Mostrando postagens com marcador Internet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internet. Mostrar todas as postagens

novembro 03, 2025

[Cyber Cultura] RIP Rubens Kühl

Hoje a Internet amanheceu mais triste com a notícia da partida do Rubens Kühl, um grande colega e pessoa muito relevante nas comunidades de infraestrutura e segurança da Internet no Brasil.

O Rubens era um dinossauro, um dos técnicos quem, no nosso trabalkho de formiguinha do dia-a-dia, ajudou a construir a Internet Brasileira. Ele participou da criação do UOL, nos anos 90, que foi quando nos conhecemos. Depois ele passou por algumas empresas, trabalhamos juntos em um projeto no início dos anos 2000, e há quase duas décadas ele atuava no Nic.br.

Ele era um dos organizadores do GTER e GTS, o evento que sem duvida é o mais duradouro das comunidades de Redes e de Segurança. Sempre estava presente nesses encontros.

O Rubens era um profissional incrível, de uma inteligência e conhecimento técnico muito acima do normal. E, mesmo assim, um grande ser humano e ótimo amigo.

O Rubens tinha 55 anos, deixa a esposa e dois filhos. Minha sinceras condolências à família, demais amigos e colegas de profissão que tiveram a grande oportunidade de conhecê-lo.

Para saber mais:

agosto 30, 2025

[Cibercultura] RIP Liane Tarouco

No dia 20 de agosto perdemos Liane Margarida Rockenbach Tarouco, uma das pioneiras no desenvolvimento de redes e da Internet no Brasil.


Nascida em 1947 no interior do Rio Grande do Sul, Liane participou da criação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e da Rede TCHÊ (rede estadual do RS). Coordenou a implantação da Rede Metropolitana de Porto Alegre (METROPOA) e representou o Brasil no TC6- Comitê Técnico de Comunicação da Dados da IFIP (International Federation for Information Processing).

Liane foi autora do primeiro livro sobre redes de computadores do Brasil, “Redes de Comunicação de Dados”, lançado em 1977.


Doutora em Engenharia Elétrica/Sistema Digitais pela USP e Mestre em Ciência da Computação pela UFRGS, atuou como Professora titular da UFRGS, e pesquisadora das áreas de Redes de Computadores, Gerência de Rede, Internet das Coisas e Informática na Educação. Também coordenou o Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação.

Liane Tarouco foi a primeira mulher brasileira reconhecida pelo Hall da Fama da Internet, honraria concedida pela Internet Society, por seu papel fundamental no projeto e implementação do primeiro backbone de Internet do Brasil e por ajudar a educar uma geração de engenheiros e especialistas em rede no país.

Para saber mais:

junho 30, 2022

[Geek] 30 anos da internet no Brasil

Este mês de junho está chegando ao fim, mas ainda dá tempo de lembrar que há 30 anos foi oficialmente realizada a primeira conexão do nosso país com a Internet.

O fato aconteceu no dia 3 de junho de 1992, para oferecer uma conexão internacional estável e de boa capacidade para os chefes de estado e representantes de governo de 180 países que participaram da Rio-92 (ou ECO-92), a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. O evento, de grande importância mundial e que representou um marco histórico no debate sobre desenvolvimento sustentável, aconteceu no Rio de Janeiro e reuniu governos, organizações não governamentais, cientistas, jornalistas e a sociedade civil, para discutir o futuro do nosso planeta.


Coube à RNP criar uma infraestrutura de conexão com a Internet para o evento, através de uma conexão entre Rio e São Paulo com saída internacional, aproveitando um projeto criado para o Fórum Global, um evento que aconteceu em paralelo a Rio-92. O Fórum Global já havia contratada uma infra-estrutura de BBS ("bulletin board system") chamada Alternex, mantida pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), que permitia aos participantes se comunicar com instituições no exterior, duas vezes por dia. 

O responsável pela Alternex, Carlos Afonso, articulou-se com o coordenador do projeto RNP, Tadao Takahashi, e dessa parceria, surgiram recursos do governo brasileiro para equipamentos que dariam suporte à infraestrutura necessária para os dois eventos, e que ficariam no país para o uso posterior.  Assim, foi construída uma conexão Rio-São Paulo com duas saídas internacionais para os EUA, uma na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na liderança de Demi Getschko, e outra na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em seguida, ainda em 1992, a RNP criou a primeira rede de internet do país para fins acadêmicos, interligando dez capitais e o Distrito Federal. A rede permitiu que pesquisadores brasileiros estivessem conectados entre si e com seus pares internacionais.

abril 05, 2022

[Cyber Cultura] O impacto da pandemia no uso da Internet

Hoje o NIC.br divulgou os resultados da pesquisa Painel TIC COVID-19: Pesquisa on-line com usuários de Internet no Brasil - 4ª edição: Cultura, Comércio Eletrônico, Serviços Públicos On-line, Telessaúde, Ensino Remoto e Teletrabalho, com dados sobre atividades na Internet e dispositivos usados pelos brasileiros para acesso à rede durante a pandemia.

