abril 21, 2011

[Cyber Cultura] Coding Dojo

Recentemente realizamos no Garoa Hacker Clube o nosso primeiro Coding Dojo, uma atividade muito interessante e divertida, aonde um grupo de pessoas escolhe um problema e desenvolve um pequeno programa coletivamente e passo-a-passo. O processo de desenvolvimento permite que todos participem e ajudem na criação do código, o que torna a experiência muito rica e instrutiva. O mais interessante é que mesmo pessoas com pouca prática em programação podem participar.

No nosso primeiro encontro no Garoa, criamos um programa para converter um número para seu equivalente na numeração romana (exemplo: o programa recebe 8 e deve retornar VIII).

O vídeo abaixo é de uma apresentação da Localweb que explica como funciona um Coding Dojo. Há mais informações também no site www.codingdojo.org

abril 20, 2011

[Cidadania] Para pensar: E se pudesse voltar no tempo?

Eu sou muito fã dos comentários diários do Max Gehringer na Rádio CBN.

Mas na sexta-feira, dia 15 de abril, ele recitou um texto sensacional, chamado 'Se pudesse voltar no tempo, faria exatamente tudo igual'.



Este áudio merece ser ouvido e reouvido diversas vezes.

abril 17, 2011

[Cyber Cultura] Sobrevivendo a um apocalipse de zumbis

Há pouco tempo atrás eu comentei aqui no blog sobre a criação de um plano de continuidade contra zumbis, o que não deixa de ser uma forma bem humorada de pensarmos em planos de contigência. Mas, será que conseguiríamos nos salvar em caso de uma infestação global de zumbis, aonde os moradores de sua cidade começam a grunir, andar estranho e comer gente?

Para responder a essa pergunta, um pessoal criou um questionário online bem divertido, para medir a chance de sobrevivermos a um "Zombie Apocalypse", com 15 perguntas que, de quebra, nos dão algumas dicas de como sobreviver num caso desses. Em poucas palavras: tenha um monte de comida enlatada em casa, aprenda a atirar, tenha fôlego para correr e não hesite em atirar no seu ente querido.

25%

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Responda ao questionário você também, clicando aqui.

abril 12, 2011

[Cyber Cultura] Crianças e a Tecnologia

O Banco Itaú lançou um comercial muito simpático e nostálgico, aonde mostra a reação de várias crianças, quando apresentadas a diversos objetos tecnológicos de "antigamente" - e estes objetos nem são tão antigo assim, a maioria eram utilizados até pouco tempo trás, e a maioria (ou todos) são das décadas de 80 e 90.

Como descreve o vídeo da campanha "Crianças", "Em um mundo onde muitas crianças aprendem a digitar antes mesmo de aprender a escrever, o que elas achariam de objetos que foram grandes novidades ontem, mas já viraram peças de museu hoje? O Itaú fez o teste ;-)"

É muito engraçado ver a curiosidade das crianças e ver elas tentando adivinhar para que serviam algumas coisas como o Atari (ele foi um videogame bem popular, e não um grill!), os disquetes de 3 1/2' e de 5 1/4 polegadas, a fita K7, um telefone de disco e uma máquina fotográfica polaroid, entre outros.

abril 10, 2011

[Cyber Cultura] Um ano do vazamento do vídeo "Colateral Murder"

No dia 05 de abril o grupo Anonymous comemorou um ano que o Wikileaks vazou o polemico vídeo chamado "Colateral Murder" ( "Assassinato Colateral"), que mostra um helicóptero de ataque Apache dos militares americanos atacando civis em Nova Bagdá em 2007 e matando vários civis, incluindo dois funcionários da Reuters.

O vídeo, filmado a partir do sistema de mira de um helicóptero Apache, mostra claramente o assassinato a sangue frio, não provocado, de um grupo de civis, incluindo os funcionários da Reuters, e as pessoas que apareceram para resgatá-los. Duas crianças envolvidas no resgate também foram gravemente feridas. Antes do vazamento do vídeo, os militares americanos não revelavam como o pessoal da Reuters foram mortos, e afirmavam não saber como as crianças ficaram feridas. Mesmo depois de reclamações da Reuters, o incidente foi investigado e os militares concluíram oficialmente que as ações dos soldados estavam em conformidade com a lei dos conflitos armados.



Após divulgar o vídeo"Colateral Murder", o WikiLeaks cresceu de importancia e passou a publicar informações sobre a Guerra do Afeganistão e a Guerra do Iraque. No final do mesmo ano, 2010, começou a liberação de 250 mil documentos ("cables") secretos da diplomacia americana.

