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janeiro 16, 2025

[Carreira] Por que as empresas não querem a Geração Z e nem o Home Office

O comediante Denison Carvalho publicou, no final de 2024, um vídeo muito engraçado aonde ele discute a sua visão sobre o porque as empresas não querem aceitar a Geração Z e nem Home Office:


Ele apresenta alguns argumentos contrários ao home office e contesta eles, de forma sincera e bem divertida.

Veja algumas pérolas que ele disse no vídeo:
  • "Eu tomo café na empresa para dar migué"
  • "Só quem gosta de trabalhar no escritório é pai de bebê recém nascido"
  • "O Zoom é o Judas do Home Office"
  • "Se o dono da empresa tiver que fazer o mesmo percurso do funcionário, ele desiste no meio do caminho"
Ele é um comediante de standup, então é claro que todos os comentários do Denison são engraçados e provocativos. Mas são excelentes argumentos para fomentar as discussões sobre o retorno aos escritórios, ou não.

Veja mais:

junho 21, 2021

[Segurança] Top Women in Cybersecurity Latin America 2021

Após receber mais de 200 indicações, na sexta-feira 18 de junho a Womcy (Latam Women for Cybersecurity), em parceria com a Women in Security & Resilience Alliance (WISECRA), anunciou os nomes das 50 mulheres que foram eleitas como "'Top Women in Cybersecurity Latin America 2021". Este é o segundo ano do concurso, que elege as mulheres mais influentes no mercado de segurança da América Latina.


A seleção das candidatas foi baseado em 5 critérios:
  1. Ter atingido um alto nível de conquista, conforme determinado por padrões nacionais ou internacionais;
  2. Promovido uma causa social ou humanitária com impacto regional ou nacional, em um papel de liderança;
  3. Conseguido reconhecimento como especialista ou líder em um domínio específico dentro da cibersegurança;
  4. Surgido como pioneira em um setor novo ou não tradicional (inclusive como a primeira em um campo específico);
  5. Contribuído de maneira significativa para eventos na região da América Latina.
Das 50 mulheres eleitas, 12 delas são brasileiras \o/


Veja o anúncio de todas as vencedoras nesses vídeos: grupo 1, grupo 2 e grupo 3.

Devido a falta de profissionais do sexo feminino no mercado de segurança e a cultura machista desse mercado, a participação feminina é muito baixa. Por isso mesmo, é extremamente importante que as mulheres interessadas em trabalhar nessa área identifiquem profissionais que possam servir como referência e exemplo de sucesso na carreira.

Embora seja, minoria, as mulheres tem presença marcante no mercado de tecnologia e no de segurança, e muitas delas conseguem atingir um merecido destaque na carreira. Felizmente, o mercado de trabalho e as empresas também estão amadurecendo e valorizando a diversidade, e com isso a participação feminina no trabalho, nos postos de liderança e até mesmo nos eventos tem crescido consideravelmente.


maio 31, 2021

[Carreira] Trabalho + Pandemia = Stress

Uma reportagem do portal ThreatPost divulgou os resultados de uma pesquisa realizada pela empresa OneLogin com 250 líderes de tecnologia em todo o mundo sobre o stress no trabalho, que descobriu o seguinte...
  • 77% dos entrevistados achavam que a pandemia aumentou seu estresse no trabalho
  • 86%  relataram que sua carga de trabalho aumentou durante a pandemia
  • 67% disseram que estavam trabalhando mais horas
  • 54% não tiraram férias nos últimos 6 meses

Além disso, uma pesquisa da ESG e da ISSA apontou que a falta de profissionais no mercado é responsável pelo excesso de trabalho e burnout em 38% das empresas entrevistadas.

A reportagem do ThreatPost destaca que as principais causas desse stress no trabalho nesse período de pandemia estão associados ao trabalho em casa e ao intenso cenário de riscos atuais, que incluem:
  • garantir a segurança no trabalho remoto;
  • aumento significativo nos ataques de ransomware;
  • phishing e spear phishings.
A pesquisa também indica como os entrevistados estão lidando com o stress:
  • 80% dos CISOs praticam exercícios;
  • 40% buscam ajuda na meditação;
  • 24% disseram que estavam se automedicando com drogas, álcool, narcóticos ou medicamentos prescritos.

O artigo também recomenda alguns cuidados simples:
  • Reconheça os sinais físicos de alerta de estresse: músculos rígidos, dores de cabeça, ranger de dentes e dores de estômago são algumas das reações do nosso corpo causadas pelo estresse;
  • Aperte o botão de pausa: Adote uma rotina de intervalos de 5 a 10 minutos a cada hora;
  • Priorize o cuidado com você mesmo: os líderes precisam recarregar as baterias, se recuperar e se manter alimentados. As atividades restaurativas incluem exercícios, recreação ao ar livre, mediação, respiração profunda, manutenção de uma dieta adequada e conversas com amigos e familiares;
  • Cuide do sono: dormir o suficiente, bem como uma boa qualidade de sono, pode ser complicado com cargas de trabalho pesadas, horas de trabalho estendidas e demandas intensas. Siga uma rotina de relaxamento antes de dormir, como desligar todos os dispositivos, evitar ouvir as notícias e tomar um banho quente para resfriar a temperatura do corpo;
  • Mantenha contato com o time: os líderes podem lidar melhor com a incerteza e a ansiedade criando um senso de proximidade e de controle entre suas equipes. Reserve momentos para falar com os colegas de trabalho, pois isso ajuda a manter o humor e as perspectivas positivas, o que fomenta a comunicação, a confiança, a transparência e os relacionamentos.
Um artigo no portal Tech Target lembra que o stress da profissão leva os CISOs ao burnout, o que causa uma grande rotatividade nas empresas! Essa reportagem também destaca os desafios dos CISOs junto ao board das empresas: eles tem dificuldade de conseguir atenção e budget, mas tem grande receio de serem considerados culpados em caso de incidentes.