Além de apresentar indicadores sobre as formas de acesso e sobre o aumento do uso da Internet durante a pandemia para atividades de comércio eletrônico, serviços públicos on-line, telessaúde, cultura, ensino remoto e teletrabalho. O estudo, focado no público acima de 16 anos, também traz informações sobre o uso da modalidade de pagamento digital PIX durante o período. 

Veja alguns destaques sobre os hábitos dos usuários de internet durante a pandemia, em 2021:
  • 94% dos domicílios brasileiros possuem acesso a Internet;
  • 99% utilizam o celular para acesso a Internet;
  • 38% dos usuários que trabalharam durante a pandemia realizaram trabalho remoto;
  • 51% dos usuários comparam produtos e serviços pela Internet, liderado pela compra de produtos e bens alimentícios (63%);
  • 72% dos usuários que compraram pela Internet pagaram usando o PIX;
  • 73% dos usuários que compraram ingressos pela internet o fizeram para eventos on-line;
  • 89% assistiram a vídeos, programas, filmes ou séries pela Internet;
  • 77% buscaram informações relacionadas à saúde ou serviços de saúde;
  • 26% realizaram consulta médica pela Internet; a maioria (59%) através de aplicativos de mensagens instantâneas;
  • 83% dos usuários que frequentam escola ou universidade realizaram atividades ou pesquisas escolares pela Internet;
  • 85% utilizaram serviços de governo eletrônico.
O Pix, modalidade de pagamento instantâneo e digital lançada em novembro de 2020, teve uma rápida adesão e se tornou o segundo meio de pagamento mais usado em 2021 para compras online, logo após o pagamento por cartão de crédito. É interessante ver também que a adoção do Pix foi generalizada em todas as classes sociais, em comparação com o cartão de crédito que é mais utilizado nas classes A, B e C.



O estudo, como um todo, bem interessante e traz diversos dados sobre como a pandemia impactou no uso da Internet no Brasil. O mais legal é que em muitos momentos ele traz informações de como esse impacto variou em diferentes classes sociais.

Veja abaixo o video da live com a apresentação dos principais resultados do Painel TIC COVID-19:


A apresentação com os principais resultados da pesquisa está disponível no site do Cetic.br. O livro com o relatório detalhado está disponível online, assim como a lista completa dos dados e indicadores apresentados no estudo. Essa é a 4a edição das pesquisas sobre uso de tecnologias internet durante o período da pandemia do COVID-19, que estão disponíveis para consulta no site do Cetic.


Esse estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) foi conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br).

PS (adicionado em 11/04): Veja também essa notícia, sobre a pesquisa TIC Covid-19: "Covid-19 empurrou 42 milhões no Brasil para o teletrabalho". Eles destacam que, de um total estimado em 137 milhões de pessoas com mais de 16 anos que usam a internet com frequência no país, 38% deles (ou seja, 52 milhões de pessoas) passaram a alguma modalidade de teletrabalho – sendo que 8 em cada 10 foi obrigado a fazer esse movimento justamente por conta da pandemia.

outubro 31, 2019

[Cyber Cultura] O ódio na Internet

O pessoal do site de notícias 6 Minutos publicou há pouco tempo um artigo muito bom sobre o fenômeno do ódio na internet, baseado em um estudo de uma antropóloga da Unicamp, Adriana Abreu Magalhães Dias (ela estuda esse fenômeno desde 2002). O artigo também contou com informações da Safernet.


Segue um rápido resumo dos principais pontos do artigo:
  • As comunidades de ódio, não são um fenômenos recente nem estão restrito apenas nas "profundezas da web". Desde o início dos anos 2000 o discurso de ódio já estava presente em comunidades de sites de relacionamento como o Orkut;
  • Os grupos de ódio são um fenômeno global, arma da extrema-direita em todo mundo;
  • “O ódio é uma substância na vida do ser humano que é cultivada. Cultivada tanto no sentido de planta, que a gente cultiva e alimenta, quanto no sentido de ser cultuada”, diz.
  • “É impossível remover o ódio enquanto você não civilizar essas pessoas. A Alemanha, por exemplo, teve de se ‘desnazificar’, e isso envolveu um processo de educação.”
  • O processo da cultura do ódio é complexo porque o ódio oferece conforto e pode ser estruturado a partir de três fatores: o alimento da masculinidade (a partir da ideia da luta, de guerras, de duelos, de uma sociedade de cultura de estupro, de ódio ao gay, à mulher), a meritocracia (que define que alguns são melhores que outros) e a construção de um “outro conveniente”, que é quando as minorias (como judeus, ciganos, nordestino, índios,a mulher ou o gay, por exemplo) são associadas a entraves aos objetivos de determinados grupos privilegiados (essa minoria é acusada de causar atraso, problemas ou, por exemplo, "roubar um direito”);
  • A sociedade construiu uma ideia de "normalidade", segundo a qual o “normal” é seguir um padrão como ser branco, de classe media, falar inglês, ser hetero, casado, com filho. Dentro dessa normalidade as pessoas se sentem seguras, mas quando outra minoria destoa e tenta brigar por espaço, ela se sente ameaçada;
  • Esses grupos online não são investigados, identificados e punidos por conta de algumas dificuldades, principalmente o anonimato e porque esses grupos adotam táticas para despistar as autoridades, como escolher provedores de sites que não colaboram com as autoridades;
  • Há casos de crimes de ódio que são anunciados nos fóruns online e praticados na vida real, contra vítimas, com requintes de crueldade.
Para saber mais:

agosto 02, 2019

[Cyber Cultura] Você faz ideia do tamanho da pornografia na Internet?

