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junho 16, 2016

[Segurança] A Idade da Pedra na Era da Informação

No dia 13de Junho deste ano eu tive a oportunidade de palestrar na décima edição do You Sh0t the sheriff (YSTS), e para isso eu escolhi um tema que achei bem interessante e batizei de "Bem-vindo a Idade da Pedra na Era da Informação".



O objetivo principal da minha palestra foi o de levantar o questionamento sobre o quanto ainda temos que aprender a lidar com as tecnologias e informações que estão a nossa volta. enquanto o pessoal de marketing, mídias sociais e tecnologia adoram dizer que estamos vivendo na "Era da Informação", eu cada vez mais acredito que estamos ainda no início, nos primórdios, dando os primeiros passos nessa jornada. Consequentemente, nós não temos o menor conhecimento do que significa viver em um mundo hiper conectado aonde uma quantidade incomensurável de informação e de conhecimento está disponível instantaneamente.

Atualmente quase a metade da população mundial (46%) tem acesso à Internet e produz uma quantidade absurda de informação em redes sociais, blogs, e-mails, e outras mídias. Isso acaba causando o fim da privacidade (como consequência da super exposição a qual nos submeemos) e nos torna paranóicos, com a sensação de que estamos sendo (e de fato, podemos ser) monitorados a todo o momento.

Nós não fomos educados a lidar com o grande volume de dados que produzimos, compartilhamos e consumimos diariamente, em excesso e de forma indiscriminada. Por não saber como lidar com isso, devido a novidade que representa, nós falhamos como indivíduo, como sociedade, como empresa, como governo e como profissionais de segurança. Nös não sabemos como manipular, como tratar e, principalmente, como proteger tais informações. Vazamentos de dados, pessoais ou empresariais são rotina, causando danos enormes para pessoas (em caso de sexting e revenge porn) e empresas (que podem ter seus dados vazados e utilizados por cier criminosos).

Enquanto os governos se esforçam em criar regulamentações para proteção de dados pessoais (e coisas como o “direito de ser esquecido”), eu me pergunto se as empresas precisam realmente guardar essa quantidade de dados que coletam e armazenam. Afinal, elas não sabem como tratar estes dados e, principalmente, não sabem como protegê-los adequadamente.

Atualização (20/12): Segue um resumo visual dos principais tópicos abordados na palestra:


março 17, 2016

[Cyber Cultura] Pornografia de vingança: como proceder?

No mês passado o pessoal da Época fez uma reportagem curta e objetiva sobre como as vítimas da "Pornografia de vingança" (em inglês, "Revenge Porn"), podem agir para tentar remover suas imagens íntimas que vazaram para a Internet.

A reportagem contou com a ajuda da advogada Gisele Truzzi, e assim publicou dois infográficos muito bem feitos e com dicas claras sobre como agir caso você esteja sendo ameaçado(a) ou caso queria denunciar quem divulgou suas fotos íntimas indevidamente.



A reportagem também destaca que é possível solicitar a remoção de fotos no Facebook, Google e Snapchat.

Eu, particularmente, ainda acho que a melhor forma de evitar o "revenge porn" é, simplesmente, não tirar fotos que possam ser constrangedoras. Não importa o calor da emoção se você deseja apimentar a relação ou ter uma lembrança sexy do(a) parceiro(a). Qualquer foto digital pode ser facilmente compartilhada - seja por ciúmes, vingança ou porque um curioso sem escrúpulos teve aceso ao seu smartphone ou ao seu computador.

outubro 13, 2015

[Cyber Cultura] Como não ter a sua foto nu espalhada na Internet

Frequentemente vemos notícias de pessoas (personalidades ou não) que tem suas imagens ou videos íntimos vazadas na Internet - normalmente como forma de vingança entre ex-namorados (que é chamado de "revenge porn").