Como resultado desses primeiros vazamentos de documentos militares, incluindo vídeo, os militares prenderam o soldado Bradley Manning, suspeito de (e mais tarde oficialmente acusado de) vazamento do material confidencial para o WikiLeaks. desde que foi preso, os conhecidos de Manning relatam que ele tem sofrido punições cruéis e incomuns, tendo sido privado do seu direito a um julgamento rápido. Também acusam os militares de tentar forçá-lo a confessar sua ligação com Assange e toda a organização WikiLeaks.

abril 07, 2011

[Segurança] Web Security Forum

No próximo final de semana, dias 09 e 10 de Abril, será realizado em São Paulo a primeira edição do Web Security Forum, um evento novo sobre Segurança da Informação, com uma grade com palestras de diversos temas e alguns debates que prometem ser bem interessantes.

O Web Security Forum também se destaca por apresentar um mix interessante de assuntos, desde pesquisas recentes de vulnerabilidades, aspectos de gestão de Segurança, Cloud Computing, leis e forense computacional. Estima-se que mais de 600 pessoas irão participar das atividades programadas e circular nos dois dias do evento.

Na sexta-feira dia 08 de Abril, o Garoa Hacker Clube irá realizar uma festa em sua sede para os participantes do Web Security Forum, a partir das 19h.


abril 05, 2011

[Cyber Cultura] Direitos e Princípios da Internet

O grupo Internet Rights and Principles lançou recentemente o documento “10 Direitos e Princípios da Governança da Internet”, para promover a proteção dos direitos humanos na Internet como parte das discussão sobre políticas de governança da Internet.

Segue uma transcrição dos 10 Direitos e Princípios da Internet:
  1. Universalidade e Igualdade: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, que devem ser respeitados, protegidos e cumpridos no ambiente online.
  2. Direitos e Justiça Social: A Internet é um espaço para a promoção, proteção e cumprimento dos direitos humanos e também da promoção de justiça social. Cada indivíduo tem o dever de respeitar os direitos humanos de todos os outros no ambiente online.
  3. Acessibilidade: Todos os indivíduos têm igual direito de acesso e utilização a uma Internet segura e aberta.
  4. Expressão e Associação: Todos os indivíduos têm o direito de procurar, receber e difundir informação livremente na Internet sem censura ou outras interferências. Todos os indivíduos têm também o direito de se associar livremente, seja para fins sociais, políticos, culturais ou outros, na e através da Internet.
  5. Privacidade e Protecção de Dados: Todos os indivíduos têm o direito à privacidade online, incluindo a liberdade de vigilância, o direito de usar criptografia e o direito ao anonimato online. Todos os indivíduos têm também o direito à protecção de dados, incluindo o controle sobre colecção, retenção, transformação, eliminação e divulgação de dados pessoais.
  6. Vida, Liberdade e Segurança: O direito à vida, à liberdade e à segurança na Internet devem ser respeitados, protegidos e cumpridos. No ambiente online estes direitos não devem ser desrespeitados, ou utilizados para violar outros direitos.
  7. Diversidade: A diversidade cultural e linguística na Internet deve ser promovida; técnicas e políticas inovadoras devem ser incentivadas para facilitar a pluralidade de expressão.
  8. Igualdade na Rede: Todos os indivíduos devem ter acesso universal e aberto ao conteúdo da Internet, livre de priorização discriminatória, de filtragem ou controle de tráfego por motivos comerciais, políticos ou outros.
  9. Normas e Regulamentos: A arquitetura da Internet, os sistemas de comunicação e o formato de documentos e dados devem ser baseados em padrões abertos que garantem a completa interoperabilidade, a inclusão e a igualdade de oportunidades para todos.
  10. Governança: Os direitos humanos e a justiça social devem formar as bases legais e normativas sobre as quais a Internet funciona e é governada. Isto deve acontecer de forma transparente e multilateral, baseada nos princípios de abertura, participação inclusiva e de responsabilização.


