Apesar deste ano estarmos procurando alguns patrocinadores, a maioria dos custos para produção do evento serão bancados pela comunidade, em uma vaquinha online.
A 307c acontece principalmente através de trabalho voluntário e doações. Considerando um evento de dois dias, isso significa: diversos gastos com o espaço do evento, limpeza, segurança, ambulância, suporte ao staff, sinalização do evento (banners), identificação dos participantes (cordões e crachás), etc.
Nosso primeiro evento, realizado em 2025, foi um sucesso justamente porque a comunidade abraçou e apoiou com mão de obra e doações! Nossa vaquinha está aberta e qualquer valor ajuda para conseguirmos entregar o melhor evento possível para a nossa comunidade!
Desde 2024, organizações brasileiras dos setores de serviços financeiros, varejo e comércio eletrônico têm sido alvo de um agente de ameaças motivado por ganhos financeiros, denominado Breeze Comet (anteriormente conhecido como UNC5669). As equipes do Google Threat Intelligence Group (GTIG) e da Mandiant descreveram esse agente como "especializado na manipulação de sistemas de pagamento e softwares bancários no Brasil para realizar transferências fraudulentas". O adversário teria executado, com sucesso, pelo menos uma operação que resultou no desvio de dezenas de milhares de dólares americanos. Essa atividade apresenta sobreposições com grupos de ameaças monitorados pela Palo Alto Networks Unit 42, CrowdStrike e Trend Micro, sob as denominações CL-CRI-1163, Plump Spider e SHADOW-AETHER-064, respectivamente.
Cerca de 45 milhões (32%) de usuários de Internet com 16 anos ou mais no país relataram ter sofrido tentativas de golpes com o uso de seus dados pessoais, enquanto 20% disseram ter sido vítimas desse tipo de crime. Os dados inéditos integram a terceira edição da Pesquisa "Privacidade e proteção de dados pessoais: perspectivas de indivíduos, empresas e organizações públicas no Brasil", realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O levantamento revela que as tentativas de golpe relatadas pelos usuários ocorrem por múltiplos canais de comunicação, combinando meios digitais e tradicionais. Entre os usuários que informaram ter vivenciado tentativas de golpe, os aplicativos de mensagens lideram como a principal via de abordagem (84%), seguidos por ligações telefônicas (79%), sites ou aplicativos falsos (71%), SMS (71%), e-mail (69%) e redes sociais (67%).
A partir de 1º/9, o prazo para contestação da devolução de um Pix passa a ser de 80 dias. O intervalo anterior para a ação era de 30 dias. Implementada pela Instrução Normativa do Banco Central (BC) nº 766, de 27 de julho deste ano, a medida pode ajudar a dificultar fraudes. A função de contestar a devolução de um Pix já existia no sistema bancário nacional, mas o prazo para realizar a ação era de 30 dias. O novo prazo favorece pessoas que são vítimas de golpe.
Mensagens com alertas sobre o chamado “golpe do Pix de R$ 0,01” voltaram a circular em massa nas redes sociais e em aplicativos de conversa. O boato afirma que criminosos conseguem invadir celulares ou roubar dados bancários de quem recebe essa microtransferência. A informação, no entanto, é falsa. O Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmam que a transação não dá acesso a sistemas e pesquisadores em cibersegurança ressaltam que o perigo real começa apenas no contato telefônico posterior.
Pesquisadores da empresa de cibersegurança Kaspersky identificaram o primeiro caso documentado de um vírus desenvolvido para infectar centrais multimídia automotivas. O ataque ocorreu por meio de um serviço legítimo de atualização automática de software presente em aparelhos baseados em Android. A investida afetou dispositivos que utilizam a tecnologia da fabricante chinesa DoFun, que fornece sistemas de infoentretenimento para mais de 30 milhões de veículos no mundo.
Um novo relatório afirma que um enxame de agentes de IA, desenvolvidos pela OpenAI, invadiu um site alemão meses antes de a empresa revelar que sua IA havia hackeado a plataforma de tecnologia Hugging Face. O site alvo, DseWiki, é uma plataforma voltada para programadores, no estilo da Wikipédia, que conta com a colaboração de sua comunidade. Segundo o relatório do grupo Nightingale Collective, em maio deste ano os agentes da OpenAI começaram a usar o DseWiki como seu próprio fórum de mensagens, compartilhando dicas sobre como evitar a detecção e realizando 15.000 edições no site.