Eu tenho algumas recomendações singelas para evitar que isso aconteça com você:
  • Não tire fotos íntimas. Esta é a melhor forma de evitar que suas fotos ou vídeos vazem. Se você não quer que outras pessoas vejam uma foto, não fotografe. pense duas vezes antes de gravar o vídeo. Seria muito mais fácil evitar problemas se todos seguissem essa idéia simples;
  • Não compartilhe com ninguém. Se você realmente quer tirar uma foto íntima, não a compartilhe. Não envie para amigos, colegas, namorados (namoradas), maridos (esposas), etc. O primeiro motivo é que nunca sabemos o que o destinatário vai fazer com a foto hoje ou amanhã. E o amigo/companheiro de hoje pode ser seu pior pesadelo no futuro. Atualmente, poucos relacionamentos são duradouros - não caia na ilusão de que seu namorico de hoje vai ser um relacionamento eterno. Além disos, há o risco da imagem ser roubada do dispositivo de quem a recebeu, ou eventualmente ser interceptada em trânsito. Mesmo que o destinatário não tenha intenção de compartilhar a foto íntima, alguém pode ter acesso ao computador ou smartphone com a foto;
  • Armazene as fotos de forma segura. Uma vez que você decidiu tirar uma foto íntima. armazene-a de forma mais segura possível: offline (fora da Internet), encripitada e protegida por senha. Preferencialmente, grave elas em um CD/DVD externo, criptografadas. Você pode utilizar a criptografia do windows ou PGP, por exemplo - ou então um simples arquivo winzip com senha já é melhor do que nada (é prático mas é pouco seguro, pois existem aplicativos para quebrar a senha de arquivos Zip). Um amigo meu guardava fotos íntimas em seu notebook, até o dia em que alguém invadiu a sua casa e roubou o seu computador. Roubo de celulares é algo muito comum nas grandes cidades, logo o seu smartphone é o pior lugar aonde você pode deixar suas fotos;
  • Não compartilhe fotos de ninguém. Não importa se a pessoa é sua conhecida, desconhecida ou alguma personalidade famosa. Vale aí um pouco de respeito a privacidade e ao ser humano que está na foto. Se você viu ou recebeu alguma foto íntima de outra pessoa, apague a foto e fique quieto. Não compartilhe, não incentive nem saia por aí fazendo comentários nas redes sociais sobre isso - provavelmente estes comentários serão desnecessários, idiotas e machistas. Respeite o próximo.

Se, mesmo assim, você resolveu tirar uma foto íntima (ou fazer um vídeo), e ela vazou na Internet, então procure um advogado especializado em crimes cibernéticos. Ele/Ela vai saber te orientar sobre os principais passos que você deve seguir para identificar e processar a pessoa responsável por isso. Você pode deve processar quem foi o responsável por isso. Mas, infelizmente, depois que a foto vazou, pouco ou quase nada pode ser feito para retirar o material da Internet e para evitar que outras pessoas continuem compartilhando. Sua privacidade acabou :(

setembro 30, 2015

[Segurança] Crimes na Internet

A recente edição do programa Profissão Repórter, da TV Globo, abordou os diferentes tipos de crimes na Internet: os ciber crimes com objetivo financeiro, crimes de violação da intimidade, de ódio e promoção da intolerância.