Esse é um pequeno documentário de 7 minutos sobre a pornografia online. Muito bem feito, com uma linguagem leve e descontraída, ele descreve como a pornografia influênciou o crescimento da Internet e como ela representa uma indústria gigantesca.


Por exemplo, enquanto Hollywood produz mais de 600 filmes e fatura US$ 10 bilhões por ano, nesse mesmo período a indústria da pornografia online produz 13 mil filmes e fatura a bagatela de US$ 15 bilhões. Muitos outros dados e estatísticas foram tirados do site Pornhub. Ele recebeu o upload de 4 bilhões de vídeos em 2017, que demandariam 68 anos ininterruptos para serem vistos.

No final, ele acaba com um trecho da música “The Internet is for porn” rs...


março 12, 2019

[Cyber Cultura] 30 anos de WWW

Há 30 anos atrás nasceu a World Wide Web (WWW, ou W3), uma forma de estruturar um sistema distribuído de informações, em que os documentos estivessem dispostos em diferentes lugares, porém interconectados. Em um documento datado de "Março de 1989", o cientista Tim Berners-Lee descreveu uma proposta para gerenciar os documentos existentes no CERN (European Organization for Nuclear Research), de forma que eles permanecessem distribuídos entre vários sistemas, mas interligados por uma estrutura baseada em hipertexto.


Em pouco tempo, a sua visão foi além de um simples sistema para organização de artigos acadêmicos dentro de uma instituição de pesquisas, e foi a base de um sistema universal de compartilhamento de informações.

O conceito de "hipertexto" ("hypertext", em inglês) já existia, como  um termo cunhado para indicar um texto exibido numa tela de computador que possuísse links para outros textos e referências, de forma que o leitor pudesse acessá-los imediatamente. A sacada foi juntar o conceito de juntar informações no formato de hipertexto, mas usando a Internet para conectar documentos em computadores sites distintos. A Internet, na época, engatinhava como uma rede para conectar computadores e, principalmente, troca manual de arquivos ou troca de mensagens via e-mail e chat. 

A World Wide Web de Tim Berners-Lee cresceu baseado em três pilares: o conceito de URL (uniform resource locator), usado como um endereço para indicar o local do documento desejado, o protocolo HTTP (hypertext transfer protocol), para acesso aos conteúdos hospedados nos servidores (acesso aos sites e suas páginas web), e a linguagem HTML (hypertext markup language), utilizada para formatar o conteúdo das páginas Web e seus links.

A World Wide Web se popularizou e virou sinônimo de "Internet", hoje alcançando mais de 1,5 milhão de web sites em todo o mundo.


Veja algumas datas importantes:
  • 1965 - Ted Nelson cria o termo "Hypertext";
  • Março de 1989 - Sir Tim Berners-Lee apresentou sua primeira proposta para o que se tornou a World Wide Web, enquanto trabalhava no CERN. Ele reenviou uma versão ligeiramente editada em maio de 1990;
  • Novembro de 1990 - Tim Berners-Lee, juntamente com o colega do CERN, Robert Cailliau, apresentou uma proposta formal de gerenciamento para a "World Wide Web";
  • Dezembro de 1990 - Surge o primeiro browser, website e servidor do mundo, funcionando no CERN. Tim Berners-Lee já havia definido os conceitos básicos da Web (o HTML, o HTTP e a URL). O primeiro servidor web do mundo (info.cern.ch) rodou em um computador NeXT no CERN, e a primeira página web do mundo fornecia informações sobre o projeto da World Wide Web;