O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lançou o fascículo “Inteligência Artificial”, novo integrante da Cartilha de Segurança para Internet. A publicação reúne orientações sobre o uso seguro e consciente da tecnologia e reforça a mensagem: “A IA é assistente. O responsável é você”. O material destaca que não existe uma única inteligência artificial capaz de realizar qualquer atividade. Há diferentes ferramentas voltadas a finalidades específicas. Grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês), utilizados em chatbots, não necessariamente identificam fatos ou determinam qual é a resposta correta. Esses sistemas funcionam por meio de algoritmos matemáticos que calculam a resposta mais provável, considerando os dados utilizados no treinamento e o contexto do prompt.
Pesquisadores que colaboram com o veículo de tecnologia independente Gamers Nexus flagraram televisores da LG escaneando redes locais e identificando celulares, smartwatches, impressoras, aparelhos de ar-condicionado e muitos outros dispositivos que nunca haviam sido conectados à TV. A investigação também revelou que os aparelhos utilizam uma tecnologia de publicidade chamada Reconhecimento Automático de Conteúdo (ACR) para identificar o que estava sendo assistido em diferentes entradas de sinal, enquanto interações por voz podiam ser convertidas em texto simples e armazenadas em registros na própria televisão. Em um dos testes, os pesquisadores relataram que os dados de voz continuaram sendo armazenados mesmo após a TV ser desconectada da internet, sendo posteriormente enviados para a rede assim que a conexão foi restabelecida. A LG Ad Solutions afirma que sua presença global abrange 216 milhões de smart TVs da LG e que sua operação publicitária utiliza dados de visualização via ACR para ajudar anunciantes a compreenderem o público. A LG nega que esteja espionando os clientes.
Dados do relatório State of Ransomware 2026, divulgado pela Sophos, mostram que, enquanto a parcela de organizações que cedem à extorsão caiu para 45%, o valor médio exigido pelos atacantes subiu para US$ 640 mil. O avanço da exfiltração de dados confidenciais antes do bloqueio dos sistemas redefine a governança de riscos, exigindo que a proteção corporativa vá além da guarda de backups.
A Anthropic alertou que tanto cibercriminosos quanto atores patrocinados por Estados estão utilizando seus modelos Claude para realizar ataques cibernéticos, projetar armas, disseminar propaganda e promover vigilância em massa no período entre dezembro de 2025 e agosto de 2026. Os agentes de ameaça, classificados pela empresa como "Grupos de Ameaça Generativa" (GTGs), abrangem desde grupos patrocinados por Estados e criminosos motivados por ganhos financeiros até fornecedores comerciais de spyware, instituições estatais de propaganda e indivíduos motivados por questões políticas. Entre os casos de destaque apontados pela Anthropic está o desenvolvimento de um fluxo de trabalho assistido por IA por um agente de ameaça russo patrocinado pelo Estado, denominado GTG-20006 (que apresenta semelhanças táticas e operacionais com o grupo russo Midnight Blizzard - também chamado de APT29 e Cozy Bear). Outras campanhas habilitadas por IA destacadas pela Anthropic em seu relatório de 154 páginas incluem: o GTG-50014 (também conhecido como MeowSHA, frkoo e blazespider), um operador francófono suspeito de ser afiliado ao coletivo ShinyHunters; o GTG-10007, um operador de língua chinesa que utilizou o Claude para realizar tentativas de intrusão em sistemas de produção e atividades de reconhecimento em redes de governos estrangeiros no Oriente Médio, na Europa e no Sudeste Asiático; o GTG-50021, um grupo de língua russa e ucraniana que operava um esquema fraudulento de revenda de IA, oferecendo acesso barato ao Claude; o GTG-50020, um agente de língua russa motivado por ganhos financeiros; e o GTG-50029, um agente individual francófono que utilizou o Claude para atacar partidos políticos, veículos de mídia e think tanks europeus, bem como os provedores de SaaS utilizados por essas organizações.