Eu acredito que nós temos que tomar muito cuidado para não ficarmos doidos nessa pandemia, por causa do isolamento social forçado e prolongado, além dos desafios atuais de conciliar o trabalho em Home Office com o convívio em família e isolamento social.

Devido as restrições atuais, a maioria das recreações e distrações tradicionais estão suspensas, e ficamos sem a sensação de descanso. Muitas vezes não podemos ir nos happy hours com amigos, no cinema, no parque ou na praia, nem viajar, temos que buscar novas formas de lazer para manter a sanidade.
Mesmo durante a pandemia, é importante tirar períodos de descanso, como as férias e os feriados. Mesmo que você fique trancado em casa, deixe o computador desligado e o fique longe do celular!

Eu, particularmente, estabeleci uma regra para mim, lá no início da pandemia: eu só começo a trabalhar as 10 horas da manhã (exceto quando é realmente necessário), pois quando estávamos no escritório, praticamente todo mundo chegava para trabalhar nesse horário. Logo, porque agora teria que ser diferente? Aquela 1 hora de trânsito que economizamos pelo fato de não precisar ir no escritório deve ser usada como forma de descanso ou hobby, não é para trabalhar mais!

Ou seja, aproveite a pandemia para cuidar da saúde, busque um hobby novo, ou uma distração !!!

Uma curiosidade: quem é pai ou mãe de pet já percebeu qual é a primeira coisa que o seu gato ou cachorro faz quando acorda? Eles dão uma espreguiçada bem gostosa, se esticam todos. Já nós não... a primeira coisa que fazemos é abrir o celular, consultar o whatsapp e sair correndo para ligar o computador e entrar numa reunião. Outro hábito saudável que todos os pets tem e os humanos passam longe: toda vez que aparece um raio de sol eles deitam e ficam tomando sol por alguns minutos. Nós não: nós fechamos a janela e acendemos a luz. Merecemos um facepalm, não é?

Aproveite e dê uma olhada nessa palestra / bate papo que eu dei recentemente no evento Red Team Village Mayhem 2021: Comunidade, Carreira e Pandemia.


novembro 06, 2020

[Segurança] Perfil dos pesquisadores de segurança

Recentemente a HackerOne lançou uma nova edição do seu relatório anual sobre o mercado de Bug Bounty. O 4th Hacker-Powered Security Report traz várias estatísticas interessantes que traçam o perfil dos pesquisadores de segurança que participam dos programas de Bug Bounty organizados pela HackerOne.

Vejam alguns dados sobre os pesquisadores de segurança em 2019:

  • 87% tem menos de 35 anos de idade;
  • 59% hackeiam há 5 anos ou menos;
  • 84% aprendem sozinhos;
  • 53% tem pelo menos metade da sua receita ganho com hacking;
  • 40% tem trabalho na área como primeira ocupação profissional;
  • 68% são motivados pelo desafio.

 

A HackerOne atingiu mais de 830 mil pesquisadores cadastrados em 226 países!

Um caso recente, que virou notícia aqui no Brasil, é bem ilustrativo sobre o perfil dos pesquisadores de segurança que participam dos projetos de bug bounty: um estudante, de 14 anos, auto-didata e curioso, que reportou uma falha sem se preocupar com o valor da recompensa que poderia receber - e teve uma grande surpresa!

O jovem estudante mineiro Andres Alonso Bie Perez, de 14 anos de idade, recebeu um prêmio de US$ 25 mil do Facebook como recompensa por reportar uma vulnerabilidade no Instagram – um bug que ele encontrou enquanto criava um aplicativo para aplicar filtros de imagem através do cliente web do Instagram. Quando analisou o método utilizado para criar esses filtros, ele percebeu que os links podiam ser manipulados para incluir qualquer código na página do Instagram.

Para saber mais:

novembro 05, 2020

[Segurança] Estatísticas do mercado de Bug Bounty

Recentemente a HackerOne lançou uma versão nova do seu relatório anual sobre o mercado de Bug Bounty. O 4th Hacker-Powered Security Report traz várias estatísticas interessantes que traçam o perfil do mercado global e dos pesquisadores de segurança que participam dos programas de Bug Bounty organizados pela HackerOne.

