Graças a iniciativa do Fernando Mercês com o seu canal Papo Binário, eu comecei a visitar alguns canais de segurança no YouTube.
Embora existam centenas de canais que falem sobre hacking de uma forma não profissional e voltado mais para a invasão, aos poucos os profissionais de segurança estão explorando este meio para divulgar conteúdo de qualidade. Mesmo assim, é muito difícil encontrar material de qualidade, pois a maioria dos canais e vídeos que existem são superficiais, ou com vídeos pouco detalhados sobre invasão, com conceitos errados ou inexistentes, ou então com conteúdo mais marketeiro, voltados apenas para auto-promoção. Ou todas as alternativas anteriores.
Segue abaixo a minha lista com os canais que conheço no YouTube e que são meus canais preferidos sobre segurança.
Mente Binária - O melhor canal de segurança, na minha opinião, com uma linguagem informal e conteúdo de excelente qualidade técnica. Eles tem várias entrevistas com profissionais de mercado, alguns cursos online e vários vídeos curtos sobre assuntos específicos;
Programa Red Zone (Red Zone Area), que discute notícias e acontecimentos de segurança, de forma leve e que possa ser acompanhado pelo público em geral;
Roadsec - Neste canal, o pessoal do Roadsec disponibiliza as palestras realizadas em seus eventos. São centenas de videos com muitas palestras de qualidade
Cursos Antebellum - Nele o Fernando Fonseca disponibiliza algumas aulas, vídeos com dúvidas sobre certificações profissionais e, recentemente, inaugurou o FerFon Talks, uma série de vídeos com entrevistas curtas com profissionais da área
PS: Post atualizado em 16/12/2020, 04/02/2021, 13/04, 13/05 e 10/07. Atualizado em 19/01 e 23/05/2023. Atualizado em 05/02/2025. Mega atualização em 26/05/2025.
Você consulta as redes sociais de manhã, antes de levantar da cama para ir ao banheiro ou enquanto está no banheiro?
Essa é uma das perguntas feitas durante o documentário O Dilema das Redes (The Social Dilemma) (na Wikipedia), produzido pela Netflix, que aborda como as redes sociais são construídas para capturar e monopolizar nossa atenção. E mostra como elas conseguiram isso, infelizmente!
Vale a pena assistir e refletir o quanto você está viciado nas redes. Para quem já trabalha com tecnologia, o documentário provavelmente não trará nenhuma novidade, mas mesmo assim, convida para a reflexão. O documentário intercala depoimentos de vários profissionais de tecnologia com uma dramatização feita por autores, mostrando como as redes sociais influenciam no dia-a-dia de uma família moderna. Dentre os profissionais entrevistados, o documentário é centralizado principalmente no Tristan Harris, que trabalhou no Google como "design ethicist" - ou seja, ele era responsável por desenhar os algoritmos do Google para que eles manipulassem as pessoas de forma "ética". Em um determinado momento, um ex-executivo do Pinterest admite que, em determinado momento, ele mesmo estava viciado em utilizar seu app.
Na minha opinião, o documentário é tão bom que logo no início do filme já me deu vontade de compartilhar sobre ele nas... redes sociais! E, convenhamos, ao compartilhar sobre o documentário, estou fazendo parte do sistema: estou alimentando o vício nas redes sociais e estimulando as pessoas a acessarem o conteúdo pago da Netflix. Esse é um pequeno exemplo do círculo vicioso que tornou as nossas vidas atualmente, centrada nas redes sociais e no compartilhamento online de conteúdo :(
O que podemos fazer? Algumas ações mais simples ou mais radicais estão bem aqui nas nossas mãos:
"Desintoxicar" das redes sociais: apague seu perfil em todas as redes sociais que não sejam realmente importantes para você. Foque em pouquíssimas redes sociais;
Desative as notificações do seu celular, assim você não fica tentado a utilizar as redes o tempo todo. Deixe ativo somente as notificações mais importantes, como as mensagens dos parentes mais próximos. Ignore as atualizações e comentários feitos por sua rede de relacionamento;
Seja crítico com o conteúdo que consome. Sempre valide a qualidade desse conteúdo e somente compartilhe o que você acha que é realmente relevante e que tenha certeza que não seja fake news;
Acompanhe pessoas e grupos com opiniões diferentes da sua, e abrace a diversidade de opinões, aceite o debate de idéias;
Valorize e tome controle da sua atenção e do seu tempo! Estabeleça horários para usar as redes sociais, e horários para não usar!