O grupo Internet Rights and Principles é formado por governos, sociedade civil e empresas envolvidas no Fórum Global de Governança da Internet (IGF) da ONU (Organizações das Nações Unidas). Em 2010 o grupo também lançou o "Charter of Human Rights and Principles for the Internet" ("Carta dos Direitos Humanos e Princípios para a Internet"), que serviu de base para a lista acima. A Carta interpreta e explica a declaração universal dos direitos humanos sob o contexto da Internet, e enfatiza que os direitos humanos se aplicam online da mesma forma que fazem offline: as normas de direitos humanos, tais como definidas no direito internacional, não são negociáveis​​. A Carta também identifica os princípios de políticas para a Internet que são necessárias para o cumprimento dos direitos humanos online e para apoiar o desenvolvimento de direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais através da Internet.

abril 01, 2011

[Cidadania] Os bons são a maioria

O meu amigo Lincoln me passou uma dica de um comercial novo da Coca-Cola, chamado "Existem razões para acreditar" que passa uma mensagem super positiva:



A Coca-Cola fez este vídeo baseado em uma pesquisa que demonstra que há mais soluções do que problemas no mundo e que as coisas boas acontecem a todo momento. Assim, este comercial passa a mensagem de que tudo pode mudar para melhor, representada pelo slogan no final: "os bons são a maioria".

O vídeo esta disponível no You Tube em duas versões, de um minuto e de 15 segundos.

março 22, 2011

[Segurança] CNASI-RJ e Guerra cibernética

Nos dias 28 e 29 de Março/2011 será realizado o CNASI Rio de Janeiro, edição carioca do tradicional Congresso Latinoamericano de Auditoria de TI, Segurança da Informação e Governança (CNASI). O evento terá dois dias de palestras, mini-cursos, alguns debates e uma área com diversos expositores.



No dia 29 de março eu terei a grata oportunidade de participar do painel "Monitoração com foco na prevenção de fraudes eletrônicas" e também irei apresentar a palestra "Prepare-se para a Guerra cibernética!", que será uma versão atualizada do material que apresentei no CNASI-SP em 2010. Estou particularmente empolgado pois, nesta nova versão da palestra, eu reduzi alguns slides para ter mais tempo para comentar um pouco mais sobre o Stuxnet e para dar uma visão melhor de como os países estão se preparando para a guerra cibernética.

A 14ª Edição do CNASI Rio de Janeiro é organizada pelo IDETI e será realizada no Hotel JW Marriott, localizado na Av. Atlântica, 2600 em Copacabana (Rio de Janeiro/RJ). Para mais informações sobre o evento, visite o site do CNASI Rio.

Aproveitando, para maiores informações sobre os principais eventos de Segurança no primeiro semestre deste ano, visite o post que eu publiquei aqui.

março 17, 2011

[Cyber Cultura] Quando Hackers e Geeks ajudam

Após sofrer uma terrível calamidade devido ao terremoto seguido por um tsunami devastador, que ainda por cima trouxe ao país o risco de um acidente nuclear, o povo japonês agora está tentando se recuperar do desastre, achar e enterrar seus mortos e reconstruir suas cidades. Mas ainda há um enorme caminho pela frente. Muitas cidades sofrem não só pela devastação, mas também pelo racionamento de energia e pela falta de abastecimento (comida, combustível e muito mais).

Mas hoje eu vi uma notícia muito legal vindo do Hackerspace no Japão, que mostra como a comunidade "geek" pode colaborar em um momento triste como este.

O hackerspace de Tóquio já começou a traçar planos para criar e alavancar alguns projetos que podem ajudar o povo do Japão, utilizando as habilidades técnicas, a criatividade e os recursos de seus membros. Os projetos propostos, que são muito interessantes, incluem:
  • Lanternas de LED movidas a energia solar: O grupo juntou peças necessárias para montar 150 lanternas de LED que funcionam a base de energia solar. Essas lanternas fornecem luz suficiente para que as pessoas possam se sentir seguras a noite, caminhar no escuro e manter o senso de comunidade. As lanternas se recarregam durante o dia através do sol, e funcionam por oito horas cada noite.
  • Contadores Geiger: O pessoal também pretende utilizar contadores Geiger e vários tubos de Geiger para criar sensores comunitários, a fim de ajudar a manter o público informado sobre os riscos de contaminação.
  • Outros projetos interessantes em discussão incluem construir estações de recarregamento para telefones celulares usando energia solar, equipamentos de cozinha que usem baixa quantidade de energia e empréstimo de acesso internet, wi-fi e laptops.


Um lembrete importante é que as pessoas que tenham interesse em ajudar através de doações, que procurem apenas instituições de caridade conhecidas e respeitáveis, como a UNICEF, os Médicos Sem Fronteiras, a Cruz Vermelha (no caso, há a Cruz Vermelha Brasileira, a Cruz Vermelha Americana e a Japonesa), etc. O site do Consulado do Japão em São Paulo também possui uma página sobre o atendimento relacionado às doações para as vítimas do terremoto.
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