Vejam alguns dados sobre o mercado de Bug Bounty em 2019, baseado nos resultados da HackerOne:

  • Mais de 830 mil pesquisadores cadastrados na plataforma da HackerOne.
  • 34% no crescimento de programas na plataforma da HackerOne;
  • 87% de crescimento no pagamento de bounties desde o ano anterior;
  • 9 pesquisadores (de 7 países diferentes) passaram a marca de US$ 1 milhão em prêmios recebidos;
  • Mais de 181 mil vulnerabilidades submetidas na plataforma da HackerOne, com cerca de 1/3 delas reportadas em 2019 - das quais 37 mil foram marcadas como resolvidas;
  • Mais de 107 Milhões de dólares pagos em premiações, sendo 44,75 milhões pagos em 2019;
  • 81% dos programas são privados, embora os programas públicos tenham, em média, 5x mais pesquisadores reportando vulnerabilidades.


O relatório traz também alguns dados sobre o mercado na América Latina:

  • Somos 1,5% dos programas de BB da HackerOne e 2% dos novos programas iniciados em 2019;
  • 29% de crescimento da quantidade de programas. Infelizmente, esse é o menor crescimento entre todas as regiões, mostrando que o mercado local ainda não está maduro e atraindo empresas ainda para os programas de Bug Bounty;
  • 371% de crescimento no pagamento de premiações, enquanto outras regiões cresceram em média 68%. O Brasil cresceu 1.843%, o Panamá 1.394% e Argentina 723%;
  • 60% de crescimento no recebimento de premiações.

A HackerOne viu um impacto positivo no mercado durante a pandemia do novo Coronavírus, comparando os números do programa com os dados do mês anterior ao início dos regimes de quarentena:

  • 59% de crescimento na adesão de novos pesquisadores ao programa da HackerOne;
  • 28% de crescimento no número de vulnerabilidades reportadas por mês.
Atualização em 09/11: A HackerOne publicou um infográfico que resume várias informações compartilhadas durante o evento Security 2020, realizado recentemente.



dezembro 24, 2019

[Segurança] Retrospectiva: o ano das mulheres na segurança

O ano de 2019 merece entrar para a história como o ano em que as mulheres começaram a ocupar seu espaço de direito no mercado de trabalho de tecnologia e de segurança!

Pelo segundo ano consecutivo, o Roadsec São Paulo conseguiu atrair uma participação feminina bem expressiva, aonde cerca de 25% do público foi composto por mulheres. E o mesmo aconteceu na BSides São Paulo: as mulheres representaram cerca de 1/3 dos palestrantes.

Além disso, vimos ganhar força alguns grupos voltados para o apoio as mulheres que trabalham ou desejam ingressar na área de segurança:




O legal é que cada uma dessas comunidades tem uma abordagem diferente, e assim todas elas se complementam :)

Segundo dados do IBGE, as mulheres representam 51,5% da população total no Brasil. Mas, no mercado profissional, só 38% das mulheres possuem cargos de chefia. Essa dificuldade das mulheres em exercer uma posição de liderança está diretamente relacionada ao preconceito histórico e cultural - algo que se repete para as mulheres que desejam trabalhar na área de tecnologia.

Para saber mais:
PS: Post atualizado em 04/02/2020 para incluir a menção a comunidade Zero2Flag e colocar os logos das comunidades.

dezembro 03, 2019

[Carreira] Retrospectiva: Desemprego Zero

É isso mesmo! Com a falta de mão de obra qualificada no mercado de segurança, e uma quantidade de vagas no mercado maior do que a quantidade de profissionais disponíveis, podemos dizer que na área de segurança temos...

Taxa de desemprego igual a 0%


Falando nesses temos, o cenário parece surreal, ainda mais num país aonde a taxa de desemprego beira os 12%. Mas é verdade esse bilhete!

Em 2019, o problema de falta de mão de obra na área de tecnologia (e de segurança da informação, em particular) atingiu níveis crônicos e ficou na agenda de todos os executivos!

E esse "apagão de talentos", como é chamado, é um problema global, afetando empresas no Brasil e no mundo. Além disso, é um problema que afeta praticamente toda a área de tecnologia de informação. Segundo dados levantados pela Cybersecurity Ventures estima-se que o número de posições não preenchidas na indústria de segurança chegaria a 3,5 milhões em 2021. Nos EUA, a estimativa é que existam 715 mil pessoas trabalhando na área de ciber segurança e 314 mil posições em aberto. Ou seja, aproximadamente 2/3 do mercado americano está empregado, e o resto 1/3 é formado por vagas que não tem como serem preenchidas!


Não é a toa que, em 2019, vimos um "boom" de eventos de segurança discutindo esse assunto. Principalmente nos eventos voltados para o público executivo, vimos frequentemente palestras e painéis sobre a escassez de força de trabalho na área de segurança.