  • Agosto de 1991 - Tim Berners-Lee anunciou seu software WWW em newsgrups e o interesse pelo projeto se espalhou para além da comunidade de físicos. O primeiro anúncio aconteceu em 6 de agosto de 1991 no grupo alt.hypertext, de entusiastas sobre hipertexto. Ele descreveu o projeto e forneceu instruções para obter o software do CERN;
  • Dezembro de 1991 - Em 12 de dezembro de 1991, o primeiro servidor Web fora da Europa foi instalado no Stanford Linear Accelerator Center (SLAC) na Califórnia. Forneceu acesso a SPIERS, um banco de dados com informações para cientistas que trabalham em HEP (High Energy Physics), incluindo a capacidade de procurar publicações;
  • Janeiro de 1992 - O software WWW no CERN havia amadurecido desde um protótipo inicial até um serviço útil e confiável, em produção. Por meio de uma newsletter do CERN, milhares de cientistas aprenderam como poderiam usar a Web para acessar um conjunto útil de informações, por exemplo, números de telefone, endereços de e-mail, grupos de notícias, bem como documentação de computação e software;
  • Setembro de 1992 | O projeto já contava com um número pequeno, mas crescente, de servidores e navegadores Web, localizados principalmente em sites acadêmicos colaborando com o CERN;
  • Janeiro de 1993 - Primeiro pré-lançamento do navegador Mosaic, do Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação (NCSA), na Universidade de Illinois. O primeiro lançamento oficial foi em 21 de abril de 1993, e rapidamente ganhou popularidade, tornando-se o navegador preferido, com sua interface gráfica fácil de usar e fácil instalação. Inicialmente funcionando em sistemas Unix com interface X-Window, as versões do Mosaic para PC e Mac surgiram no final daquele ano;
  • Abril de 1993 - O CERN emitiu uma declaração colocando a Web no domínio público. No final de 1993, havia mais de 500 servidores da Web conhecidos, e o WWW representava 1% do tráfego da Internet;
  • Dezembro de 1994 - A Web já contava com 10.000 servidores (dos quais 2.000 eram comerciais) e 10 milhões de usuários em todo o mundo;
  • Setembro de 2014 - A Web atinge a marca de 1 bilhão de websites.

O vídeo abaixo mostra uma breve história da web:


O vídeo abaixo mostra rapidamente como foi a evolução das tecnologias que nos fizeram chegar até a Internet que temos hoje:


Para saber mais:

outubro 16, 2018

[Cyber Cultura] Vício em se manter conectado

Todos nós já passamos por isso em algum momento... imagine uma situação aonde você fica um tempinho, digamos 1 ou 2 horas, sem usar o seu celular. A bateria acabou, ou você está em algum lugar sem sinal, por exemplo. Imediatamente vem aquela angústia, aquela preocupação, de que alguém pode estar tentando te ligar ou te mandar uma mensagem, e você não tem como responder.

E se a sua esposa (marido) precisa falar algo urgente? E se você perdeu uma mensagem da sua gerente?

O nosso excesso de conectividade aos smartphones e, mais precisamente, às redes sociais, nos traz a necessidade de estarmos conectados e disponíveis 100% do tempo.

E esse fenômeno tem um nome:

FOMO (Fear of Missing Out)


O FOMO não surgiu agora, e pode ter várias outras origens além de ficar desconectado da Internet, mas o mundo atual potencializou esse vício e o tornou algo comum nos dias de hoje. Pior: pode causar angústia, mau humor e até mesmo depressão!

Essa necessidade de ficar o tempo todo nas redes sociais causa um outro transtorno de comportamento, batizado de...

Phubbing


O phubbing é uma invenção dos tempos modernos, quando ficamos conectados online e ignoramos as pessoas a nossa volta. Isso acontece frequentemente no ambiente de trabalho, nos encontros com família e amigos, e até entre casais. As pessoas a sua volta se sentem ignoradas e hoje em dia é muito comum vermos situações em que quase todos, em uma roda de conhecidos, estão com o rosto colado no celular sem interagir com quem está ao lado.



Sem perceber, o ambiente de trabalho ou pessoal fica jogado a segundo plano, causando um desconforto nos demais. Um esforço simples para ficar desconectado por alguns minutos já resolveria isso, mas a necessidade de permanecer conectado nos deixa cegos, e raramente percebemos estes excessos.

junho 11, 2018

[Cyber Cultura] A Internet em 1 minuto

A Lori Lewis e o Chadd Callahan criaram um infográfico que mostra a quantidade monstruosa de informações que são transmitidas na Internet a cada 1 minuto. Os dados de 2018 são os seguintes:



Comparando os dados de 2017 e 2018, podemos ver que o Netflix quase quadruplicou de tamanho, enquanto a maioria das demais estatísticas, incluindo o uso do Facebook, Twitter e troca de mensagens por e-mail cresceram cerca de 10%. Este aumento na quantidade de e-mails me parece meio surreal, pois na prática eu vejo muito das interações entre pessoas e no trabalho movendo do e-mail para os aplicativos de mensagem instantânea (que cresceram muito em uso no último ano), embora esse movimento seja muito mais forte no Brasil do que nos EUA, por exemplo.

Aproveite e compare com os dados em 2012 e em 2016!

fevereiro 16, 2018

[Cyber Cultura] A NET e o Pastebin

Nos últimos dias vi muitos relatos de que a NET estaria barrando o acesso de seus clientes ao site Pastebin, o popular serviço online de colagem de textos e códigos fonte, comumente usado por programadores e também por ciber criminosos e hacktivistas. Vi, inclusive, comentários de que esse bloqueio desrespeita o princípio de neutralidade da rede estabelecido no Marco Civil.



O Pastebin é um meio de compartilhamento muito popular em toda a comunidade hacker, o que fez com que esse bloqueio tivesse grande destaque na comunidade técnica.

Mas, da mesma forma que esse suposto bloqueio surgiu, ele foi aparentemente suspenso: sem nenhum aviso! De repente, o pastebin voltou a ser acessado pelos clientes do Virtua, o serviço de Internet da NET.