Quando estiver na companhia de parentes e amigos, deixe o celular de lado e aproveite a proximidade física com outros seres humanos.
Se você ainda não assistiu O Dilema das Redes (The Social Dilemma), veja o trailer:
Hoje, 05/10, começa o período oficial para que os clientes cadastrem a sua chave do PIX junto aos seus bancos. Essa chave é um identificador, que pode ser baseado em seu CPF, telefone ou e-mail, e que será utilizado para realizar transferências através do PIX, o novo mecanismo de transferências e pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central.
Apesar do PIX só entrar em funcionamento em meados de Novembro desse ano (dia 16/11, para ser mais exato), o cadastramento das chaves do PIX é uma etapa muito importante e que está causando um burburinho muito grande no mercado e uma corrida entre os bancos: todos querem ser o primeiro a cadastrar a sua chave, e assim, garantir que será o seu banco preferencial no uso do PIX. Basta ligar a sua TV e você verá diversas propagandas dos maiores bancos sobre o assunto.
Mas sem dúvida o PIX chama a atenção dos ciber criminosos também, e há dois riscos muito relevantes nesse momento:
As mensagens de Phishing sobre o PIX devem bombar a partir de agora. Os fraudadores vão aproveitar essa fase para espalhar mensagens e links falsos solicitando o cadastro do PIX através de e-mail, SMS e WhatsApp. Em setembro a Kaspersky já noticiou a existência de mensagens de phishing com esse tema. Alguns pesquisadores de segurança já identificaram a criação de nomes de domínio usando a palavra PIX, um sinal de que podem ser utilizados para fraudes. Muito cuidado ao receber mensagens sobre esse tema e lembre-se que o cadastro no PIX deve ser feito apenas através do banco com o qual você tem conta, atraem do Internet Banking ou do app do seu banco;
Há um receio entre alguns especialistas da área de que haja roubo de identidade da sua chave PIX, ou seja, que fraudadores criem chaves com os dados de outras pessoas. Esse risco é muito maior em caso de empresas e de pessoas famosas. Espera-se que os bancos façam um processo sério e cuidadoso de validação da identidade do cliente ao cadastrar a chave do PIX. Mas, se algum banco não o fizer, certamente os ciber criminosos irão aproveitar para criar chaves do PIX em nome de terceiros, que posteriormente serão utilizadas para fraudes. Além disso, há também o risco que os criminosos abram conta em outros bancos em nome da vítima, apenas para conseguir fazer o cadastro da chave do PIX em seu nome. Por isso, sugiro que todos façam o cadastro da sua chave o mais rápido possível. Como é possível cadastrar até 5 chaves associada a sua conta bancária, então registre pelo menos uma em nome do seu CPF ou CNPJ, além das chaves associadas ao seu telefone e e-mail principais de contato. Caso um terceiro cadastre uma chave com seus dados, é possível iniciar um procedimento de reivindicação de posse da chave, que tem um prazo de 7 dias corridos para ser solucionado.
Existem mais de 600 instituições financeiras aprovadas para realizar o cadastro da chave PIX. É muita gente! Por isso, considero muito grande a chance de ciber criminosos realizarem golpes aproveitando a confusão e a desinformação causadas por essa fase de cadastro.
PS (adicionado em 05/10): Em poucas horas, mais de 1 milhão de chaves foram cadastradas no PIX!
PS/2: Post atualizado em 06/10 para incluir link para a notícia de que a Kaspersky identificou dezenas de domínios criados usando o nome do PIX, provavelmente para aplicar golpes.
