setembro 01, 2026

[Segurança] O "golpe da cara falsa"

Esse caso ocorreu em 2023, mas foi tão interessante e viralizou tanto que merece um post aqui no blog, e mostra a ousadia dos fraudadores na tentativa de burlar os mecanismos de autenticação por biometria facial. No "golpe da cara falsa", os criminosos faziam cópias realistas do rosto de vítimas para burlar reconhecimento facial de aplicativos bancários.

Uma operação da Polícia Civil, realizada em 16 de junho de 2023 na casa de um suspeito em Barueri, na Grande São Paulo, achou o tronco de um manequim e fotos usadas para aplicar golpes que driblavam sistemas de reconhecimento facial em aplicativos bandcários. O criminoso usava a foto das vítimas em alta resolução e impressas em tamanho real, colocada cuidadosamente em um manequim. Com esse esquema tecnicamente simples, ele conseguia abrir múltiplas contas em aplicativos bancários e solicitar empréstimos. A estimativa da polícia é que o golpe gerou prejuízo de R$ 1 milhão.

Um vídeo divulgado à imprensa pela Polícia civil mostra como acredita-se que o esquema funcionava, e surpreende ao mostrar como o manequim com fotos dos rostos das vítimas parecia realista.

O vídeo das autoridades também mostra uma pilha de RGs utilizados para a fraude, mas não explica se eram reais ou falsos. A polícia suspeita que ele obtenha as fotos a partir dos documentos das vítimas e imprimia as imagens em tamanho real, grande o suficiente para que se encaixar como um substituto para a cabeça do manequim.

Veja a reportagem do Datena, no Brasil Urgente, em que ele pede para o repórter colocar uma foto da vítima em frente do próprio rosto, para exemplificar a qualidade da foto usada para burlar a biometria facial:

O Jornal da Band também tem uma reportagem sobre esse caso:

Essa é apenas uma das formas que os cibercriminosos tentam burlar os mecanismos de autenticação biométrica adotadas pelos bancos, numa verdadeira corrida de gato e rato: sempre que os fraudadores descobrem uma nova fragilidade, as empresas correm para corrigí-la.

Atualmente muitos esforços envolvem o uso de deepfakes para simular o rosto e movimentos a partir de uma foto ou vídeo da vítima. O fato é que cada vez se torna mais difícil distringuir, tecnicamente, se um vídeo é real ou não, o que impacta severamente nos necanismos de verificação biométrica que utilziam biometria facial. Esse é um grande desafio, que está em constante evolução. Mas isso é tema para outro post, rs.

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