O mais interessante nessa história, na verdade, foi que o pessoal do Teresina Hacker Clube fez um "hack" para reestabelecer o acesso ao Pastebin: Eles subiram um Proxy para o site original: https://pastebinproxy.com. Usaram o Let's Encrypt para permitir acesso SSL ao proxy e, ao furar o bloqueio da NET, manter os usuários seguros. O acesso do proxy até o site também é feito com HTTPS, garantindo a segurança do acesso.

Muito legal, né? A intenção foi muito boa, mas pena que o Pastebin bloqueou o acesso do IP desse Proxy!!!


OBS: Pequena atualização em 20/02 para incluir a imagem para o tweet do Pastebin sobre esse problema com a NET.

novembro 24, 2017

[Cyber Cultura] Blogs do Brasil

Eu as vezes acho que sou um dinossauro por manter um blog. Mas, ao ver este infográfico da BigData Corp, pelo menos eu descobri que não estou sozinho: existem mais de 5,5 milhões de blogs no Brasil!

O infográfico abaixo resume algumas estatísticas sobre o mundo dos blogers:


outubro 31, 2017

[Cyber Cultura] A Declaration of the Independence of Cyberspace

Graças a uma palestra recente do Julio Cesar Fort, tomei conhecimento do texto "A Declaration of the Independence of Cyberspace", criado em Davos em 1996. O texto é nem interessante e bem atual, embora tenha sido escrito há 30 anos atrás.

Segue ele traduzido para o Português:
Governos do Mundo Industrial, vocês são gigantes cansados ​​feitos de carne e aço, eu venho do Ciberespaço, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, peço que o passado nos deixe em paz. Vocês não são bem-vindos entre nós. Vocês não tem soberania onde nos reunimos.
Não temos um governo eleito, nem é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a própria liberdade sempre fala. Eu declaro que o espaço social global que estamos construindo deve ser naturalmente independente das tiranias que vocês procuram nos impor. Vocês não tem nenhum direito moral para nos governar, nem possui métodos aplicação da lei que possamos ter motivos verdadeiros para temer.
Os governos obtêm seus poderes justos com o consentimento dos governados. Vocês não solicitaram nem receberam a nossa. Nós não os convidamos. Vocês não nos conhece, nem conhecem nosso mundo. O ciberespaço não está dentro das suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construí-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. É um ato da natureza e cresce através de nossas ações coletivas.
Vocês não se envolveram em nossa conversa grande e coletiva, nem criaram a riqueza de nossos mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossa ética ou os códigos não escritos que já proporcionam a nossa sociedade mais ordem do que poderia ser obtida por qualquer uma das suas imposições.
Vocês afirmam que existem problemas entre nós que vocês precisam resolver. Vocês usam esta reivindicação como uma desculpa para invadir nossos recintos. Muitos desses problemas não existem. Onde há conflitos reais, onde há erros, nós os identificaremos e abordaremos por nossos meios. Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa governança surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, e não as suas. Nosso mundo é diferente.
O ciberespaço consiste em transações, relacionamentos e pensamento próprio, dispostos como uma onda permanente na web de nossas comunicações. O nosso é um mundo que é em todos os lugares e em lugar algum, mas não é onde os corpos vivem.
Estamos criando um mundo que todos possam entrar sem privilégio ou preconceito de raça, poder econômico, força militar ou local de nascimento.
Estamos criando um mundo em que qualquer um, em qualquer lugar, possa expressar suas crenças, por mais singular que seja, sem medo de ser forçado a ficar em silêncio ou em conformidade.
Seus conceitos legais de propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Todos são baseados em posições estabelecidas, e não há exigências aqui.
Nossas identidades não têm corpos, então, ao contrário de vocês, não podemos obter ordem por coerção física. Acreditamos que, da ética, do interesse próprio esclarecido e do bem comun, nossa governança surgirá. Nossas identidades podem ser distribuídas em muitas das suas jurisdições. A única lei que todas as nossas culturas constituintes reconheceriam em geral é a Regra de Ouro. Esperamos que possamos construir nossas soluções específicas nessa base. Mas não podemos aceitar as soluções que vocês estão tentando impor.
Nos Estados Unidos, vocês criaram uma lei hoje, a Lei de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, DeToqueville e Brandeis. Estes sonhos devem agora nascer de novo em nós.
Vocês estão aterrorizados com seus próprios filhos, pois eles são nativos em um mundo onde vocês sempre serão imigrantes. Porque vocês os teme, vocês confiam em suas burocracias com as responsabilidades paternas que vocês são muito covardes para assumir por si só. Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões da humanidade, desde o degradante até o angélico, são parte de um todo sem costura, a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que nos sufoca do ar sobre o qual as asas batem.
Na China, na Alemanha, na França, na Rússia, em Cingapura, na Itália e nos Estados Unidos, vocês estão tentando afastar o vírus da liberdade ao erguer os postos de guarda nas fronteiras do ciberespaço. Estes podem manter o contágio por um pequeno período de tempo, mas eles não funcionarão em um mundo que em breve será coberto em mídia sustentada por bits.
Suas indústrias de informação cada vez mais obsoletas se perpetuariam propondo leis, na América e em outros lugares, que reivindicam o controle das conversas em todo o mundo. Essas leis declarariam que as idéias seriam outro produto industrial, não mais nobre do que o ferro. Em nosso mundo, tudo o que a mente humana pode criar pode ser reproduzido e distribuído infinitamente, sem nenhum custo. O transporte global do pensamento já não exige que sejam produzidas em suas fábricas.
Essas medidas cada vez mais hostis e coloniais colocam-nos na mesma posição que os defensores prévios da liberdade e da autodeterminação, que tiveram que rejeitar as autoridades de poderes distantes e desinformados. Devemos declarar o nosso eu virtual imune às suas soberanias, mesmo enquanto continuamos a consentir os seus controles sobre os nossos corpos. Nós nos espalhamos pelo Planeta para que ninguém possa prender nossos pensamentos.
Criaremos uma civilização da mente no ciberespaço. Que seja mais humano e justo do que o mundo que seus governos fizeram até agora.
OBS: Post atualizado em 31/10 com alguns links.