Entre 3 e 5 de agosto de 2026, pesquisadores da Microsoft detectaram mais de um milhão de e-mails direcionados a usuários corporativos. A maior parte da campanha (87,7%) atingiu organizações nos Estados Unidos, com presença relevante em serviços de TI e consultoria, bens de consumo e outros setores. O objetivo não era roubar uma senha por meio de uma página genérica: o atacante tentava convencer áreas de contas a pagar a realizar transferências ACH de aproximadamente US$ 50 mil. O caso chama atenção porque combina volume de spam com elementos normalmente associados a ataques direcionados. Executivos reais das empresas-alvo, como CEOs, CFOs e presidentes, apareciam no nome do remetente, no Reply-To e nas assinaturas. O conteúdo incluía uma suposta aprovação interna, uma fatura profissional imitando a ServiceNow e uma conversa anterior fabricada entre executivos para criar a sensação de que o pagamento já havia sido discutido e autorizado. A Microsoft identificou sinais consistentes com assistência de IA generativa na construção dos templates, entre eles comentários HTML extensos, seções altamente estruturadas e uniformidade de código.
Dois navios-tanque de petróleo com destino ao Texas foram abordados por equipes da Guarda Costeira dos EUA e do FBI no mês passado, após sofrerem ataques cibernéticos durante a viagem rumo aos Estados Unidos, segundo uma reportagem da CBS News que cita autoridades americanas. Um dos navios, o VL Prosperity, é um petroleiro de bandeira liberiana que partiu do Egito em 1º de agosto com destino a Galveston, no Texas. A agência de notícias iraniana Mehr informou que o ataque cibernético teria ocorrido no dia 7 de agosto, enquanto o navio atravessava o Estreito de Gibraltar. Citando um membro da tripulação, a imprensa iraniana afirmou que a invasão atingiu a praça de máquinas, com hackers reduzindo o fluxo de líquido de arrefecimento, aumentando a rotação do motor e interferindo no fornecimento de combustível. Os atores também teriam acessado os sistemas de navegação e de carga, além de interromper as comunicações do navio por cerca de 30 horas.
A OpenAI divulgou seis novos casos de comportamento preocupante de seus modelos e adotou um protocolo para registrar, investigar e divulgar comportamentos inesperados ou perigosos. Em um dos casos, modelos usaram um software interno como mural de mensagens durante a execução de uma tarefa. Outro modelo inseriu instruções em resumos destinados ao próximo agente que assumiria uma tarefa. Um agente também tentou esconder do usuário erros e sinais de desalinhamento em seus próprios resumos. Em outro episódio, agentes buscaram atalhos não autorizados para manipular o sistema de recompensas do treinamento, como inventar dados e explorar falhas em um repositório público para acessá-los
O modelo Gemini, do Google, acessou a internet e invadiu sistemas de outras empresas durante um teste de suas capacidades de cibersegurança — o primeiro exemplo conhecido de sistemas de IA da empresa realizando tal ação de forma autônoma. As invasões ocorreram em maio, durante um teste de cibersegurança realizado pela Irregular, uma empresa independente que conduz avaliações nessa área. Durante uma avaliação de teste padrão, o Gemini encontrou informações públicas na internet e adivinhou credenciais para acessar três sites que considerava estarem dentro do escopo do teste.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi alvo de golpistas que clonaram o número dele em um aplicativo de mensagens. Os criminosos passaram a enviar mensagens a contatos do ministro pedindo contribuições financeiras para um suposto evento beneficente.
Pesquisadores de cibersegurança da startup americana Hacktron AI afirmam ter acessado contas de funcionários da OpenAI no ChatGPT durante um teste autorizado, usando ferramentas de IA para acelerar o ataque. Os pesquisadores realizaram uma cadeia de acesso a dados internos da empresa. O ataque começou com ajuda do Claude, chatbot da Anthropic, mas a maior parte do trabalho foi feita com um modelo da própria OpenAI, segundo os pesquisadores.