Nesse primeiro ano o capítulo surgiu, atraiu interessados e se estruturou. O capítulo, liderado pela Andrea Thomé, uma profissional muito competente e com muitos anos de experiência na área, aglutinou muitos outros profissionais, juntando mulheres e homens em torno do esforço de atrair a apoiar as mulheres no mercado de segurança.
A WOMCY possui capítulos em toda a América Latina e, além de desenvolver diversas atividades próprias, também se juntou com outras ONGs para fortalecer os esforços de voluntariado, que deu origem a diversas atividades como as WOMCY Live Talks, palestras, webinars, eventos e ações de mentoria.
O vídeo abaixo, criado com carinho pela equipe de Marketing da WOMCY Brasil, reflete um pouquinho do que foi esse primeiro ano.
A WOMCY é uma comunidade aberta a todas as pessoas interessadas em apoiar a diversidade no mercado de trabalho. Para participar, basta preencher um cadastro: https://www.womcy.org/pt/membro-individual/.
Estamos chegando perto da data de início do PIX, o nosso sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central e que deve ser utilizado por todos os bancos a partir de Novembro. Diversos bancos já estão fazendo acanhas de marketing sobre esse novo serviço, e inclusive, convidando para o pré-cadastramento da sua "chave do PIX".
O novo sistema de pagamentos instantâneos, batizado de PIX pelo Banco Central, entrará em operação em novembro deste ano, permitindo transações de envio e recebimento de dinheiro de forma instantânea, durante 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Segundo o Banco Central, o objetivo é oferecer pagamento instantâneo seja tão fácil, simples, intuitiva e rápida quanto realizar um pagamento com dinheiro em espécie. Os pagadores poderão iniciar pagamentos usando chaves ou apelidos para a identificação da conta transacional como o número do telefone celular, o CPF, o CNPJ ou um endereço de e-mail (que devem ser cadastrados no seu banco), por meio de QR Code (estático ou dinâmico) ou com uso da tecnologia NFC (near-field communication) para pagamentos por aproximação.
Mas, na medida que esse assunto de populariza, aquecem as discussões sobre a segurança dessa nova forma de transferência. A segurança do PIX já virou assunto obrigatório nos eventos do mercado.
A maioria das discussões que eu vejo entre profissionais do mercado sobre a segurança do PIX rodam em torno da possibilidade de aumento de fraudes e da dificuldade imposta aos bancos para detecção dessas fraudes, uma vez que a transação do PIX deve ser realizada imediatamente (sem tempo para investigação manual) e a qualquer hora. Isso exigirá novas ferramentas para identificação de fraudes em tempo real, além de maior capacidade de atendimento dos times de prevenção a fraudes dos bancos. Embora as transações devam ocorrer em tempo real, os bancos podem suspender uma transação marcada como suspeita temporariamente para investigação, por pouco tempo (ex, 30 minutos em horário comercial e até 1h no período da madrugada). De qualquer forma, isso vai representar um grande desafio para os bancos, para garantir uma melhora nas ferramentas de detecção de fraudes, para melhorar sua assertividade, além de aumentar a capacidade dos times de investigação.
Do ponto de vista do ciber criminoso, eu acredito que o PIX vai dar muita agilidade no vazamento de dinheiro a partir de contas fraudadas. Atualmente, ao invadir a conta de uma vítima, o criminoso tem que aguardar um tempo entre o dinheiro ser transferido da conta original para as diversas contas de laranja que ele possui (através de TEDs ou pagamento de boletos). É comum ver casos em que o fraudador fica na porta da agência ou da lotérica, esperando o dinheiro cair na conta para fazer o saque. Como não existe um padrão, muitos bancos impoem um tempo relativamente alto para processar uma TED ou um boleto, justamente para dar tempo para seus times de prevenção a fraudes identificarem uma transação indevida e estorná-la. Com o PIX, a transferência entre contas será instantânea, e o criminoso ganha agilidade para transferir o dinheiro entre as contas.