Na minha opinião, essa situação é causada e retroalimentado por vários problemas, principalmente:
  • Falta de incentivo para novos talentos: toda empresa quer contratar um profissional sênior, especialista, mas ninguém quer contratar um júnior e formar esse profissional. Se nenhuma empresa dá oportunidade para novos talentos, nós não estimulamos a renovação do mercado;
  • Evasão de profissionais qualificados: com a alta demanda global por profissionais de tecnologia e de segurança, hoje é fácil para um profissional conseguir emprego lá fora. Na verdade, arrisco a dizer que "só não sai do Brasil quem não quer";
  • Inchaço artificial dos cargos e salários: com a alta demanda por profissionais e mercado super aquecido, ficou muito fácil buscar recolocação e, a cada vez que alguém se recoloca, essa pessoa tem um upgrade de salário e, muitas vezes, de cargo. Com isso, profissionais obtém cargos melhores sem necessariamente terem atingido o nível de experiência necessário. O resultado são salários e cargos inchados, que não condizem com a real capacidade do candidato. Já perdi as contas das vezes em que entrevistei candidatos que não tinham o conhecimento e a experiência para o cargo que pleiteavam. Surge aí a figura do "especialista júnior", ou seja, aquela pessoa que ocupa um cargo de especialista, com salário de especialista, mas não tem o conhecimento necessário para fazer o trabalho. Quando a situação aperta, esse profissional pode mudar de emprego e continuar numa posição que não condiz com sua realidade;
  • Facilidade de troca de emprego e dificuldade de retenção de talentos: são dois problemas similares, duas faces da mesma moeda: o profissional tem muita oferta disponível e as empresas tem dificuldade de reter bons profissionais. Com a alta oferta de empregos no mercado, os profissionais tem grande facilidade de trocar de empresa
  • Dificuldade de identificar bons profissionais disponíveis: como os bons profissionais tem facilidade de se colocar em bons empregos, hoje a maioria dos bons candidatos a emprego (1) estão feliz no emprego atual ou (2) acabaram de parar por um processo de recolocação. Logo, é difícil achar candidatos disponíveis. Por isso, a minha sugestão é sempre estar consultando as pessoas que você tem interesse em trazer para sua empresa. Nunca suponha que determinada pessoa está feliz no emprego atual, pois se por um breve momento ela estiver infeliz, ela pode se recolocar rapidamente e você perdeu o timing para trazer esse profissional;
  • Falta de estímulo para as minorias: já que temos uma falta generalizada de profissionais no mercado, que tal fazermos um esforço para trazer pessoas que, normalmente, são colocadas em 2o plano no mercado de trabalho? Sim, estou falando de trazemos mais mulheres, negros, LGBTs e idosos para o mercado!
  • Olhe para dentro da empresa, e estimule a migração entre as áreas. Talvez você tenha grandes talentos dentro da sua empresa que estão lá, esperando uma oportunidade para migra para a área de tecnologia ou segurança. Faça atividades, workshops e ações para promover internamente as áreas e estimular o recrutamento interno;
  • Automatize! Pegue os trabalhos mais simples e repetitivos e automatize, liberando força de trabalho humana para papéis mais nobres, e assim você reaproveita os talentos internos.

Para saber mais:

janeiro 22, 2018

[Segurança] Quais as principais tendências para os próximos anos?

Recentemente eu gravei uma conversa para o canal do Luiz Felipe Ferreira aonde, perto do final, ele me perguntou qual é a minha opinião sobre as tendências para o nosso mercado no futuro proximo.

Ele não estava se referindo as tendências para este ano (que eu já comentei aqui no blog), mas sim ao que deve acontecer nos próximos 5 anos ou um pouco mais, e que podem impactar em nosso mercado de trabalho.

Futurologia é algo difícil de ser bem feito, e se nem o pessoal da Singularity University sabe dizer qual é a próxima grande tendência tecnológica, quem seria eu para me arriscar?

Mas, como sou cara de pau mesmo, eu acredito no seguinte:
  • Os problemas de segurança vão continuar sempre crescendo, com o ciber crime e a ciber espionagem governamental dominando o cenário. Enquanto os governos focam em trojans e backdoors altamente sofisticados, o cibercrime está e continuará ganhando muito dinheiro com ransomwares e o bom e velho phishing;
  • Bitcoin e moedas virtuais tendem a amadurecer e se popularizar, mesmo se a bolha do bitcoin estourar. Isso está começando a atrair interesse o cidadão comum, e já é muito explorado pelos investidores, ciber criminosos e cada vez mais atrairá o interesse do pessoal que precisa lavar dinheiro;
  • Do ponto de vista de mercado de trabalho em segurança, estamos numa necessidade crescente de profissionais com background em desenvolvimento (AppSeg), mas as próximas duas grande demandas serão em profissionais que se especializem em IPv6 e em IoT;
  • Duas tecnologias que hoje prometem revolucionar o mercado de segurança são o block chain e a inteligência artificial (ou "machine learning", se preferir chamar assim), mas para ser sincero eu tenho minhas dúvidas se elas vão deixar de ser buzzwords e, no caso do block chain, se ele realmente vai ser aplicado a algo realmente útil, além de criptomoedas.

maio 10, 2016

[Segurança] Novos hackers a caminho!

Uma das melhores surpresas da última edição da CryptoRave foi ver o sucesso da competição de Capture the Flag" ("CTF"), organizada pelo grupo Red Team Freakin' Maniacs (R.T.F.M.). Batizado de Crypt0 Ch405, a competição foi criada com exclusividade na CryptoRave 2016.


A competição foi bem concorrida e o grupo vencedor virou o placar nos últimos minutos da competição. E assim venceu o grupo #0wnz, formado por crianças e adolescentes do Instituto Alpha Lumen, de São José dos Campos. Sim, crianças. Eles participaram do CTF do RoadSec São Paulo  no ano passado e foram mal colocados, Mas a garotada estudou, não teve medo e viraram a mesa.



O Garoa Hacker Clube também participou com um time, que ficou colocado em 4o lugar.

