu desenvolvimento.

10. Ambiente legal e regulatório: O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da Internet como espaço de colaboração.

Os mandamentos acima vem em uma boa hora, no momento em que a sociedade e a classe política discutem o projeto de lei contra crimes digitais, conhecido também como o projeto do Senador Azeredo (e alguns movimentos erroneamente e marketeiramente chamaram de "AI-5 Digital"). Na minha opinião o decálogo acaba representando uma postura bem moderada e correta no que se refere ao centro das discussões atuais: o direito (e dever) do Estado em proteger e legislar sobre o uso indevido da Internet, principalmente no que diz respeito ao princípio de que "O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos". Este princípio deixa claro a posição do Comitê contra algumas iniciativas em discussão que acabam por penalizar ou responsabilizar os provedores de acesso e de conteúdo. Também se estabelece a necessidade e importância em preservar a segurança através de medidas técnicas e legais, sem que estas prejudiquem o funcionamento da Internet, conforme disposto nos princípios 8 e 10, ao declararem que "A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas" e que "O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da Internet como espaço de colaboração".

Este documento foi aprovado na 3ª reunião ordinária de 2009, que aconteceu em 24 de abril de 2009, mas aparentemente foi publicado hoje (o documento em PDF do decálogo disponível para download está com a data de hoje).

[Cyber Cultura] Phreacker americano se conecta à internet usando um modem de 1964

Uma matéria no site Geek me chamou a atenção: um phreacker americano postou um vídeo no YouTube mostrando com ele conseguiu se conectar e navegar usando um modem bem antigo.

O americano K.C., conhecido como “Phreakmonkey”, usou um modem analógico “Model A Acoustic Coupler Modem”, produzido em 1964 pela Livermore Data Systems, que ele ganhou em 1989 (aproximadamente) da viúva de um engenheiro aposentado da IBM. O único outro modelo semelhante (um Modelo B de 1965), segundo o vídeo, está no Computer History Museum, na Califórnia. O modem funciona a uma velocidade de 300 bits por segundo - o que é considerado extremamente lento, pois mesmo os piores modens ainda existentes costumam ter velocidade de 14.400 bps (14,4 mil bits por segundo), enquanto um modem discado moderno se conecta a 56 mil bits por segundo e uma conexão rápida bastante comum no Brasil gira em torno de, pelo menos, um milhão de bits por segundo.

Ele também postou mais informações e fotos em seu blog (mais precisamente, em dois posts: esse e esse aqui), onde comenta algumas coisas interessantes, como o fato de que o modem funcionou sem que ele precisasse fazer nenhum tipo de conserto ou modificação nos componentes originais.

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