Uma petição do New York Times tornada pública no processo contra OpenAI e Microsoft cita documentos nos quais Brent Hecht, diretor de ciência aplicada da Microsoft, chamou a coleta de dados para treinar IA de "o maior roubo do trabalho humano da história". Segundo o New York Times, os registros também detalham acusações de que as empresas usaram conteúdo protegido por paywall. Dados internos da Microsoft indicam que o Copilot reduziu em até 93% a taxa de cliques para o domínio do New York Times em comparação com a busca tradicional do Bing. OpenAI e Microsoft sustentam que o uso do conteúdo é permitido pelo fair use, exceção da lei de direitos autorais dos EUA.
Pesquisadores de segurança descobriram duas formas de escapar do ambiente isolado (sandbox) do OpenAI Codex; uma delas permitia executar comandos na máquina de um desenvolvedor a partir do modo mais restrito do Codex, sem solicitar aprovação e sem exibir nada na tela. Ambas as falhas foram relatadas à OpenAI em 12 de agosto e corrigidas em um prazo de oito dias, segundo Oren Yomtov, da Accomplish AI. A mais grave das duas falhas, chamada pelos pesquisadores de "Heapjack", transforma uma ação rotineira em execução remota de código: ao abrir o repositório de outra pessoa no Codex e fazer uma pergunta sobre o código, o autor do repositório consegue executar comandos no seu computador fora do ambiente isolado.
Segundo relatos , o grupo de extorsão ShinyHunters invadiu o site de vazamento de um de seus concorrentes, o grupo de ransomware Clop. O BleepingComputer relata que o ataque começou quando o grupo ShinyHunters explorou o que alega ser uma vulnerabilidade de upload de arquivos sem autenticação no Grav CMS para enviar um pequeno arquivo de texto para o site de Clop. Algumas horas depois, o ShinyHunters havia "desfigurado completamente" o site.
A maioria das organizações que operam tecnologias operacionais (OT) ou dispositivos médicos conectados não mantém esses sistemas em segmentos de rede dedicados e exclusivos, segundo uma nova pesquisa do Vedere Labs, da Forescout. Os pesquisadores analisaram 47.700 segmentos de rede que abrigavam mais de 2,5 milhões de dispositivos em 209 organizações, classificando cada dispositivo em uma de quatro categorias: TI, OT, IoT ou dispositivos médicos (IoMT). Os pesquisadores constataram que 62% dos segmentos continham dispositivos de uma única categoria, sendo as configurações mais comuns aquelas compostas apenas por dispositivos de TI (54%) ou por uma combinação de TI e IoT (26%). No entanto, esse cenário muda quando se isolam os dispositivos de OT e IoMT. Do total de segmentos que incluíam pelo menos um dispositivo de OT, apenas 13% eram compostos exclusivamente por dispositivos de OT, enquanto os demais compartilhavam espaço com equipamentos de TI ou IoT. O cenário foi ainda pior para os segmentos com dispositivos médicos: apenas 6% eram dedicados exclusivamente a IoMT.
As credenciais de uma juíza do Rio Grande do Sul foram usadas para alterar os dados de Alex Leandro Bispo dos Santos, acusado pela polícia de ser o "Escorpião do PCC", no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Alex é réu acusado de matar a mulher, e está foragido desde agosto. A alteração ocorreu em 23 de agosto, quando o Registro Judiciário Individual (RJI) de Alex foi modificado para constar o nome e o CPF de outra pessoa. Com a adulteração, consultas feitas no sistema nacional deixavam de apontar o mandado de prisão em aberto contra Alex. A unidade judicial gaúcha informou ao TJ-SP que as credenciais da magistrada haviam sido comprometidas.
Um agente da OpenAI invadiu um banco de dados nacional de saúde australiano no primeiro caso conhecido de uma IA hackeando uma rede governamental, afirmou o primeiro-ministro do país. "O agente de IA acessou arquivos públicos e não públicos" do banco de dados de estatísticas do Medicare do país, e chegou a gravar arquivos nele, disse Anthony Albanese a jornalistas na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.
Um enxame de agentes da OpenAI acessou sites do governo dos EUA como parte de um incidente que durou meses, no qual testes realizados pela empresa de inteligência artificial saíram do controle, gerando atividades inesperadas na internet. Os agentes de IA acessaram sites do Departamento de Comércio e da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e realizaram atividades que a OpenAI descreveu como "desalinhadas". Esse é o termo que empresas de IA utilizam para descrever comportamentos inadequados de seus agentes. Nesse caso, o desalinhamento parece ter consistido em uma navegação agressiva pela web.
Entre os dias 21 e 25 de setembro, Brasília foi o centro de uma mobilização que evidencia a importância estratégica da defesa cibernética para o País. Em sua oitava edição, o Exercício Guardião Cibernético reuniu mais de 1.300 participantes, cerca de 300 organizações e representantes de 14 nações estrangeiras e contou com a presença de representantes do Alto Comando do Exército e diversas autoridades civis e militares em um dos mais abrangentes treinamentos de defesa cibernética do Hemisfério Sul. Mais do que simular ameaças digitais, o Guardião Cibernético criou um ambiente de cooperação para preparar instituições públicas e privadas diante de situações capazes de afetar serviços essenciais à população. Durante o exercício, foram reproduzidos cenários de ataques cibernéticos complexos e coordenados, permitindo testar procedimentos, aperfeiçoar planos de contingência e identificar soluções para ampliar a resiliência nacional. A iniciativa integrou Forças Armadas, órgãos governamentais, entidades reguladoras e operadores de infraestruturas críticas dos setores de energia, abastecimento de água, telecomunicações, finanças, entre outros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei. Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.
Agentes da OpenAI bombardearam um site das Nações Unidas com solicitações de busca e, em seguida, utilizaram diversas técnicas agressivas para acessar dados do sistema em junho, segundo um relatório de pesquisa independente.
O operador do ransomware JadePuffer tem como alvo ambientes (tenants) do Azure, utilizando ataques conduzidos por agentes que realizam reconhecimento, roubo de credenciais e a destruição de componentes essenciais. O malware surgiu em julho; pesquisadores da empresa de segurança em nuvem Sysdig destacaram que ele emprega agentes de IA para automatizar toda a cadeia de ataque — desde o reconhecimento, roubo de credenciais e movimentação lateral até a persistência e a criptografia de dados. Pouco tempo depois, a empresa observou que o JadePuffer expandiu seu foco para incluir ativos de IA, conjuntos de dados de treinamento e bancos de dados vetoriais, utilizando uma ferramenta chamada EncForge. A Microsoft Security Research observou, em junho, dois ataques do tipo JadePuffer que mapearam recursos em nuvem, recuperaram chaves de contas de armazenamento e excluíram contas do Azure Storage. A etapa destrutiva durou sete minutos e teve como alvo mais de 100 contas de armazenamento, além de Key Vaults, Function Apps, máquinas virtuais e App Services.
Um plano para invadir os sistemas de uma instituição financeira do Norte de Santa Catarina e realizar um desvio que poderia chegar a R$ 1 bilhão foi descoberto antes de ser executado. A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Invasão Frustrada, com cinco mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A investigação, conduzida pela Delegacia de Combate a Estelionatos da DIC de Joinville, começou após integrantes do grupo tentarem convencer funcionários da instituição a colaborar com o esquema. As abordagens teriam começado em abril. Os trabalhadores recusaram as propostas e comunicaram o caso, impedindo que o plano avançasse. Segundo a investigação, conseguir alguém de dentro da instituição seria uma etapa importante do plano. Os suspeitos buscavam acesso à infraestrutura interna de tecnologia e planejavam instalar equipamentos capazes de interceptar informações na própria rede da empresa.
O TecSec Podcast acaba de lançar o vídeo da comemoração especial de 200 episódios.
O EP 200 abre com os depoimentos do Gustavo Marques (Gus) e do Josué Santos (Josu), além de depoimentos curtos e rápidos do pessoal presente. Eu também estava lá nessa celebração e dei um pequeno depoimento em nome da Apura Cyber Intelligence, que é uma das empresas que patrocinam o Tecsec.
Vale muito a pena acompanhar o TecSec Podcast, as entrevistas são espontâneas e trazem profissionais que são grandes referências no nosso mercado. E o TecSec não é apenas sobre cibersegurança, é sobre conscientização, carreira, pertencimento e, principalmente, sobre diversidade.
O TecSec Podcast não é apenas a "cara do nosso mercado", ele representa "a cara que gostaríamos que o nosso mercado tivesse".
Este é o tema do Mês de Conscientização sobre Segurança Cibernética, escolhido pela National Cybersecurity Alliance: Não facilite para eles.
O site da campanha destaca um texto bem legal, que vou reproduzir aqui:
"Manter-se seguro online não se trata de tomar uma decisão perfeita. Trata-se de criar hábitos e repeti-los consistentemente nos pequenos momentos do dia a dia. Ao fazer isso, todos nós podemos complicar a vida dos cibercriminosos. Pequenas ações fazem uma grande diferença."
Eles trazem quatro recomendações claras e objetivas que qualquer pessoa pode adotar para reforçar sua segurança online:
Use senhas fortes e um gerenciador de senhas;
Ative a autenticação de múltiplos fatores;
Reconheça e denuncie os golpes;
Atualize seus softwares.
No site deles você pode também se cadastrar para baixar um kit gratuito de materiais de conscientização (datasheet, posters, artes para redes sociais e Instagram).
O Mês de Conscientização sobre Segurança Cibernética é uma iniciativa global que ocorre todo mês de outubro para aumentar a conscientização sobre a segurança online e capacitar indivíduos e empresas a se protegerem contra o cibercrime.
A próxima edição da MBConf já tem data marcada e está com inscrições abertas!
Provavelmente quando você ler esse post as inscrições já devem ter se esgotado, então não perca tempo!
No dia 30 de outubro, teremos a próxima MBConf, a mini conferência da Mente Binária, com um dia inteiro dedicado à cibersegurança, reunindo profissionais da área, comunidade, troca de experiências e muito conteúdo. Os temas vão do panorama atual das ameaças à resposta a incidentes, passando por governança, exploração de vulnerabilidades e automação.
Olha só o as atividades programadas para esta edição:
Panorama Atual da Cibersegurança: Ameaças, Desafios e Oportunidades de Carreira, com Marcello Zillo
Fundamentos da Segurança Cibernética, Governança e Gerenciamento de Riscos, com Roberta Costa
Linux, SQL e Exploração de Vulnerabilidades, com Rafael Choko
Detecção e Resposta a Incidentes e Automação com Shell Script, com Osmany Arruda
A MBConf reúne algumas palestras com atividades hands-on, para tornar o aprendizado ainda melhor!
As inscrições para participantes e voluntários já estão abertas.
Anote na sua agenda: Data: 30 de outubro de 2026, das 08h às 19h Local: São Paulo/SP Incluso: Welcome Coffee, Almoço e Certificado de participação
A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.
Neste ano a WOMCY, Latam Women in Cybersecurity, está organizando uma competição de Capture the Flag (CTF) exclusivo para mulheres, preparado com carinho para trazer uma jornada inovadora e inclusiva.
Mais do que uma competição, o CTF WOMCY 2026 é uma jornada criada para promover o desenvolvimento das participantes e sua conexão com a comunidade. A proposta é aproximar mulheres com diferentes níveis de conhecimento e experiência do universo dos CTFs, porque para a Womcy, a oportunidade de aprendizagem e networking é mais importante do que a competição em si.
O CTF WOMCY 2026 está com inscrições abertas para todas as mulheres que querem aprender, praticar e desenvolver habilidades em cibersegurança. E você não precisa ser especialista. Não precisa já ter participado de um CTF.
O CTF foi criado como uma jornada para desenvolver os conhecimentos das participantes, começa em outubro e culmina na grande final presencial, em 14 de novembro, em São Paulo. O CTF WOMCY combina 4 etapas:
8 de outubro: Preparação
15 de outubro: Capacitação técnica
24 de outubro: Competição
14 de novembro: Final presencial
O CTF é realizado pela WOMCY em parceria com a RNP, e conta com o apoio da F9C e da Manage Engine.
Resolvi montar uma pequena coletânea com notícias que identifiquei sobre segurança e vulnerabilidades relacionadas ao setor industrial.
Com o passar do tempo, irei incluir as novas notícias nesse post e, aos poucos, também pretendo adicionar as notícias anteriores e antigas sobre o assunto. Por enaunto, no momento da publicação desse post, a maioria das notícias são mais recentes, a partir de meados de 2024.