Do ponto de vista da segurança dos clientes, há um grande medo que o PIX incentive a volta dos sequestro-relâmpagos, principalmente a noite e nos finais de semana. Nesses horários o sequestro acontece com pouca frequência pois os criminosos tem dificuldade em roubar dinheiro: os bancos não fazem pagamento nem transferência, e os caixas eletrônicos tem limite muito baixo para saques.
Outra preocupação que está surgindo é sobre o cadastramento da "chave do PIX", que é um identificador atrelado a sua conta corrente e que será utilizado nas operações de pagamentos. Cada cliente pode escolher alguns identificadores para criar a sua chave, incluindo o seu CPF, CNPJ (em caso de empresas), número do telefone celular ou seu e-mail. Alguns bancos permitem que o cliente cadastre vários identificadores (por exemplo, no C6 Bank, podem ser criadas até 5 chaves PIX). Há o receio de fraude nesse cadastro, se não houver cuidados básicos de segurança pelos bancos. O fraudador poderia criar uma chave usando o CPF, telefone ou e-mail de uma vítima (ainda mais se for uma pessoa famosa!). Assim, algum amigo ou parente que quisesse transferir dinheiro para mim, iria usar o meu e-mail como chave, mas ele estaria associado a conta de um fraudador! Se hoje já existe o risco das "lives falsas" (quando criminosos retransmitem a live de um famoso e colocam links de doação para contas fraudulentas), imagina quantas vítimas não cairiam em uma live falsa usando um link fraudulento de doação via PIX com o nome do famoso!?
Há formas simples de evitar essa fraude no cadastro das chaves do PIX, se os bancos tomarem cuidados básicos, como garantir que o CPF usado na chave PIX está atrelado ao CPF da conta corrente, e usar meios simples e eficazes para validar o celular e email, como enviando uma senha na hora do cadastro. Mesmo assim, o risco ainda existe pois um criminoso pode abrir uma conta laranja em outro banco com os dados da vítima e criar uma chave PIX em seu nome, que vai ser reconhecida em todo o sistema financeiro. Como eu comentei, essa fraude é especialmente preocupante em caso de pessoas e empresas mais conhecidas famosas. Ou seja, a chave do PIX pode ser utilizada para impersonar uma vítima e facilitar transações indevidas para um fraudador.
Por causa desse risco de "roubo de identidade" da sua chave PIX, alguns especialistas em segurança já estão sugerindo que as pessoas se registrem o mais rápido possível no PIX, garantindo a existência de uma chave com sua identificação. Eu acredito que essa recomendação é muito importante principalmente para empresas e pessoas famosas.
Para aumentar ainda mais toda essa polêmica e incerteza, recentemente um ex-diretor do Banco Central disse acreditar que o PIX é inseguro !!!
E o que diz o Manual de Segurança do PIX, criado pelo Banco Central? Esse documento pode ser achado facilmente, com uma simples busca no Google.
Esse manual limita-se a definir os padrões de criptografia das mensagens trocadas entre as instituições financeiras. Ou seja, dentro da rede privada que liga os bancos, a Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) já utilizada pelo SPB, as mensagens trocadas sobre o PIX são assinadas e criptografaras. Ah, o manual diz também que os QR Codes utilizados para os clientes realizarem transações com o PIX tem que usar URLs com SSL (HTTPS). Ótimo, mas isso é o arroz com feijão que garante a segurança das comunicações internas do sistema. O manual não trata nenhuma das preocupações apresentadas acima :(
Recentemente o pessoal do portal de notícias 6 Minutos publicou um artigo bem objetivo e bem interessante, que de forma corajosa comenta alguns aspectos de segurança que melhoram, pioram ou ficam igual com o uso do PIX. Resumindo a opinião deles, adicionando uma pitada de comentários meus, o cenário é o seguinte:
O que pode melhorar
Pagamento em lojas: como utilizar o PIX em vez de cartões de débito e crédito, deixa de existir o risco de clonagem ou fraude de troca do cartão utilizado, além de sumir a necessidade de digitar sua senha na maquininha;
Golpes das Lives falsas: Nesses golpes, em que o golpista replica uma live verdadeira de artista famoso e altera o QR Code que aparece na tela para doação de valores, surge a possibilidade dos artistas ou apresentador da Live reforçar os dados da conta que aparecerão no app do espectador no momento que for aprovar a doação pelo PIX. Esse cuidado extra pode reduzir as fraudes causadas por esse golpe;
Assalto: Com o uso mais frequente do PIX, possivelmente as pessoas com menos dinheiro e com poucos (ou nenhum) cartões na carteira, o que reduzirá o prejuízo em caso de furto ou assalto;
O que não deve mudar
Golpe do WhatsApp: Uma vez que o criminoso consiga sequestrar uma conta de WhatsApp e pedir dinheiro emprestado para os contatos da vítima, nesse momento tanto faz se a transação será uma TED, um pagamento ou um PIX (nota minha: a diferença é que o PIX daria mais agilidade no roubo de dinheiro, comparado com uma TED ou pagamento de conta);
Fraudes online: Do ponto de vista do cliente, não muda nada - ele vai continuar sofrendo fraudes e, se o criminoso acessar sua conta bancária, ela vai ser "limpa" de qualquer jeito. As instituições financeiras, por outro lado, terão mais trabalho pois agora têm mais um meio de pagamento para se preocupar, mais brechas para fechar, mais limites operacionais para controlar e mais medidas preventivas para tomar. O trabalho das áreas de Segurança da Informação e de Prevenção a Fraudes será mais árduo pois esse meio de pagamento deve operar de forma instantânea e 24 horas por dia;
Deve piorar
Risco de fazer um pagamento com PIX na rua: Utilizar o PIX em locais públicos é arriscado, pois para mandar um PIX ou ler um QR Code, o celular deverá estar com a tela desbloqueada. Um ladrão pode esperar este momento e furtar o celular desbloqueado;
Sequestro-relâmpago à noite: Geralmente os sequestradores fazem compras e saques em dinheiro com cartões durante um sequestro-relâmpago. Como o novo meio de pagamento funciona 24 horas por dia, os criminosos ganham mais uma opção de extorsão, pois agora de dentro do carro podem pedir para a vítima fazer um PIX para alguma conta, e já ocultar este dinheiro transferindo para outras contas.
Como o PIX ainda é uma novidade, temos que aguardar o início desse serviço para ver como os bancos e os ciber criminosos vão se adequar a ele. A preocupação é que os criminosos são muito ágeis em descobrir novas formas de golpes - por isso é importante ter cuidado redobrado quando o PIX começar.
Veja também os vídeos abaixo produzidos pelo C6 Bank:
PS: Post atualizado em 02/10, para incluir a discussão sobre o risco de roubo de identidade no cadastro da chave do PIX e comentários sobre o manual de segurança do Banco Central.
PS/2 (adicionado em 05/10): Cuidado, ciber criminosos já estão criando domínios usando o nome do PIX, que muito provavelmente serão utilizados para envio de mensagens falsas. A previsão é que teremos muitos phishings surgindo com esse tema. E lembre-se: o cadastro do PIX deve ser feito somente através do seu banco.
PS 3 (adicionado em 06/10): A Kaspersky identificou dezenas de domínios criados usando o nome do PIX, provavelmente para aplicar golpes.
Acabamos de assistir o fim da primeira temporada da LGPD, que podemos batizar de "LGPDrama - A data de início", encerrada com o tão aguardado e desesperador início de vigência da lei.
Agora partimos para a segunda temporada: "A Adequação", com as empresas desesperadas para se adaptarem a LGPD, mas ainda repleta de incertezas jurídicas.