setembro 08, 2017

[Segurança] User-Agents mais comuns

O site techblog.willshouse.com possui uma lista com os user-agents mais comuns. O user-agent é uma informação que faz parte do cabeçalho HTTP que identifica qual é o tipo e versão do browser.

Essa lista é atualizada dinamicamente desde 2012, e inclui as versões mais atuais dos browsers. É um material interessante para fazer algum estudo ou para compor alguma estratégia de detecção de acessos maliciosos ou suspeitos.

Acessando agora, podemos ver que os top 10 user agents são:

  • Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/60.0.3112.90 Safari/537.36
  • Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/60.0.3112.101 Safari/537.36
  • Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/59.0.3071.115 Safari/537.36
  • Mozilla/5.0 (Macintosh; Intel Mac OS X 10_12_6) AppleWebKit/603.3.8 (KHTML, like Gecko) Version/10.1.2 Safari/603.3.8
  • Mozilla/5.0 (Windows NT 6.1; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/60.0.3112.90 Safari/537.36
  • Mozilla/5.0 (Windows NT 6.1; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/60.0.3112.101 Safari/537.36
  • Mozilla/5.0 (Macintosh; Intel Mac OS X 10_12_6) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/60.0.3112.90 Safari/537.36
  • Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; WOW64; rv:54.0) Gecko/20100101 Firefox/54.0
  • Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/60.0.3112.113 Safari/537.36
  • Mozilla/5.0 (Windows NT 6.1; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/59.0.3071.115 Safari/537.36

Os 2 primeiros user-agents dessa lista, relacionados ao Chrome, representam aproximadamente 12% do total.

Para saber o significado da string do user-agent, uma boa opção é dar uma olhada no site http://useragentstring.com. Lá ele destrincha para você cada trecho do user-agent.

agosto 04, 2017

[Carreira] Porque 8 horas de trabalho nunca são suficientes

Recentemente me deparei com o infográfico abaixo que nos mostra, claramente, porque atualmente não conseguimos mais produzir em "apenas" 8 horas de trabalho por dia.


Afinal, facilmente passamos pelo menos 12 horas por dia online :)

Brincadeiras a parte, as redes sociais e os comunicadores instantâneos são os grande vilões da nossa produtividade. Além disso, os comunicadores como o Whatsapp e Telegram estão rapidamente substituindo o e-mail e a ligação telefônica como meio principal de comunicação no trabalho. O resultado é uma demanda contínua de comunicação instantânea, pois o uso do Whatsapp pressupõe uma resposta rápida, sem a demora tradicional do e-mail nem a linha ocupada do telefone. E, consequentemente, somos obrigados e ficar verificando os comunicadores o tempo todo, para não atrasar nenhuma resposta. Além de causar distração, essa situação nos obriga a ficar conectados constantemente.

maio 17, 2017

[Cyber Cultura] Novos membros no CGI.br

O Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br), o órgão responsável por estabelecer as diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, acabou de realizar a eleição para seus membros, que estão distribuídos entre 9 representantes do setor governamental, 4 do setor empresarial, 4 do terceiro setor, 3 da comunidade científica e tecnológica e 1 representante de notório saber em assuntos de Internet (leia-se, o Demi Getschko).



Este grupo de pessoas é quem coordena as iniciativas de serviços Internet no país, define diretrizes estratégicas sobre uso e desenvolvimento da Internet, registro de Nomes de Domínio, alocação de Endereço IP e administração do domínio de primeiro nível (DPN) ".br".

O Comitê Gestor da Internet no Brasil foi criado para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Por causa de seu posicionamento estratégico, alguns grupos tem grande interesse em garantir a sua participação. Dentre seus 21 membros (cada um com seu respectivo suplente), dos quais o maior grupo é formado por representantes do Governo Federal (incluindo o Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério das Comunicações e Ministério da Defesa), há um grupo de 4 conselheiros que representam o setor empresarial (provedores de acesso e conteúdo, provedores de infra-estrutura de telecomunicações, indústria de informática e telecomunicações, e empresas usuárias da Internet). Claro que esse grupo vai defender os interesses das empresas de Telecom.