É muito legal ver novas pessoas se interessando por segurança  e grupos novos competindo em desagios do tipo CTF, trazendo  nova energia.

abril 29, 2013

[Cyber Cultura] Entendendo as gerações?

Recentemente eu assisti o vídeo "All work and all play" que explica de uma forma bem caprichada as diferenças entre as gerações que hoje habitam o mercado de trabalho: os "baby boomers", a geração X e a geração Y.

O vídeo foi publicado no ano passado e é bem didático, descrevendo como várias gerações enxergam o trabalho e como isso afeta a sociedade. Mas eu devo confessar que não sou muito empolgado com esta história de classificar e rotular as pessoas desta forma, algo que tem sido repetido ad infinitum no mundo empresarial, na mídia e no dia-a-dia. Explico:
  • Primeiro, qualquer generalização que tente descrever o ser humano tende ao erro. Pelo simples motivo de que o ser humano é complexo e não segue uma receita de bolo. Você pode pegar duas pessoas nascidas no mesmo dia, que tiveram o mesmo tipo de educação e estilo de vida similares, e ambos certamente serão pessoas totalmente diferentes entre si. Um pode ser um médico e o outro, um mecânico. Um pode ser ateu e o outro cristão. Um pode ser viciado na Internet e ou outro ser totalmente desligado. Um tem perfil no Facebook e o outro odeia redes sociais. Um pode comer primeiro o recheio da bolacha recheada e o outro come a bolacha de uma vez só. Outro pode comer pizza com catchup e o outro mistura macarrão com feijão. E por aí vai.
  • Igualmente, qualquer análise estatística representa a média do que está sendo observado e exclui os extremos. Se você colocar um pé numa bacia com gelo e outro numa bacia com água quente, na média você pode estar na temperatura ambiente, mas ainda assim não será nada agradável.
  • No caso específico da rotulação das gerações, ela é totalmente baseada no ponto-de-vista americano, da cultura, da economia e da sociedade americana. Começa pela tal "geração baby-boomers": este foi um fenômeno predominante nos EUA, e não no resto do mundo. Enquanto os "baby-boomers" estavam revolucionando a pesquisa e a economia americana, nós da América do Sul estávamos vivendo sob ditaturas, os Japoneses e Europeus estavam se reconstruindo no pós-guerra (e alguns deles também vivendo em ditaturas), os Russos estavam preocupados com a Guerra Fria, os Chineses estavam vivendo o início do comunismo, e por aí vai. Mesmo hoje em dia, não dá para considerar que o mundo inteiro é igual: para começo de conversa, a penetração da Internet é totalmente diferente nos países desenvolvidos e nos países sub-desenvolvidos. Enquanto a economia dos EUA e da Europa ainda está em crise (e, em alguns países Europeus, está quase em frangalhos), vários países estão estáveis e os países do BRIC (Brasil, Rússia, India e China) estão relativamente bem. Isso afeta o mercado de trabalho e, portanto, o empreendorismo e a fidelidade dos empregados a sua empresa atual.
De qualquer forma, não dá para negar que esta separação em gerações acaba descrevendo muito bem a mudança que tem ocorrido no mercado de trabalho, ou seja, na maioria (note: eu disse "na maioria", e não "na totalidade") das empresas e dos profissionais. Ainda mais hoje em dia, pois a globalização acaba por influenciar as características culturais e econômicas de cada país. Enquanto a globalização da economia afetava os países capitalistas e até mesmo os comunistas desde o final do século passado, nos anos 70, 80 e 90 vivemos o período da "aldeia global", que foi o início da cultura de massa promovida principalmente pela TV, e a partir dos anos 2000 vivemos e uma sociedade altamente conectada, não só com os nossos pares mas com o mundo todo, graças a Internet e ao fenômeno mais recente das redes sociais.

Por isso, vale a pena ver como o vídeo descreve as gerações existentes hoje em dia:
  • Baby Boomers (anos 60 e 70)
    • O espaço de trabalho limitava-se ao escritório: a jornada de trabalho tinha hora certa para começar e acabar (até hoje minha mãe não entende porque eu não tiro 30 dias de férias todo ano...) e não se levava trabalho para casa
    • As responsabilidades eram individuais e específicas
    • Vários anos de experiência levavam ao crescimento dentro da empresa
    • As empresas tinham estruturas hierárquicas
    • O trabalho era sinônimo de disciplina
    • Sucesso era sinônimo de estabilidade
    • A recompensa pelo trabalho vinha com o tempo (isto é, com a aposentadoria!)
  • Geração X
    • O horário de trabalho foi extendido para o "happy hour" e surge o culto ao "workaholic", aquele viciado em trabalho que fica no escritório até tarde
    • Trabalhadores competitivos e auto-confiantes, seguindo uma lógica mais individualista
    • Busca pelo rápido crescimento profissional
    • Crescimento na empresa baseado na meritocracia
    • Foco em diplomas, MBAs, PHDs para se destacar, além da aparência (argh, quem mandou usar terno em um país quente como o Brasil?)
    • O sucesso significava ser jovem e rico (hum, vai me dizer que isso não é um valor forte da cultura americana e que a economia dos EUA é uma das poucas que permitiam e ainda permitem isso?)
    • A recompensa pelo trabalho surge imediatamente.
  • Geração Y (ou Millenials):
    • O trabalho está sempre presente e totalmente móvel: destaque para o home-office e espaços compatilhados, aonde cada um pode fazer seu próprio horário
    • O prazer determina a realização profissional
    • Sucesso é sinônimo de prazer e paixão pelo que faz
    • Boom do empreendorismo com o apoio da força coletiva (com destaque ao crowdfunding)
    • Relacionamentos no trabalho baseados na velocidade do dia-a-dia: foco em projetos de curto-prazo e feedback constante
    • A hierarquia foi substituída pela troca de conhecimentos
    • Valorização de formas mais informais de educação (hum, por isso que o mercado valoriza tanto as Certificações?): foco na flexibilidade e aprender novas habilidades