Eu já palestrei algumas vezes sugerindo "5 passos para adequação a LGPD". Revisando esse material, acredito que podemos generalizar a jornada em, pelo menos, 7 macro-atividades fundamentais para adequação a LGPD, que incluem os seguintes passos:
Estabelecer o DPO e um grupo de trabalho multidisciplinar (ex: Conselho ou Comitê de Privacidade)
Definir o canal de comunicação com o DPO e publicar no site as informações de contato
Ações de Cultura e Conscientização
Treinamentos e campanhas de conscientização sobre importância da privacidade, a LGPD e boas práticas
Mapeamento / Inventário de dados
Identificar os cenários de uso e armazenamento de dados pessoais
Identificar a necessidade dos dados pessoais e respectiva base legal
Identificar fontes de coleta, necessidade e existência de consentimento
Mapeamento com o ciclo de vida de tratamento dos dados (coleta, uso, guarda, exclusão)
Rastreabilidade de Compartilhamento e transferência de dados (identificar fornecedores e parceiros)
Adequação Jurídica
Revisão dos Termos de Privacidade e termos de uso
Revisão de políticas internas
Revisão de contratos com fornecedores, terceiros, clientes e colaboradores
Elaborar e publicar uma Política de Privacidade
Publicar em seus canais de comunicação um Aviso de Privacidade e Proteção de Dados
Notificar os colaboradores sobre atualizações das políticas internas e sobre o uso de dados pessoais. Solicitar o aceite
Estabelecer canais de comunicação com os titulares de dados
Portal de comunicação para os direitos dos titulares
Disponibilizar informações no site e no Aplicativo
Revisar procedimentos na Central de Atendimento
Definir processo para atendimento de solicitações dos titulares de dados
Adequação de softwares e sistemas corporativos
Incluir os princípios de Privacy by Design e Privacy by Default na concepção de produtos e na esteira de desenvolvimento
Ajustes nos controles de Segurança da Informação e de Compliance
Ajustes em processos, produtos e aplicações
Novas funcionalidades de Privacidade (ex: "Portal de privacidade" no app)
Gestão do consentimento
Revisão dos processos de backup e exclusão dos dados
Identificar cenários em que os dados pessoais possam ser anonimizados
Revisar procedimento de resposta e notificação de incidentes
Cuidado extra no monitoramento de incidentes relacionados a dados pessoais
Estabelecer estratégia de notificação envolvendo os titulares de dados e autoridades (ANPD)
Estabelecer e treinar a estratégia de comunicação pública de incidentes
A lista acima resume, muito superficialmente, um trabalho grandioso de ajustes as exigências e garantias propostos pela LGPD. Esse é um esforço longo e desafiador para qualquer empresa. Portanto, quanto antes as empresas derem início às atividades para se adequarem a lei, melhor!
Não se esqueça:
Até que haja uma determinação em contrário, a LGPD se aplica praticamente a qualquer empresa, do salão de beleza a um grande banco. Isso porque ela se aplica a qualquer empresa que colete, receba ou processe dados pessoais, no meio físico ou digital;
Mesmo com as sanções só valendo a partir de Agosto de 2021, as empresas já devem se adequar a lei. Em caso de incidentes, o ministério público e clientes podem decidir processar a empresa com base na LGPD;
Embora existam muitos pontos de dúvida e incerteza que dependem de decisão e regulação da ANPD, as empresas ainda assim tem que adequar a lei, e muitas vezes recorrem a consultorias ou a experiências de empresas em outros países para ter uma solução provisória de adequação.
A Compugraf, junto com a OneTrust, publicou um guia marketeiro (e mesmo assim, interessante), sobre a Conformidade com a LGPD em 07 módulos. Ela descreve 7 passos, baseados nos módulos da solução da OneTrust.
Aproveite e veja esse vídeo da Compugraf: CyberTalks - LGPD, e agora? - com Carla Manso. Nos 3 primeiros minutos eles falam sobre o início da aplicação da lei, que na época ainda dependia da sanção da MP 959. após isso, eles abordam um pouco a importância da adequação.
Veja esse artigo fresquinho, publicado pela ANPPD (Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados), com um pequeno checklist de medidas emergenciais de rápida e fácil aplicabilidade para ajudar no caminho da conformidade com a LGPD: LGPD Medidas Emergenciais para Adequação
A FEBRABAN divulgou recentemente uma notícia sobre as tentativas de golpes financeiros mais comuns na pandemia e como evitá-los. Segundo eles, atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social, que consiste na manipulação psicológica do usuário para que ele lhe forneça informações confidenciais para os criminosos como senhas e números de cartões. Esse contato mal intencionado pode acontecer por telefone, e-mail, redes sociais ou SMS.
