agosto 30, 2010

[Cybercultura] Nasce o Hackerspace em São Paulo

Após algums meses de muitas idéias, conversas e algumas negociações, na semana passada tomamos posse da sala que vai sediar o primeiro Hackerspace brasileiro, em São Paulo.

Para quem não conhece a idéia, os HackerSpaces são locais físicos onde os amantes da tecnologia podem se encontrar e desenvolver projetos livremente. O Hackerspace permite que pessoas com conhecimentos distintos proponham projetos e trabalhem em conjunto, unindo suas idéias e experiências. Os membros tem o espaço a disposição para desenvolver projetos individualmente ou em grupo. Os diversos HackerSpaces existentes no mundo servem justamente como um ponto de encontro, de socialização e de troca de conhecimento. Os Hackerspaces são multidisciplinares - qualquer projeto ou idéia relacionado a tecnologia ou aplicação da tecnologia é bem vindo. Lá convivem estudantes e profissionais, especialistas em informática, engenharia elétrica, robótica, desenvolvimento, segurança da informação ou qualquer outra área.

O Hackerspace também é um espaço onde podemos resgatar o conceito original da palavra "hacker": um expert e apaixonado por tecnologia, na maioria das vezes autodidata, que gosta de "fuçar" e pesquisar para aumentar o seu conhecimento e buscar novos desafios.

O HackerSpace de São Paulo tem um site provisório no NING que utilizamos para trocar idéias e planejar a criação do HackerSPace paulista, e que já conta com mais de 100 pessoas cadastradas (mais precisamente, 119 na data de hoje - 30 de agosto) e várias pessoas colaboraram ativamente para fazer este projeto virar realidade.

O HackerSPace está ocupando uma sala na Casa da Cultura Digital, um espaço muito legal que fica no centro de São Paulo, perto do metrô República. A Casa da Cultura Digital é um espaço que hospeda diversas organizações ligadas de alguma forma à cultura digital, ONGs, INGs e empresas, e que foi criado com a intenção de permitir naturalmente a convivência e a troca de idéias, projetos e de pessoas.

A Casa da Cultura Digital promove alguns eventos e iniciativas relacionados a cyber cultura digital no Brasil, e o fato de estarmos com o HackerSpace lá poderá permitir uma grande integração entre o conhecimento técnico dos membros do Hackerspace com esses grupos e fomentar a aplicação da tecnologia em projetos culturais.

Atualização em 23/11:
Em outubro o hackerspace ganhou o nome definitivo de Garoa Hacker Clube, e ganhou um site novo.

agosto 20, 2010

[Segurança] O perigo de se expor em redes sociais

Eu estava visitando o blog do Dr. Mariano e vi um post muito interessante, entitulado "O perigo de suas informações pessoais na internet!", que fala sobre os perigos relacionados as informações que as pessoas publicam inocentemente em seus perfis nas redes sociais e que podem ser usadas por criminosos contra elas próprias. Segundo o artigo do Delegado Mariano, cerca de quatro em cada dez pessoas que usam redes sociais (como Orkut, Facebook e o Twitter) publicam comentários específicos sobre seus planos para feriados e um terço faz atualizações durante seus passeios num final de semana. "Essa falta de cuidado pode facilmente fazer com que criminosos descubram os interesses das pessoas, localização, movimentos e se estão fora de casa", ele completa.

Na verdade, este artigo faz referência a uma reportagem do Fantástico que foi ao ar no começo do mês (e eu não a tinha visto até então) e a um artigo no UOL.

A reportagem do Fantástico, chamada "Quadrilha escolhia vítimas para sequestro pela internet, diz polícia", foi ao ar no domingo dia 01 de agosto e mostra uma quadrilha paulista que sequestrava jovens e que escolhia suas vítimas através das redes sociais. Eles procuravam usuários que mostravam sinais de riqueza em seus perfis, principalmente através das fotos de suas casas e de viagens para o exterior. Depois, os membros da quadrilha começavam a frequentar os mesmos bares e danceterias da vítima escolhida para ter certeza da situação financeira da família.