Baseado em minha experiência pessoal e no que eu percebo dos meus amigos e colegas de trabalho, na verdade estas definições descrevem muito mais o mercado de trabalho como um todo do que uma geração específica. Ou seja, eu vejo muito mais sentido em dizer que, por exemplo, "Geração X" descreve a forma de trabalho nos anos 80 e 90 e que "Geração Y" descreve a dinâmica das empresas atuais, independente da idade das pessoas. O mercado de trabalho, a economia e os profissionais estão seguindo um ciclo alinhado de mudanças, de acordo também com a evolução natural da sociedade, das tecnologias e dos relacionamentos pessoais e profissionais.

julho 22, 2011

[Cidadania] Preconceito no Trabalho

Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou o local de trabalho corresponde ao local aonde as pessoas sofrem maior influência da cor ou raça (ou seja, preconceito!).

Segundo a pesquisa realizada em 2008, 71% dos entrevistados pelo IBGE em 6 estados consideram que o trabalho representa o principal lugar entre as situações nas quais a cor ou a raça tem maior influência. Em segundo lugar aparece a "relação com justiça ou polícia" (68,3%), seguida pelo "convívio social" (65%), "escola" (59,3%) e "repartições públicas" (51,3%).

Mais da metade da população brasileira (63,7%) reconhece que a cor ou a raça exerce efeitos diferentes nas relações cotidianas.

Como forma de identificação de cor ou raça, a pesquisa aponta que em primeiro lugar vem a "cor da pele", seguida pela "origem familiar" e pelos "traços físicos".

abril 23, 2009

[Carreira] Networking e empregabilidade

Um estudo bem interessante lançado recentemente pela Impacta e publicado no site da Info Online mostra o que vários de nós já suspeitávamos: Uma boa ndicação (ou "QI" - Quem Indica) é responsável por empregar 64% dos funcionários em TI.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Grupo Impacta Tecnologia, a grande maioria (64%, para ser exato) das contratações que ocorrem no setor de TI no Brasil são fruto de indicações de outros funcionários. Em segundo lugar, com 49% das respostas, vem a busca nos sites especializados em bancos de currículo.

Ou seja, a melhor forma de buscar um novo emprego é através da sua rede de relacionamentos, e portanto o famoso "networking" é fundamental. O estudo não diz o porque dessa preferência, mas eu tenho uma opinião baseada na minha experiência pessoal, contratando e sendo contratado. A principal vantagem de uma indicação é que normalmente a pessoa que indica está também atestando a qualidade do profissional (partindo-se do princípio que ninguém indica alguém que não conhece e que não confia). Ou seja, a indicação geralmente representa que o candidato é conhecido e que deve possuir um bom histórico profissional. Normalmente quem indica conhece o trabalho e a seriedade da pessoa sendo indicada. Esta é uma informação muito preciosa para o selecionador. Um curriculum nada diz sobre a seriedade, o profissionalismo e o comportamento do profissional no dia-a-dia. Uma indicação diz.

Outro dado interessante do estudo mostra que os profissionais de tecnologia estão permanecendo por pouco tempo nas empresas, cada vez menos. Em 2003, 21% dos profissionais tinham menos de três anos de casa, o que que saltou para 50% na mesma pesquisa atual. Ou seja, as empresas tem que enfrentar uma grande rotatividade de profissionais e os profissionais, por sua vez, estão permanecendo cada vez menos tempo nas empresas. Já fazem vários anos que o fato da pessoa ter "muitos anos de casa" deixou de ser algo comum e, segundo alguns, nem é mais vantajoso. Já li artigos onde mencionavam que o profissional que permanece muitos anos numa mesma empresa pode ser visto como "acomodado".

Não acredito que devemos nos guiar por modismos, estatísticas nem rótulos, mas a volatilidade dos empregos é algo que faz parte de nossa realidade. Então, a melhor sugestão que eu posso imaginar é: mantenham sempre um olho no mercado, o CV atualizado e cultivem a amizade com seus colegas de profissão.

fevereiro 28, 2007

[segurança] Carreira em Segurança - como começar?

Essa é uma pergunta que sempre aparece: "como começar uma carreira em segurança?" Não dá para negar que Segurança é a "carreira da moda". Já apareceram diversas reportagens sobre os "caçadores de hackers" que ganham salários milhonários, sobre os tão idolatrados CSO (Chief Security Officers - ou, em português, os diretores de segurança - o topo da carreira).