O programa descreveu vários tipos de crimes, ilustrados com exemplos reais:
  • Compras fraudulentas online, com uso de cartões de crédito roubados, usando perfis falsos e laranjas para receber as mercadorias;
  • Quadrilhas especializadas em diversos tipos de crimes financeiros online: transferências fraudulentas de contas, pagamentos de boleto, compras online, clonagem de cartão, pagamento de contas de luz, de aluguel e de produtos comprados online, sempre com cartões clonados ou a partir de contas correntes invadidas;
  • Crime de ódio: comentários ofensivos realizados online por causa de etnia, raça, religião, grupo social, gênero, orientação sexual ou origem da vítima;
  • Invasão de privacidade: O crime mais comum é a exposição de fotos íntimas na Internet, normalmente direcionadas a mulheres, aonde as fotos são roubadas ou compartilhadas como forma de vingança de uma ex-namorada. A reportagem cita dois casos muito tristes:
    • Uma comunidade online, chamada "Ousadia e Putaria", foi criada por moradores da cidade de Encantado (RS) para compartilhar imagens íntimas das meninas da cidade, incluindo menores de idade. O pior é ver a criminalização das vítimas: adolescentes entrevistados pela reportagem acreditam que as garotas agiram errado - além de existir comentários online ofendendo as garotas;
    • Em Veranópolis (também no Rio Grande do Sul), a publicação de fotos íntimas de uma jovem terminou em tragédia no final de 2013: o rapaz, de 17 anos, conversava via Skype com uma garota, Giana Fabi de 16 anos, quando pediu para que ela mostrasse os seios na webcam. Em seguida, ele tirou uma foto da imagem na tela e compartilhou com os amigos. Dias depois, Giana se matou dentro de casa.
A reportagem deu bastante destaque na atuação da polícia no combate aos crimes cibernéticos, e citou também o trabalho de profissionais de segurança, entrevistando o Fernando Mercês.


A reportagem também falou sobre a atuação da ONG Safernet, que mantém um site para receber denúncias anônimas de crimes contra os direitos humanos na Internet. Em 2014 eles receberam 104 mil denúncias de crime de ódio na Internet, que ajudaram a remover da web 2.400 sites com conteúdo ofensivo.

Ainda sobre o tema da invasão de privacidade de jovens adolescentes, é fácil encontrar manifestações culpando as vítimas, como se as garotas tivessem culpa de suas imagens íntimas terem sido divulgadas por terceiros. As mulheres que fazem isso são taxadas de "safadas", e os homens são idolatrados e elevados a categoria de "garanhões" :(

O próprio site do Profissão Repórter tem um comentário que mostra esta mentalidade machista e distorcida:



Ou seja: se a garota compartilha uma foto íntima com seu namorado, ou tem sua foto roubada do celular, ela é "safada". O pio ré ver que a maioria apóia este tipo de comentário (11 "likes" contra 8 "dislikes").

Na minha opinião, o correto seria ninguém tirar foto íntima própria, e ponto final. Se nã quer que alguém veja, não fotografe - simples assim. Isso evitaria esses casos citados na reportagem e até mesmo o problema enfrentado neste exato momento pelo ator global Stenio Garcia, que "está poluindo a Internet" com o vazamento de suas fotos nu ao lado da esposa. Mas essa seria uma solução tão simples que é até ingênua. Outro aspecto importante é citado no final da reportagem, no depoimento de uma mãe: se a alguém recebe uma foto íntima de outra pessoa, ela deveria simplesmente apagar isso, e jamais compartilhar.

Infelizmente acredito que vamos continuar vivenciando essas cenas por muito tempo, pois nada me faz acreditar que as pessoas vão parar de se fotografarem e muito menos que vão começar a respeitar o próximo a ponto de não compartilhar esse tipo de conteúdo.

julho 14, 2014

[Cyber Cultura] Estupro digital

Um tribunal brasileiro tomou uma decisão recente de dar arrepios na espinha: ao julgar o caso de uma mulher que teve fotos íntimas expostas pelo ex-namorado, o TJ/MG julgou que a vítima também foi culpada pela divulgação indevida das suas imagens, pois quando posou para as fotos, ela assumiu o risco de que fossem divulgadas.

Este é um caso típico de "revenge porn", quando um dos conjuges se vinga do outro expondo fotos íntimas do casal ou da outra parte, para causar sua humilhação. E a Internet, redes sociais e softwares de comunicação instantânea ajudam a espalhar tais fotos rapidamente, além de tornar quase impossível a remoção das fotos depois que elas foram publicadas abertamente.

A decisão foi tomada pelos desembargadores Francisco Batista de Abreu e Otávio de Abreu Portes, da 16ª Câmara Cível do TJ/MG. No caso em questão, uma mulher acusa o ex-namorado de ter gravado cenas íntimas dela e divulgado a terceiros. A autora relatou que transmitiu imagens de cunho erótico para o companheiro através da sua webcam, que foram capturadas por ele e posteriormente retransmitidas a terceiros.