A quadrilha era violenta. A reportagem mostra o momento considerado o mais tenso das negociações, quando o sequestrador ameaçou cortar uma orelha ou um dedo do estudante. Segundo as investigações, em um mês a quadrilha praticou dois sequestros e já possuía uma lista de novas vítimas. (veja a reportagem abaixo)



Recentemente, a Folha.com também publicou uma reportagem sobre Quadrilhas que monitoram perfis no Twitter e detectam oportunidades para roubar residências. As quadrilhas, no caso, atuam nos Estados Unidos, Holanda e México, mas nada impede que quadrilhas brasileiras façam o mesmo.

"Perceba a crueldade e a violência com que agem os criminosos mostrados na reportagem e as graves consequências do que pode acontecer pela falta de controle de informações na internet."
Delegado José Mariano de Araujo Filho


As recomendações são muito simples: devemos sempre evitar publicar dados pessoais na Internet, seja no perfil de redes sociais, através de comentários nos quadros de mensagens (o "scrapbook" do Orkut, por exemplo) ou em mensagens do Twitter. Nunca divulgue publicamente seu endereço e telefone. Também evite publicar fotos suas que mostrem alguma ostentação. Evite também aceitar o convite de amizade de alguém que você não conheça. Por último, use os controles de privacidade existente nas redes sociais para definir quem pode visualizar os seus dados e suas fotos, e permita o acesso somente para o seu grupo de amigos, aqueles que você conhece.

agosto 19, 2010

[Cidadania] Discriminação

O programa jornalístico "A Liga" da TV Bandeirantes levou ao ar no dia 16 de agosto de 2010 um programa muito interessante sobre discriminação e preconceito no Brasil.

O programa mostou como o povo brasileiro, em geral, é preconceituoso e não sabe respeitar as diferenças e as individualidades do próximo. e o preconceito no Brasil tem vários motivos: cor, raça, religião, condição social, opção sexual ou doença. De uma forma que as vezes era até até exagerada, o programa expunha pessoas comuns a situações em que elas naturalmente mostravam seu preconceito, e muitas vezes admitiam isso claramente.

"A maioria [das pessoas] manifesta [seu preconceito] de forma indireta e não tem consciência do seu grau de preconceito."

Gustavo Venturi, Professor de Sociologia


O programa, como disse, foi bem interessante e abordou vários casos reais, como do rapaz de cor que foi parado pela Rota em São Paulo quando voltava do serviço e levou dois tiros enquanto estava deitado no chão aguardando ser interrogado (o pior foi ele contando que, quando os policiais perceberam o erro, se questionaram o que fazer com ele - se o matavam ou não), do rapaz que foi barrado na porta da balada por não aparentar ser de classe média-alta, do casal homossexual que não pode se acariciar em público, do gerente de sistemas que foi demitido quando se descobriu portador do vírus HIV e da criança que não foi aceita na escola por ter síndrome de Down. Os exemplos foram vários (incluiu até mesmo um anão e um idoso), e tenho certeza que eles não tiveram dificuldade em achar tantas vítimas nem tantas situações em que o preconceito era tão evidente.

"Também não são raras situações discriminatórias com pessoas doentes, como as portadoras do vírus HIV. Ao acreditar em mitos, como a transmissão pelo ar ou através de um abraço ou aperto de mão, muitos adotam uma postura preconceituosa. Além de constrangimento, é um ato que gera sofrimento para o doente como para as famílias."


O programa também deixou claro que a raiz de tanta discriminação no Brasil é a falta de educação e de informação da população, que não sabe respeitar nem entender as diferenças.

"A falta de informação gera preconceito, que gera discriminação."


O interessante é comparar a situação no Brasil com os EUA, principalmente no que se trata do preconceito de raça. Lá, nos EUA, existe muito preconceito, com a diferença que aqui no Brasil a discriminação é mais velada, mais sutil, enquanto lá é mais explícito - embora o americano se esforce em passar uma imagem de tolerância, de "politicamente correto". Lá, existe segregação, e aqui existe o desrespeito e a intolerância. Lá existem os bairros dos negros e os bairros dos brancos, e não é tão comum encontrar casais inter-raciais quanto aqui.