Para defender o interesse da comunidade usuária de Internet, há os representantes do Terceiro Setor, 4 no total. Os quatro eleitos para os próximos 3 anos foram o Thiago Tavares Nunes de Oliveira, o Percival Henriques de Souza Neto, a Flávia Lefèvre Guimarães e a Tanara Lauschner. Você não sabe quem são eles? Pois são justamente essas pessoas que deveriam defender o nosso direito ao acesso à Internet, à privacidade e à liberdade de expressão online.

O legal dessa história toda é que o Garoa Hacker Clube se inscreveu para participar das eleições e conseguiu eleger um suplente para o grupo do terceiro setor. Mesmo sendo suplente, nosso representante pode assistir as reuniões, e assim trazer um depoimento real do que acontece lá dentro e dos jogos de poder que ditam a Internet Brasileira. As reuniões do CGI.br são mensais, e suas atas estão disponíveis online.

março 15, 2017

[Segurança] A NSA e a CIA me seguem!

Na edição do Roadsec que aconteceu recentemente em Brasília eu apresentei uma palestra sobre espionagem governamental, com o objetivo de fomentar o debate sobre como podemos tentar recuperar a nossa privacidade em um mundo super vigiado como o de hoje.


A palestra, batizada de "A NSA me Segue", foi baseada em uma atualização de uma mini-palestra que preparei em 2013, na época focada em discutir os vazamentos do Edward Snowden. Desta vez, além de discutir os novos vazamentos do Wikileaks sobre as capacidades de espionagem da CIA, a agência de inteligência americana, eu também tentei discutir como podemos tomar algumas pequenas atitudes para preservar um pouco de nossa privacidade online. Em breve pretendo criar um post mais detalhado sobre este assunto.

fevereiro 18, 2017

[Cyber Cultura] O lado bom e o ruim da Campus Party

Há poucos dias atrás tivemos a décima edição brasileira da Campus Party (CPBR), um evento que reuniu um punhado de milhares de pessoas em Sào Paulo durante quase uma semana inteira (de 31/01 a 05/02), muitas das quais acamparam lá e por muitas vezes ficaram antenadas por mais de 24 horas seguidas. a organização do evento previu receber 8.000 pessoas na Arena interna (os chamados "campuseiros") e que seria visitado por 80 mil pessoas (essa grande maioria tem acesso apenas a área pública do evento).


O que torna a CPBR especial é que este é o maior evento de tecnologia brasileiro, com foco em inovação no mundo digital. Podemos pensar em vários motivos para ir no evento, exdrúchulos ou válidos, mas o principal, sem dúvida, é que este é o principal e maior evento brasileiro sobre inovação tecnológica aberta ao usuário final, incluindo dezenas de palestras, oficinas e atividades diversas.


Quem não conhece a Campus Party ou olha ela de forma superficial, vai ver um monte de adolescentes jogando video games. Sim, isso é o mais comum e o que chama mais a atenção de todos que visitam o evento - uma área central enorme aonde os participantes (a grande maioria formada por adolescentes) levam seus computadores e seus jogos - de batalha em 1a pessoa, simuladores e, pasme, os jogos de dança fazem grande sucesso lá.


Outro destaque frequente na mídia são os casemods, ou seja, os desktops customizados. Mas outras atividades presentes neste ano incluem guerras de robôs, corrida de drones e, inclusive, lutas de "sabre de luz" (feitos de espuma) organizadas espontaneamente pelos presentes.


Assim, sob essa visão superficial, esconde-se os grandes valores da Campus Party: a formação de comunidades e a troca de conhecimento, através de centenas atividades formais e informais que acontecem quase initerruptamente, desde palestras, oficinas e até mesmo incontáveis conversas de corredor. Entre os participantes, o evento cria um sentimento de comunidade - desde uma mega-comunidade de internautas envolvendo todos os campuseiros, até as micro-comunidades que cohabitam o espaço (gamers, empreendedores, pessoal do Software Livre, desenvolvedores, pessoal de robótica, hackerspaces, comunidades makers, etc).


Empreendorismo e uso de mídias sociais sempre foram assuntos de grande destaque na CPBR. É comum ver lá webpersonalidades e Youtubers. A propósito, nos primeiros anos da CPBR a modinha era ser blogueiro. De dois anos para cá, é ser Youtuber.

Neste ano, em especial, sumiram os conteúdos de segurança e redes, mas ganhou destaque o movimento Maker, em palestras, atividades específicas e através de áreas temáticas de entidades patrocinadoras como os Fazedores e a Prefeitura de São Paulo. Nos aos anteriores, havia um palco com programação dedicada sobre segurança e redes, organizada pelo CERT.br e pelo NIC.br. Esse conteúdo sumiu. Neste ano, por outro lado, era fácil encontrar inpressoras 3D por lá. Também ganhou destaque um Hackaton promovida pelo evento. Ainda comparando com anos anteriores, me pareceu que neste ano faltou mais debates políticos e discussões sobre regulamentações e privacidade.