A decisão inicial, em juízo de 1º grau, condenou o ex-namorado ao pagamento de indenização, mas em segunda instância, os desembargadores reduziram a indenização de R$ 100 mil para R$ 5 mil. Segundo o desembargador, a vítima "ligou sua webcam, direcionou-a para suas partes íntimas. Fez poses. Dialogou com o réu por algum tempo. Tinha consciência do que fazia e do risco que corria". E, posteriormente, complemetou com mais algumas pérolas:
  • o namoro era irrelevante para o caso: "E não vale afirmar quebra de confiança. O namoro foi curto e a distância. Passageiro. Nada sério."
  • a vítima não cuida da moral: "Quem ousa posar daquela forma e naquelas circunstâncias tem um conceito moral diferenciado, liberal. Dela não cuida".

Na prática, esta decisão criminaliza e pune a vítima, e não a pessoa que fez o ato indevido e desrespeitoso. Seria como se uma mulher, após ser estuprada, fosse acusada de estimular o ato violento por usar saia curta !

Um dos problemas nesse tipo de caso de "revenge porn" é que, durante a relação, existe uma sensação de confiança entre o casal. Mas, quando o relacionamento chega ao fim, esse pacto de confiança deixa de existir e, se um dos dois deseja se vingar do outro, as fotos íntimas são um prato cheio - ainda mais em uma sociedade machista que tem a tendência de criminalizar a mulher.

A melhor forma de evitar um caso de exposição de fotos íntimas é não tirar essas fotos, e muito menos, compartilhar com alguém. Considero isso um pouco de bom senso. Quanquer foto comprometedora e desnecessária pode, posteriormente, causar dores de cabeça indesejáveis.

dezembro 10, 2013

[Cyber Cultura] Revenge porn

O uso da Internet como uma ferramenta de humilhação e vingança ganhou uma nova buzzword: "revenge porn" (ou vingança pornô, na tradução literal do inglês).

No "revenge porn", um dos cônjuges (sejam namorados ou casados) compartilha na Internet vídeos e fotos sensuais gravados na intimidade do casal ou gravado por uma das partes, com o objetivo de humilhar publicamente o (a) outro(a). Assim, a intimidade das vítimas é exposta e, uma vez que uma foto ou vídeo é colocado online pela primeira vez, é praticamente impossível evitar sua replicação em diversos sites, aumentando exponencialmente a humilhação da vítima.

O "revenge porn" é uma consequência maligna de uma prática muito comum entre adolescentes, que é a troca de conteúdo (fotos e vídeos) eróticos entre amigos ou namorados, seja por celular ou Internet - uma prática que já foi batizada de "sexting" (mistura de "sex" com "texting", ou ema, o ato de trocar mensagens online). As principais vítimas do "revenge porn" são as mulheres, que rapidamente começam a sofrer um linchamento moral, fruto da nossa cultura machista aonde o homem que faz sexo é o "garanhão" e a mulher é a "vadia". É uma lógica machista que inverte os valores, massacra a vítima e inocenta o verdadeiro criminoso.

As causas de "revenge porn" são as mais variadas possíveis, e incluem o sentimento de vingança e a sensação de orgulho ferido após o rompimento de uma relação, além da onipresença e facilidade de compartilhamento de vídeos e fotos através da Internet (muitas vezes anonimamente). Também é uma consequência da nossa cultura de super exposição através das redes sociais.