Até hoje uma reportagem de capa sobre Hacker faz a revista vender mais. Livro de Hacker? ídem... (as vezes parece que basta ter a palavra "hacker" no meio do título) CD de hacker, então, deve vender como água...

Na minha opinião essa "bolha" vai acabar logo e o profissional de segurança será só mais um no mundo corporativo. Independente disso, o interese pela área existe e é justo: eui considero esta uma área de atuação muito excitante: estamos trabalhando sempre no limiar da tecnologia, combatendo os ataques que ainda não existem, e talvez nem todos tenham percebido que hoje estamos cumprindo um papel muito importante: proteger a sociedade dos ladrões digitais. O crime virtual já é realidade e movimenta o submundo.

Assim como a maioria dos empregos existentes, o glamour de trabalhar na área de segurança não condiz com a realidade do dia-a-dia (todo mundo quer ser astronauta, mas pouca gente aguenta os treinamentos e pressão p/ chegar lá... p/ ficar plantando feijão no espaço). Existem muitos desafios técnicos e humanos, problemas a serem resolvidos, projetos mirabolantes, ataques novos, novos softwares e patches, novos vírus, etc, etc, etc.

Mas é uma carreira excelente para quem gosta de desafios, adrenalina, trabalhar sobre pressão, se manter atualizado constantemente, etc. O trabalho possui uma certa rotina massante, porém de vez em quando temos q sair correndo desesperados por aí.

Ser um profissional de segurança vai muito além de ser um "hacker". Ser um "hacker", do jeito que a mídia divulga e a maioria dos livros com título "*hacker*" contam, significa você saber o suficiente para realizar algumas invasões triviais e, no módulo avançado, rodar algumas ferramentas mais avançadas.

Citando um comentário muito pertinente do meu amigo Fernando Fonseca na lista CISSP-BR:
"Um cracker (respeite os verdadeiros Hackers) é apenas parte do problema, maior parte das ameaças são coisas do dia a dia e ataques não direcionados (como vírus e worms). Para fazer um ataque basta achar uma brecha (vulnerabilidade), para proteger você precisa cobrir todas as brechas (toda a superfície de ataque), inclusive contra acidentes. Quando você protege uma casa, por exemplo, você protege não só contra ladrões, mas sim contra cupins, incêndios, infiltrações, integridade dos moradores, etc.
Se você pensar como o ladrão (cracker) a casa cai sozinha antes que alguém tente roubá-la."

Um profissional de segurança tem que defender a empresa de qualquer problema que possa afetar seu negócio e suas informações. É o que definimos como sendo proteger a Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade das informações. Assim, o profissional de segurança tem que saber como proteger a empresa contra todos os riscos possíveis. Ele tem que ser, ao mesmo tempo, um especialista em TI, um especialista em Direito, em Forense (TI + Direito), um Auditor e um Gestor.

Como disse meu colega de profissão Eduardo V. C. Neves certa vez na lista CISSP-BR:
"Isso inclui não só conhecer segurança de redes e aplicações, mas também domínios que não são abordados nestes livros que você cita; change management, business continuity, disaster recovery, segurança física, ROI, TCO, metodologia de gerenciamento de projetos e por aí vai.
Para ser um Security Officer, você terá que saber isso tudo e ainda ter algumas competências que não estão em livros, mas a experiência profissional vai te dar; negociação, coaching, visão e estratégia, saber recuar e avançar nos momentos certos, não usar FUD e sim ferramentas de convencimento com itens palpáveis, etc."

No final das contas, segurança significa saber como fazer tudo certinho para que a empresa não tenha problemas depois.

Acredito que existem dois caminhos para se entrar na área de segurança: o do "hacker" e o do "analista curioso":
  • A opção mais difundida é aquela do adolescente que se interessa por informática e começa a aprender técnicas de ataque. Muitos se especializam em realizar ataques pela Internet, algo relativamente fácil de fazer. Com o amadurecimento pessoal e profissional, esta pessoa passa a buscar formas de ganhar dinheiro lícito com esse conhecimento: aí surgem os consultores "ex-hacker" (também chamados de "white-hat hackers"), os pesquisadores de vulnerabilidade e os consultores especializados em testes de vulnerabilidade e testes de invasão de sistemas (os chamados "pen-test"). Normalmente esse pessoal tem uma visão muito técnica da segurança, e sob o ponto de vista de "ataque versus defesa".
  • Outra opção é o do profissional que começa a se preocupar com segurança no dia-a-dia de suas atividades. Por exemplo, é o caso do analista de suporte que começa a se preocupar com segurança dos sistemas que gerencia, busca informações sobre como protegê-lo, como monitorá-lo, aprende, se interessa pela área e vai aos poucos se especializando.

O profissional de TI, auditoria, advocacia ou alguam área correlata que se especializa em segurança traz uma bagagem maior de conhecimento e tem maior facilidade de tratar segurança atrelada ao dia-a-dia da empresa e ao negócio. Como citou certa vez o colega Ivo de Carvalho Peixinho na lista CISSP-BR:
(...) acho que o analista de segurança deve conhecer o máximo que ele puder da área de redes, programação (desenvolvimento) e banco de dados para ser um profissional completo. Ele é um analista, e não um técnico, então ele deve ser capaz de projetar soluções de segurança para diversas áreas distintas... não adianta colocar um firewall e um IDS para proteger a rede se as aplicações WWW e o banco de dados estiverem descuidados. Eu acredito que segurança é uma coisa abrangente, e qualquer elo fraco compromete o conjunto inteiro.
(...) Quanto mais conhecimento ele tiver, melhor profissional ele vai ser.
Eu acredito ainda que o analista de segurança deve ser um profissional que acumulou alguma experiência como analista de suporte, dba ou programador e depois se especializou em segurança.