Ou seja, "maker" e "hackaton" foram as palavras-chave da CPBR10.

Assim como acontece em todas as edições da Campus Party, esta tinha vários problemas e as vezes dá a impressão de que a organização se esforça para piorar alguns destes problemas a cada edição. Seguranças despreparados, organização despreparada para lidar com o público do evento e, principalmente, sem respeito as comunidades, comida cara, infra-estrutura precária para quem palestra e para quem acampa (sem isolamento de som, luzes acessas 24h, chuveiros com problemas). Que tal colocar TVs minúsculas para os palestrates? O local é barulhento? É difícil assistir as palestras e conversar? Que tal colocar um palco com música ao vivo ao lado dos participantes, para aumentar o barulho?


Talvez a maior frustração, para mim (após o desapareciemnto da área de segurança), foi que esta edição da CPBR não teve nada de especial, melhor ou comemorativo por ser a sua décima edição. Nada de especial. Nada para celebrar. Nenhum capricho a mais.


janeiro 23, 2017

[Segurança] Como apenas 100 mil dispositivos podem derrubar a Internet?

Em 2016 vimos alguns ataques DDoS superar a marca recorde de 1 Tbps, um volume de dados capaz de tirar grandes empresas e até países inteiros do ar. Estes ataques tinham uma coisa em comum: utilizar uma botnet formada por milhares de pequenos dispositivos de IoT, como câmeras de vigilância. No final de outubro, uma botnet com cerca de 100 mil dispositivos IoT fez um ataque DDoS de 1,2 Tbps e derrubou o provedor de DNS Dyn e, num efeito dominó, deixou dezenas de sites inacessíveis..

A dúvida que surge naturalmente é: como pequenos dispositivos, com tão pouco poder de processamento, conseguem realizar um ataque DDoS de tamanha proporção?

Como vários ataques DDoS baseados em rede são volumétricos, o que inporta é, principalmente, a capacidade de gerar grande volume de tráfego - e não o poder de processamento do equipamento que está originando o ataque (seja ele um computador, um tablet ou um modem doméstico).

Por isso, um ataque pode ser fortalecido se...
  • Os dispositivos que estão atacando tiverem uma largura de banda grande - algo comum nas casas atuais. Assim, cada um deles consegue enviar um volume alto de pacotes de rede contra o alvo do ataque;
  • Se a botnet também utilizar ataques de amplificação, uma técnica que permite aumentar o volume de ataque no seu trajeto entre a origem e o alvo;
  • Por fim, o tamanho da botnet (número de hosts participando do ataque) também pode influênciar a eficiência do ataque ("pode", pois alguns ataques DDoS podem ser feitos a partir de poucos hosts).
Assim, a força de um ataque DDoS depende mais do tipo de ataque e da qualidade da conexão dos dispositivos que fazem parte da Botnet do que da do tipo de dispositivo infectado e da capacidade de processamento dele.

A botnet Mirai, no caso, é formada por dispositivos de diferentes fabricantes, como roteadores domésticos, câmeras de vigilância e gravadores digitais, etc. Além disso, ela é capaz de realizar diversos ataques DDoS do tipo "flood": GRE (Generic Routing Encapsulation) IP e ETH (Ethernet), SYN e ACK floods, STOMP (Simple Text Oriented Message Protocol) floods, e floods de DNS e de UDP.

novembro 23, 2016

[Cyber Cultura] Como não cair nos boatos da Internet

Eu vi no Facebook um post com um infogáfico bem simples, e bem legal, resumindo dicas para identificar - e não compartilhar - boatos distribuídos nas redes sociais.


Existem diversos sites que publicam notícias falsas ou distorcidas, para enganar o público ou influenciar a opinião de quem o lê. Mas, por outro lado, também existem sites que investigam e desmentem os boatos na medida que surgem, como é o caso do boatos.org, por exemplo.

Há pouco tempo atrás, eu escrevi um post com dicas para identificar os boatos na Internet, que complementa o infográfico acima.

novembro 07, 2016

[Segurança] Querem punir o Defacement!

Está tramitando na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 3357/2015 (veja o texto aqui)de autoria do deputado Vicentinho Júnior (PR-TO), específico para punir crimes de defacement.

Este projeto acrescenta um parágrado ao artigo 154-A do Código Penal, para incluir o tipo penal de "invasão de dispositivo informático, sem a devida autorização, modificando conteúdo de sítio da internet". Com isso, o defacement poderá ser punido com detenção de 3 meses a 1 ano, e multa.

O site Tecnoblog explica que, embora a lei Carolina Dieckmann (12.737/2012) já proiba “invadir sistemas informáticos”, o artigo 154-A do Código Penal restringe o crime apenas aos casos em que houver obtenção de “vantagem ilícita”, o que normalmente não se aplica a um defacement. A propósito, me parece que essa explicação foi copiada de duas notícias de abril e de outubro deste ano, publicada no site da Câmara dos Deputados.
Creative Commons License
Disclaimer: The views expressed on this blog are my own and do not necessarily reflect the views of my employee.