Aqui no Brasil, relatos desse tipo de crime estão se tornando cada vez mais comuns, e recentemente, duas garotas que se suicidaram após serem expostas na Internet: a gaúcha Giana Fabi, de 16 anos, que teve uma foto sua seminua compartilhada nas redes sociais, e a piauiense Júlia dos Santos, de 17 anos, após compartilharem pelo WhatsApp um um vídeo de sexo dela com outro casal. Há poucos meses atrás, Francyelle Santos, uma estudante goiana de 19 anos conhecida como Fran, ficou famosa após um vídeo em que fazia sexo com um ex-namorado (com quem tinha relacionamento há 3 anos) ter se espalhado rapidamente pela Internet (caso você não lembre do caso, é a garota que virou meme por conta da frase "quer meu cozinho apertadinho?"). Uma reportagem recente da revista Época mostra vários outros casos tristes, de garotas que se suicidaram por não aguentar a humilhação online.

Segundo uma pesquisa da Safernet, 20% dos brasileiros entrevistados, entre 9 a 23 anos, já receberam textos ou imagens eróticas de amigos e conhecidos e 6% já repassaram esse tipo de conteúdo. Nos EUA, um em cada sete adolescentes americanos já compartilhou fotos ou vídeos de si mesmo nu ou seminu, segundo uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia (USC).

novembro 30, 2012

[Cyber Cultura] Internet, terra sem respeito nem coração

Ontem, 29 de Novembro, foi um daqueles dias em que seria melhor se a Internet não existisse.

Pelo menos é o que deve ter pensado uma jovem garota chamada Karina Veiga, que se tornou uma dessas "celebridades instantâneas da Internet", e até mesmo virou Trend Topic no Twitter. Mas, infelizmente, a história é triste: após trair o namorado, ele decidiu se vingar publicando na Internet fotos e vídeos de momentos íntimos dos dois, inclusive fotos de partes íntimas dela.

Embora casos como este tem se tornado cada vez mais frequentes, o que me assusta é a proporção em que este caso tomou: rapidamente várias pessoas começaram a fazer piadas e comentários maldosos sobre a garota, sem sequer respeitar a intimidade, a privacidade e a dor dela. Basta uma rápida busca no Twitter para ver o baixo nível das mensagens que surgiram:

Fernanda Endreffy (‏@antesdascinco): Nem o Eike Batista ia conseguir encher o cu da Karina Veiga de dinheiro.
Daniel Alves ‏(@_DANIELs): "#KarinaVeigaPedeJustiça" kkkskdjkkskjd karina veiga pede mais rola isso sim
ofensivo ‏@rivotriu: Eu Ja Comi O Cu Da Karina Veiga (2372 membros)
Ruan Henrique (‏@slashante): karina veiga RT @Tec_Mundo Astrônomos presenciam a maior explosão de um buraco negro já registrada
Jesus (‏@FilhoDoOCriador): Karina Veiga is a famous brazilian black hole. #Amem.
Jesus ‏(@FilhoDoOCriador): Essas piadas com a Karina Veiga estão de cair o cu da bunda. #Amem. OH WAIT!
Jef Monteiro ‏(@webjef): Estou imaginando o pai da Karina Veiga falando pra ela: "Garota e agora onde que eu enfio a cara????"
Fábio Güeré ‏(@FabioGuere): Não vi nada demais no video da karina veiga... Já tinha visto esse documentario sobre buracos negro na discovery.
Bruno (‏@itsflop): quantas horas até a karina veiga se suicidar façam suas apostas


É difícil julgar quem é o menos errado nessa história: a garota que deixou ser fotografada pelo namorado em quem confiava, a garota que traiu o namorado, o namorado que se vingou de uma forma baixa e vil, ou dos usuários da Internet que compartilharam a história de forma sarcástica, prejudicando ainda mais a garota.

Pelo jeito, ontem a sociedade escolheu a quem punir: a garota. Ela foi maldosamente exposta e execrada online. Mas, do ponto de vista legal, o rapaz poderá ter que pagar pelo seu ato, afinal, o que ele fez pode ser enquadrado em diversos crimes (ainda mais se confirmarem o fato da garota ser menor de idade). Mas, será que a nossa sociedade sórdida e machista será punida também? Ou só eles sairão livres dessa história, aguardando a próxima garota a ser execrada online?

Ótimos textos para ler e refletir:
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