Em ambos os casos, com o passar do tempo e com o acúmulo de experiência, esses profissionais vão partir para um emprego especializado em segurança - assim que estiverem aptos e, claro, assim que surgir uma oportunidade. Ou seja, mesmo que hoje o interessado não trabalhe diretamente com segurança, minha recomendação é que ele comece seus estudos - sempre ele poderá aplicar os conceitos que aprenderá em seu dia-a-dia. Isso também vai lhe dar tempo de adquirir uma bagagem de conhecimento suficiente para entrar na área. Há muito o que apreender.

Como bem lembrou o grande colega Marlon Borba na lista CISSP-BR:
"Adicionalmente gostaria de lembrar (...) que um profissional de segurança da informação lida com... INFORMAÇÃO. Embora o lado mais, digamos, "fashion" da área esteja na tecnologia (já que lidar com descarte de papéis, por exemplo, não é muito glamuroso), a informação tem um ciclo de vida que transcende a TI e passa, também, pela cabeça das pessoas. Portanto o profissional de InfoSec precisa, também, entender bem da natureza humana, que é complexa e às vezes (como o "pointy-haired boss" do Dilbert mostra) intratável."


Para começar na área, eu sugiro que o interessado inicie lendo todos os artigos e as notícias mais recentes sobre o assunto. Há centenas de sites nacionais e internacionais que nos disponibilizam muita informação, que é de grande valia para um iniciante. Aqui eu cito alguns poucos, mas que considero como sendo os principais e que já fornecem um belo conjunto de informações para quem está iniciando na profissão:
  • O site da Módulo Security, principal empresa brasileira de consultoria em segurança, possui muita informação e links. Eles também fazem eventos de alta qualidade, cursos e tem uma certificação nacional, chamada de MCSO ("Modulo Certified Security officer").
  • Dê uma navegada nos sites do Sans (e, principalmente, o Reading Room, uma grande coletânea de artigos).
  • Ídem para o site do CERT, parada obrigatória para todo profissional de segurança.
    Se você ainda não leu, abaixe agora a cartilha de segurança do CERT.BR.
  • Visite o site do ISC2 para saber mais sobre a certificação CISSP, a principal do mercado, e o conteúdo dos chamados 10 domínios (os principais campos de conhecimento que envolvem a profissão).
  • A Microsoft Brasil criou a Academia Latino-americana de Segurança, que disponibiliza um material completo e de alta qualidade sobre Segurança da Informação;
  • O artigo "How To Become A Hacker" do Eric Steven Raymond é antigo, mas ao mesmo tempo atual !
  • O programa Olhar Digital fez algumas reportagens sobre a carreira de Segurança. Veja o meu post sobre esse assunto;
  • O meu amigo Sérgio Dias publicou há um tempo atrás um texto muito completo em seu Blog sobre Carreira do Profissional de Segurança. Ele aborda o mercado brasileiro de segurança, comenta sobre as principais certificações existentes (e quais são mais valorizadas) e dá dicas de como se manter atualizado (sites, livros, etc). O texto está bem feito e consistente.


A propósito, a carreira em segurança já existe. Prova disso é que ela já consta na pesquisa da INFO Online sobre Carreira e Salarios. Indo além, há várias especializações dentro da áres: temos os analistas de segurança voltados para ferramentas específicas, os peritos forenses, os consultores, os gestores, etc (para só citar algumas possibilidades).

Para finalizar, quero citar uma parte de outra mensagem muito interessante do Fernando Fonseca, grande amigo e colega de profissão, que foi enviada na lista CISSP-BR:
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro, Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro, e, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano.
O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
"Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo."
E ela responde:
"Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar, tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

outubro 27, 2006

[segurança] Carreira em Segurança

O amigo Sérgio Dias publicou há um tempo atrás um texto muito completo em seu Blog sobre Carreira do Profissional de Segurança.

Em seu texto, ele aborda o mercado brasileiro de segurança, comenta sobre as principais certificações existentes (e quais são mais valorizadas) e dá dicas de como se manter atualizado (sites, livros, etc). O texto está bem feito e consistente.

Parabéns, amigo.

fevereiro 03, 2006

[Segurança] Material sobre CISSP

Hoje recebi uma dica legal pela lista CISSP-BR, sobre um material muito bom, da Shon Harris (autora do livro All-In-One), disponibilizado livremente pela Internet:

Security School: Training for CISSP certification
Hone the skills necessary to pass (ISC)2's CISSP exam with our free Security School taught by author and security expert Shon Harris.
http://go.techtarget.com/r/37833/4999425


Neste site iremos encontrar, para cada domínio do CISSP, um texto com o resumão do assunto, entitulado "Domain Spotlight" e, após o preenchimento de um cadastro, é possível acessar também um webcast sobre o domínio.
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