Aí vai uma dica: antes de fazer algum comentário sobre outra pessoa, substitua a palavra que você for utilizar para se referir a ela por "negro" ou "minha mãe". Se o resultado parecer ofensivo, talvez seja melhor não abrir a boca e guardar o comentário para si. (Por exemplo, em vez de dizer que "viu um casal homossexual se beijando" ou "não gostaria que aquela criança deficiente frequentasse a aula com meu filho", pense na frase "vi um 'casal de cor' se beijando" ou "não gostaria que a 'minha mãe' frequentasse a aula com meu filho". As frases não ficaram mais ofensivas?).

julho 27, 2010

[Segurança] Segurança em Cloud Computing

Eu vou ter a honra de participar da primeira edição do CNASI Courses & Training, onde darei um curso de 8 horas sobre segurança em Cloud Computing.

Quero compartilhar com todos uma lista de sites e artigos interessantes sobre segurança em Cloud Computing. Eu preparei esta lista para o curso, mas quero compartilhar ela com todos os leitores do meu blog.



O CNASI Courses & Training acontecerá na semana que vem, de 03 a 05 de agosto em São Paulo, e meu curso, chamado "Cloud Computing - Conhecendo os Novos Riscos", será no dia 05, quinta-feira. O material do curso foi baseado em mais de um ano acompanhando a evolução da discussão sobre segurança em ambientes de Cloud Computing, e que me permitiu dar palestras sobre esse tema em alguns eventos desde o ano passado.

Eu disponibilizei no SlideShare os slides da palestra sobre riscos em Cloud Computing no GTS do ano passado.



Observação: adicionado um artigo em 24/08

julho 19, 2010

[Segurança] Quando profissionais de SI jogam futebol

A copa do mundo já acabou, mas neste ano teremos a primeira Hack Cup, que vai acontecer no dia 30 de Julho, em Las Vegas, junto com a Defcon.

A pergunta natural que vem na mente de todos deve ser: "ué, desde quando geek sabe jogar bola?". Como a resposta é óbvia ("Não, só no Playstation e olha lá"), vamos para a próxima: como seria uma seleção formada por profissionais de segurança?

Esta é uma ótima oportunidade para fazer uma divertida associação entre os diferentes tipos de profissionais de segurança da informação e os jogadores que normalmente vemos em uma partida de futebol. Na minha opinião (e graças também a uns comentários do amigo Rodrigo Montoro(Sp0oKeR) em uma lista de discussão recentemente), a escalação seria mais ou menos a seguinte:
  • Security officers e CSOs (CISSPs): são os técnicos e os cartolas, eles são responsáveis por projetar as jogadas de ataque e as estratégias de defesa
  • Os Analistas de Firewall são os goleiros do time
  • Os Pesquisadodes de Vulnerabilidades ficam no meio campo procurando os pontos falhos e armando as jogadas
  • Os PenTesters são os atacantes
  • Os Auditores CISA seriam os juízes
  • Os Analistas de IDS trabalham como bandeirinhas, alertando quando algo de errado acontece
  • O pessoal que trabalha com análise de logs e forense vão fazer bico na TV para mostrar o tira-teima
O complicômetro nessa brincadeira toda é que "regulamento" vai ser chamado de "Política Corporativa de Segurança" e o CISSP só vai jogar se a bola for certificada :)

Esta brincadeira mostra a diversidade de papéis e funções diferentes que existem na carreira em segurança da informação. Assim como no futebol, um time não está completo nem conseguirá vencer seus adversários se não contar com uma equipe diversificada, equilibrada e que saiba trabalhar em conjunto. Para isso, a empresa deve contar com um gestor competente, que saiba fazer uma escalação apropriada e diversificada, motivando os seus "jogadores" e sabendo explorar o papel específico de cada um. Por exemplo, não dá para esperar que um bom atacante vá ser um bom goleiro, da mesma forma que um profissional que sabe criar exploits e descobrir vulnerabilidades não será, necessariamente, a melhor pessoa para definir como a empresa deve se defender.

E aí, o que você achou dessa escalação?

junho 16, 2010

[segurança] Estatísticas de segurança

A Symantec divulgou recentemente algumas estatísticas de segurança, durante a conferência mexicana bSecure:

  • O volume de SPAM cresceu quase 200% entre 2007 e 2008
  • Em 2008 a Symantec identificou 5.471 vulnerabilidades, 80% das quais são muito fáceis de se explorar.
  • 90% dos incidentes não teriam acontecido se existisse um controle de segurança relativamente fácil de se implementar - como, por exemplo, troca de senhas.
  • 90% dos incidentes envolveram o crime organizado.
  • 81% das empresas afetadas não cumpriam com os padrões de segurança do mercado, como o PCI.
  • 67% dos incidentes podem ser associados a negligência.
  • 285 milhões de registros roubados en 2008, comparado com 230 milhões entre 2004 e 2007. Um aumento de 400%.
  • 32% desses registros estavam a venda no mercado negro.
  • A perda de propriedade intelectual é estimada em 600 milhões de dólares.


Além disso, a ABES estima que a pirataria de software causa prejuízo de US$ 1,645 bilhão.

junho 08, 2010

Aniversário de 5 anos do Blog

Há exatos 5 anos atrás, no dia 08 de junho de 2005, eu publiquei o primeiro post deste blog.

Este blog nasceu da vontade de ter um lugar onde eu pudesse guardar e compartilhar o meu conhecimento e, principalmente, compartilhar com o mundo as coisas que apreendi. Desde o começo eu optei que o meu blog seria uma coletânea de informações sobre os principais assuntos relacionados a segurança da informação. Muitas vezes eu publiquei aqui notícias, textos e links para sites que possam ser consultados a qualquer momento e servir como referência em uma necessidade futura.

Estou contente em completar 345 posts, distribuídos nesses últimos 5 anos.

Cyber Cultura] Campanha da Globo contra o bullying

O apresentador Serginho Groisman está comandando uma campanha da Rede Globo contra o cyber bullying. No vídeo abaixo, o apresentador fala rapidamente que o bulling e o cyber bulling são inaceitáveis e causam sérias consequencias psicológicas em suas vítimas. Ele também recomenda que as pessoas discutam mais sobre esse assunto, inclusive pais e filhos.



Recentemente a revista Veja também publicou uma reportagem excelente sobre esse assunto, que eu fiz questão de comentar aqui no blog. O bulling é um termo relativamente novo para problema antigo, muito comum nas escolas. Acredito que todos nós conhecemos algum caso de um colega na escola que era perseguido ou que era alvo frequente de gozações ou apelidos ofensivos - seja porque era gordo (ou gorda), porque era magro(a), usava óculos, ou tinha aparelho nos dentes. Na verdade, qualquer coisa pode ser motivo para que um grupo de jovens comecem a humilhar algum colega, incluindo ciúmes ou diferenças sociais, de raça ou religião. Por outro lado, também é comum aquela imagem do grupinho dominante, ou do aluno mais violento que agride os mais fracos. Isso pode começar como uma brincadeira, mas pode acabar virando algo maior e causar sérios problemas psicológicos para a vítima.

A questão principal é que, atualmente, a Internet e as diversas ferramentas tecnológicas aumentam significativamente o impacto desse tipo de comportamento. Uma "brincadeira" que antes estava restrita aos muros da escola passa a ter um alcance global. A vítima pode ser importunada o tempo todo, seja através de comunidades online (é fácil achar no Orkut comunidades ofendendo uma pessoa), de mensagens ofensivas via comunicadores instantâneos ou SMS. Essas ofensas ficam expostas na "net", para que todos vejam. Além do mais, a vitima recebe estes ataques não só durante o período de aula, mas também em casa ou qualquer outro lugar.

O vídeo da Globo é bem curto, mas é apenas a ponta do iceberg. Segundo a entrevista que o Serginho Groisman deu sobre a campanha (exibida no vídeo logo abaixo), ele e a TV Globo pretendem apoiar diversas outras atividades para conscientizar as pessoas e as escolas sobre esse problema.



Deixo aqui os meus parabéns ao Serginho Groisman, a TV Globo e a revista Veja por abordarem esse assunto.

junho 03, 2010

[Internet] Internet no Brasil completa 15 anos

No dia 31 de maio, o Comitê Gestor da Internet no Brasil completou 15 anos de existência. E, junto com ele, a Internet Brasileira.

Conforme divulgado pela entidade, a Portaria Interministerial nº 147, publicada no dia 31 de maio de 1995, definiu a criação do Comitê para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país. Esta ação agregou os esforços de desenvolvimento da rede que estavam em desenvolvimento pela comunidade científica e tecnológica, pelo terceiro setor, empresas e Governo.