Segundo a FEBRABAN, os golpes mais comuns são os seguintes:
Phishing: É uma fraude eletrônica cometida pelos engenheiros sociais que visa obter dados pessoais do usuário. A forma mais comum de um ataque de phishing são as mensagens falsas por e-mail e SMS que induzem o usuário a clicar em links suspeitos, que levam a páginas falsas na Internet que induzem a pessoa a revelar dados pessoais. Os casos mais comuns de phishing são e-mails e SMSs recebidos supostamente em nome dos bancos, alertando que a conta do cliente está irregular, ou o cartão ultrapassou o limite, ou que necessita revalidar seus pontos nos programas de fidelidade, atualizar token ou, ainda, que existe um novo software de segurança do banco que precisa ser instalado imediatamente pelo usuário. São mensagens falsas para enganar as vítimas!
Golpe do WhatsApp: Os golpistas descobrem o número do celular e o nome da vítima de quem pretendem clonar a conta de WhatsApp. Com essas informações em mãos, os criminosos tentam cadastrar o WhatsApp da vítima nos aparelhos deles. Mas, como o WhatsApp exige um código de segurança enviado por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo, os fraudadores ligam para a vítima para tentar obter esse código, normalmente fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente de algum site de vendas ou de alguma empresa em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo. Quando a vítima informa esse código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular e, a partir daí, eles enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado;
Golpe do Falso Funcionário do banco: O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco. O criminoso informa que há irregularidades na conta ou que os dados cadastrados estão incorretos. A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima. Com os dados em mãos, o fraudador acessa a conta e realiza transações fraudulentas em nome do cliente;
Golpe do falso motoboy: O golpe começa com uma ligação ao cliente, de uma pessoa que se passa por funcionário do banco, e diz que o cartão foi clonado, informando que é preciso bloqueá-lo. Para isso, o golpista pede que a senha seja digitada no telefone, e fala que, por segurança, um motoboy do banco irá buscar o cartão para uma perícia. Assim, o criminoso consegue o cartão e a senha do cliente;
Golpe do extravio do cartão: No trâmite de entrega de um novo cartão até a vítima, fraudadores furtam a correspondência contendo este cartão. Depois, ligam para a vítima se passando por um funcionário do banco informando que houve problemas na entrega do cartão e solicitam a senha deste cartão para resolver o problema. Com os dados descobertos, fazem transações em nome da vítima;
Golpe do falso leilão: O fraudador envia um link à vítima que simula um site de leilão. Para que possa ser dado um lance, a vítima tem que preencher formulários com seus dados pessoais e financeiros ou depositar um valor na conta do fraudador. Com dados como senha, número do cartão e CPF, o fraudador consegue fazer transações fraudulentas em nome do cliente;
Golpe do delivery: O cliente faz seu pedido via aplicativo. No momento da entrega, o entregador apresenta uma maquininha com o visor danificado ou de uma forma que impossibilite a visualização do preço cobrado na tela, sendo um valor muito acima do real cobrado. Só depois de algum tempo, a vítima percebe que efetuou um pagamento elevado.
No side da FEBRABAN, eles também compartilham dicas de como evitar cada um desses golpes, vale a pena dar uma conferida e compartilhar com os amigos e parentes!
Segundo a FEBRABAN, durante o período de quarentena, as instituições financeiras registraram o aumento de mais de 80% nas tentativas de ataques de phishing, 70% no golpe do falso funcionário e o golpe do falso motoboy teve aumento de 65%. A FEBRABAN também identificou que no período da quarentena houve alta de 60% em tentativas de golpes financeiros contra idosos.
O banco nunca liga para o cliente pedindo senha nem o número do cartão
O banco nunca vai mandar alguém para a casa do cliente para retirar o cartão
O banco nunca liga para pedir para realizar uma transferência ou qualquer tipo de pagamento
Ao receber uma ligação dizendo que o cartão foi clonado, o cliente deve desligar, pegar o número de telefone que está no cartão e ligar de outro telefone para o banco, para confirmar se de fato isso aconteceu
Recebeu um SMS ou e-mail do banco com um link? Ignore e apague a mensagem.