Segundo o site, em 1995 era preciso utilizar um modem convencional para acessar a Internet, que operava em uma velocidade máxima de 56 Kbps (quem viveu essa época sabe o quanto isso é lento, mesmo para os padrões daquela época). A world wide web tinha sido inventada havia somente quatro anos e os browsers ainda eram novidades. A maioria dos sites tinham poucas imagens e muito texto. Não havia como criar sites muito interativos, pois só contávamos com recursos muito básicos da linguagem HTML. Mesmo o "gif animado", foi surgir pouco tempo depois. O Google não existia.

O site também apresenta uma Cronologia do CGI.br, que eu vou tomar a liberdade de resumir e destacar alguns acontecimentos que considero mais importantes.
  • 1989 – Criação e delegação do código de país (ccTLD) “.br” à FAPESP
  • 1991 – Primeira conexão TCP/IP brasileira, realizada entre a FAPESP e a Energy Sciences Network (ESNet), nos Estados Unidos. Dois anos depois do domínio brasileiro ter sido criado !
  • 1995 – Criação do CGI.br e do Registro.br
  • 1996 – Início da automatização do registro de domínios e início do boom na Internet brasileira.
  • 1997 – Criação do CERT.br
  • 1999 – Início da produção de estatísticas sobre incidentes de segurança na Internet
  • 2000 – Primeira edição da Cartilha de Segurança para Internet
  • 2005 – Criação do NIC.br
  • 2006 – Lançamento do site e da campanha Antispam.br. Os domínios “.br” atingem a marca de 1 milhão.
  • 2008 – O domínio “com.br” é aberto para registro por pessoas físicas
  • 2010 – Atingimos a marca de 2 milhões de domínios “.br”

maio 31, 2010

[Segurança] A história do Hacking

O site Online MBA publicou um gráfico que sintetiza a história do hacking. O diagrama "A Short History on Hacking" mostra os principais fatos e estatísticas atuais que mostram como ocorreu a evolução das técnicas de invasão e pesquisa de segurança dos sistemas computacionais, desde a época do "phreacking", a invasão de sistemas de telefonia.

The History of Hacking
Via: Online MBA

Resumindo o diagrama acima, para que o leitor tenha uma tradução em português do mesmo, os principais fatos indicados são os seguintes:
  1. O termo "hacking" foi criado pelo famoso matemático John Nash;
  2. Uma das primeiras técnicas de hacking (o "phreacking") surgiu em 1972, quando John Drapper, conhecido como "Capitão Crunch", descobriu como hackear centrais telefônicas;
  3. Ian Murphy foi o primeiro hacker condenado, após invadir a rede da gigante da telefonia AT&T e alterar os relógios internos das centrais telefônicas (assim, as pessoas podiam pagar tarifas noturnas, mais baratas, mesmo durante o dia);
  4. Kevin Mitnick foi, durante os anos 90, o hacker mais procurado dos EUA. Ele chegou a ficar preso por 5 anos, aguardando seu julgamento.
  5. Durante 2001 e 2002, Gary Mckinnon realizou as maiores invasões a sistemas militares da história. Ele invadiu sistemas da NASA, Departamentto de Defesa dos EUA. Marinha e outros, procurando informações sobre OVNIs.
  6. Recentemente, o cyber criminoso Albert Gonzalez recebeu a maior sentença por hacking da história (20 anos de cadeia). Ele invadiu diversas empresas americanas e roubou cerca de 200 milhoes de dados de cartões de crédito.
Além destes fatos, o diagrama mostra várias estatísticas sobre cyber ataques no mundo. Por exemplo, os EUA, Índia e Brasil são os maiores emissores de SPAM do mundo. Além disso, 43% das empresas entrevistadas pela Symantec declararam que perderam propriedade intelectual através da ação de hackers.

O diagrama aborda a história da segurança da informação de uma forma bem simplificada, e com um foco muito claro em ações criminosas e na punição dos criminosos (que, a propósito, deveria ser chamados de "crackers", e não "hackers"). Muitos outros fatos marcaram esta área nos últimos 20 anos, mas ficaram de lado, como o surgimento dos ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) no final do ano de 1999 e as grandes infecções por vírus no início deste século. Recentemente, por exemplo, o portal G1 publicou um artigo muito interessante, entitulado "Conheça os especialistas em ‘brincar’ com a telefonia, os phreakers". Este artigo, do excelente jornalista Altieres Rohr, conta com muito mais detalhes e mais precisão o início das atividades de phreacking nos Estados Unidos, que marcou o início da cultura hacker.
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