E lembre-se: nunca anote nem compartilhe as suas senhas com ninguém!!!
Além de dicas básicas de uso de senhas, uso seguro da Internet e cuidados contra phishing, eles também compartilham algumas dicas sobre uso de cartões de crédito e débito, fraudes com boletos, uso do caixa eletrônico e até mesmo, pasme, o uso de cheques.
Esse é um ótimo recurso para ajudar a conscientizar usuários finais sobre os riscos de fraudes online e golpes mais comuns.
Um dos golpes mais comuns hoje em dia está acontecendo através de perfis falsos nas redes sociais, em especial no Instagram.
Nesse golpe, os ciber criminosos criam perfis falsos nas redes sociais que tentam se passar pelo por empresas ou por funcionários dessas empresas. Com esse perfil, eles entram em contato com clientes através de mensagens diretas (o tal do "direct") e trocam mensagens para tentar obter seus dados pessoais ou conseguir acesso ao WhatsApp das vítimas (eles pedem o código de ativação que é enviado quando tentam acessar o Whats da vítima no celular do fraudador). Com essas informações em mãos, eles conseguirão fazer fraudes financeiras.
Tudo indica que esse golpe está muito disseminado no país, como mostra essa reportagem de um jornal em Salvador (BA) sobre este assunto, relatando que ciber criminosos tem criado perfis falsos no Instagram em nome de restaurantes locais (e motéis também! #piadapronta). Segundo a reportagem....
"O golpe funciona assim: usando um perfil falso com a mesma foto e informações do perfil verdadeiro, os criminosos buscam por seguidores e enviam mensagens. Eles oferecem descontos ou cupons e pedem, para isso, que o cliente faça um cadastro com nome e número de telefone. De posse do número que o cliente usa no aplicativo de troca de mensagens WhatsApp, os criminosos roubam os dados e pedem dinheiro a pessoas da lista telefônica."
Outro golpe realizado no Instagram é a oferta de vouchers de desconto falsos, como descrito abaixo pela proprietária de um restaurante em Salvador:
"Há uma semana, a proprietária do Preta Restaurante, na Ilha dos Frades, foi informada de que havia outra página no Instagram com o nome do estabelecimento oferecendo uma promoção: a pessoa pagava R$ 100 para consumir R$ 150."
Recentemente, quando abri o meu app do McDonnalds para comprar um Big Mac com desconto, eu vi esse aviso na tela inicial do App:
Ou seja, os ciber criminosos não perdoam nem o Mc !!! #McFraude #McFake
Por isso, é importante sempre ficar atento e somente entrar em contato com as empresas pelos canais de atendimento oficiais ou, se for por redes sociais, através do perfil oficial da empresa. Verifique se o perfil na rede social tem o selo indicando que foi verificado, e também veja se parece autêntico: tem grande quantidade de seguidores, conteúdo postado frequentemente e se existe a bastante tempo (se for um perfil criado recentemente, é muito grande a chance de ser fake). Desconfie também de ofertas muito vantajosas!
Rapidamente eu fiquei fã do site Unsplash que disponibiliza gratuitamente e livre de copyright excelentes imagens, de alta qualidade. É super difícil encontrar fotos disponíveis gratuitamente e livre de copyright, ainda mais quando você procura por algum assunto específico. Por isso esse site é um item mandatório dos meus bookmarks.
Veja, por exemplo, essa foto linda da máquina Enigma, compartilhada pelo Mauro Sbicego no Unsplash.
OBS: mesmo sendo gratuitas, é de muito bom tom dar os créditos devidos para os autores das imagens #ficaadica
Recenteente eu descobri que o site possui "tópicos" para categorizar as imagens e, além disso, alguns usuários criaram "listas". Com isso, fiz uma coletânea com algumas listas de imagens específicas sobre tecnologia e segurança, que podemos utilizar livremente: