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outubro 02, 2025

[Segurança] História do Mês de Conscientização sobre Segurança Cibernética

O site do Stay Safe Online possui uma página que conta a História do Mês de Conscientização sobre Segurança Cibernética. Eu separei os principais fatos e acontecimentos, porque o texto original é muito baseado na visão do DHS e sobre os EUA.

O Mês da Conscientização sobre Cibersegurança foi lançado pela National Cybersecurity Alliance e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) em outubro de 2004 como um esforço amplo para ajudar todos os americanos a ficarem mais seguros online. Atualmente o Mês da Conscientização sobre Cibersegurança nos EUA também é co-liderado pela Cybersecurity and Infrastructure Agency (CISA).

Quando começou, os esforços de conscientização se concentravam em conselhos muito básicos, como atualizar seu software antivírus duas vezes por ano.

Em 2010, o início do Mês da Conscientização sobre Cibersegurança também incluiu uma proclamação do Presidente Barack Obama para o lançamento da campanha daquele ano, batizada de "STOP. THINK. CONNECT." como uma mensagem nacional para promover a educação e conscientização sobre cibersegurança (ele fez vários durante o seu mandato, como esse de 2011). Também em 2010, a National Cybersecurity Alliance começou a mover o lançamento da campanha para outros locais em todos os EUA.

A partir de 2011, a National Cybersecurity Alliance e o DHS desenvolveram o conceito de utilizar temas semanais a serem abordados durante o mês.

Desde 2012, a Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) e a Comissão Europeiao organizam o Mês Europeu da Cibersegurança (European Cybersecurity Month).

Desde sua criação original, o Mês da Conscientização sobre Cibersegurança cresceu exponencialmente, alcançando consumidores, pequenas e médias empresas, corporações, instituições educacionais e jovens em todo o mundo.

No Brasil, embora essa não seja uma data no calendário oficial nacional, muitas empresas aproveitam o Mês da Conscientização para realizar campanhas educativas para os seus colaboradores.

Para saber mais:

outubro 01, 2024

[Segurança] Alguns recursos do Gartner para o mês da Conscientização em Segurança

Já estamos em Outubro, o mês que é tradicionalmente encarado como o Mês da Conscientização da Segurança.

Ou seja, se a sua empresa já tem uma estratégia contínua e bem estruturada de conscientização, esse é o mês para reforçar as campanhas. Por outro lado, se a sua empresa não tem nada planejado, raramente faz alguma ação, não tem profissional dedicado para isso, então esse é o mês para você aproveitar a onda e fazer o mínimo necessário!!! #aproveita #éraromasacontecemuito

E tem muito material e estudos de caso disponíveis gratuitamente, muitos sites de referência, realmente é só arregaçar as mangas e fazer algo! Você já viu esse meu post do mês passado sobre isso?
Hoje, por exemplo, eu recebi um e-mail marketing do Gartner com alguns materiais deles disponíveis gratuitamente para apoiar nas ações de conscientização nesse mês.

Vamos começar com buzzwords, pois se é do Gartner, tem que ter siglas e buzzwords:
  • SBCP: Security Behavior and Culture Program
  • PIPE: Practices, Influences, Platforms and Enablers
  • SACBT: Security Awareness Computer-Based Training
Ou seja, nesse post eu quero te ajudar a identificar alguns recursos valiosos de PIPE para te apoiar no seu SBCP, e que possam ir além do uso de SACBT.

Então, para iniciarmos essa jornada, euy gosto muito de usar algumas estatísticas, como essas apresentadas pelo Gartner:
  • 69% dos funcionários intencionalmente ignoraram as orientações de segurança nos últimos 12 meses;
  • 65% dos funcionários abrem em seus dispositivos de trabalho e-mails, links ou anexos recebidos de fontes desconhecidas;
  • 63% dos funcionários usam seu dispositivo de trabalho para uso pessoal;
  • 63% dos funcionários salvam suas senhas de trabalho no navegador
  • e... 93% das pessoas que fazem as coisas acima reconhecem que estão aumentando o disco da empresa.


O Gartner também apresenta os principais desafios:
  • Capacidade diversificada de aprendizagem e entendimento técnico, ainda mais se você considerar as diversas gerações dentro da empresa;
  • Aumento do uso de dispositivos pessoais no trabalho, que costumam ser mais vulneráveis;
  • Diferenças regionais, incluindo em termos regulatórios;
  • Conceito errado de que io negócio é mais prioritário do que a cibersegurança.
No site do Gartner tem 3 documentos (ebooks) gratuitos, que podem ser úteis para elaborar a sua estratégia de conscientização. A única desvantagem é que você vai ter que preencher seus dados para fazer cada um dos downloads.

A propósito, tenho muitos posts publicados aqui no blog sobre esse assunto, veja alguns deles:

junho 22, 2020

[Segurança] Regulamentações sobre Conscientização e Treinamento em Segurança

Várias normas e regulamentações sobre gestão de segurança da informação prevêem a realização de ações de conscientização e treinamento dos usuários, devido a importância do fator humano na segurança.

Vale a pena relembrar quais são essas normas, caso algum dia você precise "dar uma carteirada" naquele funcionário ou gestor que insiste em faltar nos treinamentos.

OBS: As normas ISO/IEC 27001 e 27002 estão listadas, nesse post, nas versões nacionais (publicadas pela ABNT como Norma Brasileira - NBR), mas o mesmo controle também vale para a norma internacional correspondente.

Padrões e Regulamentações Internacionais

NIST Cybersecurity Framework Version 1.1 (PDF)
Awareness and Training (PR.AT): The organization’s personnel and partners are provided cybersecurity awareness education and are trained to perform their cybersecurity-related duties and responsibilities consistent with related policies, procedures, and agreements.
PR.AT-1: All users are informed and trained
PR.AT-2: Privileged users understand their roles and responsibilities
PR.AT-3: Third-party stakeholders (e.g., suppliers, customers, partners) understand their roles and responsibilities
PR.AT-4: Senior executives understand their roles and responsibilities
PR.AT-5: Physical and cybersecurity personnel understand their roles and responsibilities
Center for Internet Security (CIS) Controls
Perform a skills gap analysis to understand the skills and behaviors workforce members are not adhering to, using this information to build a baseline education roadmap.
Train the workforce on how to identify different forms of social engineering attacks, such as phishing, phone scams and impersonation calls.
17.1 Perform a Skills Gap Analysis: Perform a skills gap analysis to understand the skills and behaviors workforce members are not adhering to, using this information to build a baseline education roadmap.
17.2 Deliver Training to Fill the Skills Gap: Deliver training to address the skills gap identified to positively impact workforce members' security behavior.
17.3 Implement a Security Awareness Program: Create a security awareness program for all workforce members to complete on a regular basis to ensure they understand and exhibit the necessary behaviors and skills to help ensure the security of the organization. The organization's security awareness program should be communicated in a continuous and engaging manner.
17.4 Update Awareness Content Frequently: Ensure that the organization's security awareness program is updated frequently (at least annually) to address new technologies, threats, standards, and business requirements.
17.5 Train Workforce on Secure Authentication: Train workforce members on the importance of enabling and utilizing secure authentication.
17.6 Train Workforce on Identifying Social Engineering Attacks: Train the workforce on how to identify different forms of social engineering attacks, such as phishing, phone scams, and impersonation calls.
17.7 Train Workforce on Sensitive Data Handling: Train workforce members on how to identify and properly store, transfer, archive, and destroy sensitive information.
17.8 Train Workforce on Causes of Unintentional Data Exposure: Train workforce members to be aware of causes for unintentional data exposures, such as losing their mobile devices or emailing the wrong person due to autocomplete in email.
17.9 Train Workforce Members on Identifying and Reporting Incidents: Train workforce members to be able to identify the most common indicators of an incident and be able to report such an incident.

Payment Card Industry Data Security Standard (PCI DSS)
  • Requerimento 12.6
12.6 Implement a formal security awareness program to make all personnel aware of the importance of cardholder data security.
12.6.1 Educate personnel upon hire and at least annually. Note: Methods can vary depending on the role of the personnel and their level of access to the cardholder data
12.6.2 Require personnel to acknowledge at least annually that they have read and understood the security policy and procedures.

Normas e Regulamentações Brasileiras

ABNT NBR ISO/IEC 27001:2013 - Tecnologia da informação — Técnicas de segurança — Sistemas de gestão da segurança da informação — Requisitos
7.3 Conscientização
ABNT NBR ISO/IEC 27002:2013 Tecnologia da informação — Técnicas de segurança — Código de prática para controles de segurança da informação
7.2.2 Conscientização, educação e treinamento em segurança da informação
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) (Lei nº 13.709 de 14 de Agosto de 2018)
Art. 50. Os controladores e operadores, no âmbito de suas competências, pelo tratamento de dados pessoais, individualmente ou por meio de associações, poderão formular regras de boas práticas e de governança que estabeleçam as condições de organização, o regime de funcionamento, os procedimentos, incluindo reclamações e petições de titulares, as normas de segurança, os padrões técnicos, as obrigações específicas para os diversos envolvidos no tratamento, as ações educativas, os mecanismos internos de supervisão e de mitigação de riscos e outros aspectos relacionados ao tratamento de dados pessoais.

Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República - Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber) (Decreto Nº 10.222, de 5 de Fevereiro de 2020)
2.4. Educação
(...)
Dessa forma, recomenda-se desenvolver uma cultura de segurança cibernética, por meio da educação, que alcance todos os setores da sociedade e níveis de ensino, a fim de prevenir incidentes e proporcionar o uso responsável das tecnologias, por ser um dos fatores chaves para o desenvolvimento do País.
A educação em segurança cibernética é concebida em três formas de atuação, em grau crescente de especialização de conteúdo, e em grau decrescente de abrangência da sociedade, conforme o que segue:
  • Capacitação - profissionais da área ou com funções que requerem competências na área;
  • Formação - parcela da sociedade que se encontra nos bancos escolares; e
  • Conscientização - sociedade e seus setores.
      A conscientização é obtida por meio de ações direcionadas a sensibilizar setores específicos da sociedade, ou esta como um todo. Num foco mais restrito, a formação abrange o ensino de segurança cibernética direcionado à parcela da sociedade que se encontra na educação infantil, no ensino fundamental, no ensino médio e no ensino superior. Por fim, a capacitação engloba a educação, na modalidade profissional e tecnológica, destinada ao ensino continuado para profissionais da área, ou para aqueles cujo cargo ou função requeira conhecimentos técnicos mais profundos e especializados de segurança cibernética. A capacitação é a forma de atuação mais especializada e pode ser realizada por intermédio de treinamentos de curta duração, certificações de segurança, dentre outros meios.
      No que diz respeito à implementação dessas três vertentes de educação em segurança cibernética, a responsabilidade deve ser compartilhada entre órgãos de Estado, setor educacional, serviços sociais do comércio e da indústria, e sistemas nacionais de aprendizagem. Cabe ressaltar que, para isso, há uma série de recursos educacionais disponíveis, conforme vê-se a seguir:
      • Capacitação - os Planos de Capacitação para professores, gestores e especialistas e os Bancos de Talentos;
      • Formação - a Criação de cursos e a Inserção do tema nos currículos escolares;
      • Conscientização - os Planos de Conscientização nas escolas e instituições, os Portais de boas práticas e as Campanhas educativas.
      No contexto da conscientização, incentiva-se a concepção de políticas públicas, que levem à consciência situacional ante o atual cenário de ameaças cibernéticas, e estimulem o comportamento responsável e seguro por parte dos usuários da internet.
      As ações de conscientização tornaram-se ferramenta essencial para mudanças de comportamento relativas ao ambiente cibernético, e são relevantes, à medida que levam os indivíduos a perceber, em sua rotina pessoal ou profissional, quais atitudes precisam ser corrigidas no mundo digital.
      Como exemplo, tem-se a realização, em todo mês de outubro, do National Cybersecurity Awareness Month - Mês Nacional de Conscientização em Segurança Cibernética, que é um esforço colaborativo entre o Governo dos Estados Unidos da América e a indústria para aumentar a conscientização sobre a importância da segurança cibernética e garantir que todos os norte-americanos tenham os recursos necessários para estarem mais seguros online.
      A conscientização deve atingir amplas audiências, dentre usuários individuais e corporativos, de crianças a idosos. Deve ainda ser contínua, criativa e motivadora, a fim de concentrar a atenção do público-alvo, para mudança de comportamento favorável ao ambiente cibernético, sendo importante a promoção de ações periódicas, junto à sociedade, com o objetivo do uso seguro e responsável dos recursos de tecnologia da informação e comunicação, e à proteção contra riscos típicos no espaço cibernético.
      Um programa de conscientização pode incluir as seguintes tarefas:
      • definir o alvo da campanha de conscientização;
      • desenvolver mecanismos para alcançar esse público-alvo;
      • identificar problemas comportamentais comuns que afetam o público-alvo ou que ele deve conhecer;
      • aprimorar o conteúdo de sites governamentais, principalmente os mais acessados, com material relacionado à segurança cibernética; e
      • considerar a tradução do material para outros idiomas.
      Orienta-se fortalecer programas de treinamento e de educação em segurança cibernética. Tal sugestão constitui uma demanda atual por parte de organizações públicas e privadas. (...).
Política Nacional de Cibersegurança e o Comitê Nacional de Cibersegurança (PNCiber) (Decreto Nº 11.856, de 26 de Dezembro de 2023)

Art. 2º São princípios da PNCiber:
(...)
V - a educação e o desenvolvimento tecnológico em segurança cibernética;

Art. 3º São objetivos da PNCiber: 
(...)
VII - desenvolver a educação e a capacitação técnico-profissional em segurança cibernética na sociedade;

Administração Pública Federal

Instrução Normativa Nº 1, de 27 de maio de 2020 (Gabinete de Segurança Institucional - GSI)

Art. 6º Os órgãos e as entidades da administração pública federal deverão utilizar o Glossário de Segurança da Informação, aprovado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República por meio da Portaria GSI/PR nº 93, de 26 de setembro de 2019, como referência na elaboração de normativos internos afetos à segurança da informação e de trabalhos correlatos.

Art. 10. A Política de Segurança da Informação deve ser elaborada sob a coordenação do Gestor de Segurança da Informação do órgão ou entidade, com a participação do Comitê de Segurança da Informação interno ou estrutura equivalente.
Parágrafo único. Cabe ao Gestor de Segurança da Informação promover, com apoio da alta administração, a ampla divulgação da Política, das normas internas de segurança da informação e de suas atualizações, de forma ampla e acessível, a todos os servidores, aos usuários e aos prestadores de serviço, a fim de que esses tomem conhecimento de tais instrumentos.

Art. 19. Ao Gestor de Segurança da Informação dos órgãos e das entidades da administração pública federal compete, no âmbito de sua atuação, exercer as seguintes atribuições:
(...)
II - estimular iniciativas de capacitação em temas relacionados à segurança da informação e promover ações de conscientização sobre boas práticas aos agentes públicos; III - divulgar as normas internas de segurança da informação a todos os agentes públicos; xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx (Nova redação incluída pela Instrução Normativa GSI/PR Nº 9, de 8 de janeiro de 2026)


Setor de Seguros

Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) - Circular SUSEP nº 638/2021 de 27 de Julho de 2021 - "Dispõe sobre requisitos de segurança cibernética a serem observados pelas sociedades seguradoras, entidades abertas de previdência complementar (EAPCs), sociedades de capitalização e resseguradores locais."

Art. 3º A segurança cibernética inserir-se-á no contexto geral do Sistema de Controles Internos (SCI) e da Estrutura de Gestão de Riscos (EGR), conforme disposto na regulamentação que os define, devendo a supervisionada, complementarmente:
(...)
II - promover ações voltadas à disseminação da cultura de segurança cibernética, incluindo programa de capacitação contínua de colaboradores, com base na sensibilidade das informações por eles manipuladas.


Setor Financeiro

Resolução n° 4.557, de 23/2/2017 (BACEN / BCB) - "Dispõe sobre a estrutura de gerenciamento de riscos e a estrutura de gerenciamento de capital."

Art. 8o Devem ser disseminados ao pessoal da instituição, em seus diversos níveis, inclusive aos prestadores de serviços terceirizados relevantes, com linguagem e grau de informação compatíveis com sua área de atuação:
(...)
III - as políticas, as estratégias, os processos e os limites previstos na estrutura de gerenciamento de riscos.

Art. 36. A instituição deve se assegurar da adequada capacitação sobre risco operacional de todos os empregados e dos prestadores de serviços terceirizados relevantes.

Circular nº 3.909, de 16/8/2018 (BACEN / BCB)

Art. 3o A política de segurança cibernética deve contemplar, no mínimo:
VI - os mecanismos para disseminação da cultura de segurança cibernética na instituição de pagamento, incluindo:
a) a implementação de programas de capacitação e de avaliação periódica de pessoal;
b) a prestação de informações a usuários finais sobre precauções na utilização de produtos e serviços oferecidos; e
c) o comprometimento da alta administração com a melhoria contínua dos procedimentos relacionados com a segurança cibernética;
Art. 4o A política de segurança cibernética deve ser divulgada aos funcionários da instituição de pagamento e às empresas prestadoras de serviços a terceiros, mediante linguagem clara, acessível e em nível de detalhamento compatível com as funções desempenhadas e com a sensibilidade das informações.
Art. 5o As instituições de pagamento devem divulgar ao público resumo contendo as linhas gerais da política de segurança cibernética.
Resolução nº 4.658, de 26/4/2018 (BACEN / BCB)
Resolução nº 4.893, de 26/02/2021 (BACEN / BCB)
Art. 3o A política de segurança cibernética deve contemplar, no mínimo: 
VI - os mecanismos para disseminação da cultura de segurança cibernética na instituição, incluindo:
a) a implementação de programas de capacitação e de avaliação periódica de pessoal;
b) a prestação de informações a clientes e usuários sobre precauções na utilização de produtos e serviços financeiros; e
c) o comprometimento da alta administração com a melhoria contínua dos procedimentos relacionados com a segurança cibernética;
Art. 4o A política de segurança cibernética deve ser divulgada aos funcionários da instituição e às empresas prestadoras de serviços a terceiros, mediante linguagem clara, acessível e em nível de detalhamento compatível com as funções desempenhadas e com a sensibilidade das informações.
Art. 5o As instituições devem divulgar ao público resumo contendo as linhas gerais da política de segurança cibernética.

Resolução BCB nº 85, de 8 de abril de 2021

Art. 3o A política de segurança cibernética deve especificar, no mínimo: 
VI - os mecanismos para disseminação da cultura de segurança cibernética na instituição, incluindo:
a) a implementação de programas de capacitação e de avaliação periódica de pessoal;
b) a prestação de informações a clientes e usuários sobre precauções na utilização de produtos e serviços oferecidos; e
c) o comprometimento da alta administração com a melhoria contínua dos procedimentos relacionados com a segurança cibernética;
Art. 4o A política de segurança cibernética deve ser divulgada aos funcionários da instituição mencionada no art. 1º e às empresas prestadoras de serviços a terceiros, mediante linguagem clara, acessível e em nível de detalhamento compatível com as funções desempenhadas e com a sensibilidade das informações.
Art. 5o As instituições mencionadas no art. 1º devem divulgar ao público resumo contendo as linhas gerais da política de segurança cibernética.
Item 130. (...) Para manter a Segurança Cibernética, o Participante deve, no mínimo, manter controles para:
130.1.2. programas de conscientização e treinamento aos colaboradores e Prepostos sobre segurança das informações;
Instrução CVM 505, de 27/09/2011 - mega atualizada pela Instrução CVM 612, de 21/08/2019

Art. 35-D. O intermediário deve desenvolver política de segurança da informação abrangendo:
§ 2o A política de segurança da informação deve:
III – prever a periodicidade com que funcionários, prepostos e prestadores de serviços serão treinados quanto aos procedimentos previstos nos arts. 35-E e 35-F e quanto ao programa de segurança cibernética.
§ 3o O intermediário pode:
I – restringir o treinamento quanto aos procedimentos previstos nos arts. 35-E e 35-F apenas aos funcionários, prepostos e prestadores de serviços que tenham acesso a dados e informações sensíveis; e
II – deixar de aplicar treinamento quanto aos procedimentos previstos nos arts. 35-E e 35-F aos prestadores de serviço que tenham acesso a dados e informações sensíveis, caso conclua que o prestador de serviço possui procedimentos de segurança da informação e de treinamento adequados e compatíveis com suas políticas.
Art. 35-G. O intermediário deve manter em sua página na rede mundial de computadores orientações para seus clientes sobre suas principais práticas de segurança das informações, abordando, no mínimo:
I – práticas adotadas pelo intermediário quanto: a) aos controles de acesso lógico aplicados aos clientes; e b) à proteção da confidencialidade dos dados cadastrais, operações e posição de custódia de seus clientes; e
II – cuidados a serem tomados pelos clientes com a segurança cibernética no acesso aos sistemas providos pelo intermediário.
Parágrafo único. A divulgação de que trata o caput deve ser feita de forma resumida, em linguagem clara e acessível, e com nível de detalhamento compatível com a sensibilidade das informações.
Instrução CVM 558, de 26/03/2015
Art. 21. O administrador de carteiras de valores mobiliários, pessoa jurídica, deve estabelecer mecanismos para:
III – implantar e manter programa de treinamento de administradores, empregados e colaboradores que tenham acesso a informações confidenciais, participem de processo de decisão de investimento ou participem de processo de distribuição de cotas de fundos de investimento.
BSM - Roteiro de Testes da Auditoria Operacional de 2020 - Tecnologia da Informação
1.3) Divulgação da PSI
Por meio da relação de colaboradores (itens 1 e 3) e tendo como base o processo de divulgação da PSI definido pelo Participante, obter evidência da difusão da PSI entre os colaboradores e prepostos. Caso seja aplicável, selecionar amostra e avaliar se os funcionários, estagiários e prepostos estão aderentes ao controle que garante a ciência e cumprimento da PSI (item 18).
1.4) Programa de Conscientização
O Participante deve elaborar programa de conscientização e/ou capacitação com treinamentos que envolvam aspectos de segurança das informações aos colaboradores e prestadores de serviços. Fazem parte desse programa de conscientização os mecanismos para disseminação da cultura de segurança das informações no Participante, mencionados no item 1.2 desse roteiro de testes.
1.5.1) Avaliação do Programa de Conscientização
Obter do Participante o Programa de Conscientização de Segurança das informações (Políticas e Procedimentos – item 80) e avaliar:
a) Abrangência: Avaliar se o programa abrange colaboradores, prepostos e prestadores de serviços;
b) Frequência: Avaliar se o programa possui frequência mínima anual.
c) Aplicação: Avaliar se o programa contempla treinamentos e/ou testes sobre o cumprimento da política de segurança das informações, de que são exemplos: palestras, workshop, teste de phishing, quiz.
d) A aplicação de treinamentos por meio phishing (tentativa de adquirir informações disfarçando-se de uma fonte confiável em uma comunicação eletrônica), spam (envio de mensagens não solicitadas em massa) e e-mails fraudulentos (mensagens solicitando informações pessoais ou de responsabilidade do Participante) são exemplos de testes para determinar o nível de conscientização, no entanto, devem ser aplicados e geridos de forma controlada pelo Participante para não causar problemas de privacidade em caso de gestão inadequada.
e) Medição da aderência: Avaliar se o programa possui processo para avaliação dos resultados sobre a aderência ao programa aplicado aos colaboradores, prepostos e prestadores de serviços, contendo planos de ação para os resultados obtidos. São exemplos dessa medição: Resultado das provas ou questionários aplicados para medir a conscientização ao final dos treinamentos e plano de ação para colaboradores/prepostos que não atingiram o nível de conscientização mínima esperada.
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) - Guia de Cibersegurança (06/12/2017) (versão em inglês)
5 – Reciclagem e revisão
3. As instituições devem promover e disseminar a cultura de segurança com a criação de canais de comunicação internos que sejam eficientes para divulgar o programa de segurança cibernética, assim como conscientizar sobre os riscos e as práticas de segurança, dar treinamentos e repassar novas orientações.
4. Iniciativas como a definição e manutenção de indicadores de desempenho (key performance indicators) podem corroborar a conscientização e o envolvimento da alta administração e dos demais órgãos da instituição.
5. Como parte dos mecanismos para conscientização sobre o assunto, é importante a criação de uma política de uso adequado da estrutura tecnológica da instituição, de forma independente ou como parte de um documento mais abrangente.
Deve-se orientar usuários a ter atenção especial antes de clicar em links recebidos, mesmo vindos de pessoas conhecidas. Este é um dos principais vetores atuais de invasão.
FEBRABAN - Normativo SARB 25 (20/12/2021)

SEÇÃO IV - Ações educativas dos quadros funcionais
Art. 14 As Signatárias disponibilizarão treinamento, instrução ou capacitação a seus colaboradores e administradores, a respeito da proteção dos Dados Pessoais e privacidade, de acordo com o risco envolvido em suas atividades.
Parágrafo único. As Signatárias podem utilizar treinamento que eventualmente venha a ser desenvolvido pela FEBRABAN ou por terceiros que contenha, no mínimo, os principais aspectos previstos na LGPD.

Eu esqueci de alguma regulamentação relevante? Comente aí.

PS: Post atualizado em 23/06 e também em 27/04/2021. Atualizado em 12/08/2021, 10/02/2022 e 21/10/2022. Atualizado em 18/03/2024 e em, 27/01/2026.

abril 16, 2020

[Segurança] Conscientização sobre ameaças relacionadas a Pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus e a necessidade de isolamento social, além de migras seus funcionários para o regime de home office, as empresas foram obrigadas a desenvolver ações de conscientização específicas

Do dia para a noite, muitas empresas tiveram que adaptar sua estrutura de tecnologia e repensar a gestão de suas equipes por conta da obrigatoriedade do isolamento social. Para apoiar adequadamente seus funcionários nesse tempo difícil, as empresas podem realizar ações para fornecer orientações e dicas relacionados aos cuidados básicos de saúde, reforçar a necessidade de cuidados de segurança e, principalmente, orientar seus colaboradores sobre as boas práticas, riscos e cuidados específicos ao trabalhar em casa.

Por tabela, as iniciativas de conscientização de segurança também precisaram ser revistas. Precisamos focar em assuntos relacionados ao trabalho remoto, e várias ações tradicionais de conscientização perderam o sentido, tais como uso de posters educativos, ronda de mesa limpa e brigar contra os eternos post-its com senha. Afinal, os colaboradores não estão mais no escritório e essas ações não tem mais utilidade.

Por isso, eu tenho algumas sugestões:
  • Sempre buscar apoio e alinhar as ações com os times de RH, Marketing, Tecnologia e Jurídico;
  • Como os usuários estão remotos, é necessário focar as ações no uso de mídias digitais, tais como documentos, artigos, memes, infográficos, palestras e vídeos distribuídos por e-mail, intranet, aplicativos de comunicação e redes sociais;
  • É importante compartira material sobre cuidados básicos de saúde e prevenção contra o vírus do COVID-19;
  • Focar as ações de conscientização em temas relacionados as fake news, aos ciber ataques que exploram o tema do COVID-19 e nos cuidados e dicas sobre home office e trabalho remoto;
  • Sobre os riscos de ciber ataques, devemos reforçar os cuidados contra mensagens de phishing, o bom uso de senhas e uso de segundo fator de autenticação;
  • O combate as fake news passa pela educação na importância de uma leitura crítica e usar fontes confiáveis de informação (como o site do Ministério da Saúde e da OMS e portais de notícia conhecidos) e a consulta em sites que combatem fake news (por exemplo, Boatos.org e E-farsas.com). O próprio ministério da saúde criou uma página com informações sobre fake news e um app sobre o COVID-19 para iOS e Android;
  • Sobre o home office, temos muitos temas para trabalhar, incluindo cuidados com a infra-estrutura no ambiente doméstico (isolamento do espaço, conforto e ergonomia), boas práticas (por exemplo, sobre comunicação com o time, gestão de tempo e tarefas, etiqueta em videoconferências, etc) e, claro, os riscos e cuidados de segurança para o home office (infra da rede doméstica, uso de computador pessoal x trabalho, cuidado com conversas confidenciais, etc).
  

Recentemente, realizei uma apresentação compartilhando um pouquinho da minha experiência com isso, e o material está disponível no slideshare.


A boa notícia é que existe muito material disponível online e gratuitamente, pois várias empresas e comunidades estão se mobilizando para compartilhar material e ferramentas de apoio nos esforços de conscientização.
Aqui no Blog tenho vários posts sobre o assunto, vale a pena dar uma olhada nos artigos abaixo, que publiquei recentemente:
OBS: Eu criei uma página para centralizar algumas informações e links importantes sobre a pandemia do Coronavírus (COVID-19).

PS: Post atualizado em 23/04 e 07/05.

outubro 26, 2022

[Segurança] Dicas rápidas para construir uma campanha de conscientização

As ações tradicionais de conscientização estão mortas! Nos tempos atuais, aonde parte da força de trabalho pode estar remota (graças a adoção do home office e trabalho híbrido em várias empresas), as campanhas tradicionalmente realizadas no ambiente de escritório – como posts, banners e ações teatrais – não funcionam mais para todos os colaboradores. Por isso mesmo, precisamos pensar em novas formas de atrair a atenção dos funcionários e adequar nossa comunicação para o público atual. 

Mas não se apresse... antes de mais nada, lembre-se que para ter um programa de conscientização eficaz, você precisa de muito planejamento, de uma estratégia clara, de ter ações contínuas e, principalmente, apoio da alta gestão. Conscientização é muito mais do que fazer um treinamento anual e realizar testes de phishing periodicamente.

Eu juntei aqui algumas dicas e sugestões simples para construir uma campanha de conscientização na sua empresa, pensando nos desafios atuais para criar uma comunicação que possa atingir e engajar os colaboradores.
  • Ser curto, claro e objetivo, indicar os riscos e recomendações;
    • As mensagens tem que ser curtas e simples, ninguém mais tem tempo para ler um artigo na Intranet e visitar 5 sites na referência. Assistir um treinamento online de 1 hora de duração é quase impossível! Sua mensagem tem que caber numa sequencia de tweets, pois atualmente as pessoas querem consumir conteúdos curtos e objetivos, sem tempo nem paciência para ver um vídeo de 10 minutos, que seja;
    • Prefira "micro treinamentos" (treinamentos curtos e sobre temas específicos) do que treinamentos longos. Os treinamentos tradicionais, longos e com agenda repleta de assuntos, abordam tantos temas que as as pessoas acabam não absorvendo todos o conteúdo;
  • Ser algo prático e aplicável no dia-a-dia
    • Melhor ainda se for algo que o usuário conecta com sua vida pessoal (por exemplo, ao falar sobre 2FA/MFA, lembrar o usuário de colocar senha no seu WhatsApp pessoal);
  • Traga exemplos reais de ciber ataques e suas consequências. Há centenas de exemplos na mídia, então aproveite e escolha um ou dois relacionados ao seu segmento de atuação ou ao dia-a-dia dos usuários (ex, vazamento de dados em uma rede social ou site conhecido) e que tenham impacto marcante. Traga também exemplos internos, por exemplo, mensagens reais de phishing recebida pelos usuários;
  • Seja divertido, pois o bom humor chama mais a atenção e facilita a retenção da mensagem. Use memes, charges, vídeos engraçados. Faça desafios e perguntas descontraídas para a audiência (o Kahoot! e o Mentimeter são ferramentas que podem facilitar sua interação com a platéia);
  • A comunicação tem que ser multi-canal, pois cada pessoa tem seu canal de comunicação preferido. Isso inclui e-mails, posts na intranet, mensagens no aplicativo de comunicação corporativa (por exemplo, se você tiver um canal de avisos de segurança), posts nas redes sociais, imagens nas TVs do escritório, etc.
    • Nenhum canal vai atingir a maioria dos colaboradores, e sempre vai ter gente que não vai ver nenhum deles;
    • A comunicação deve ser sincronizada em todos esses canais (em série ou paralelo, de acordo com a necessidade);
    • A comunicação deve utilizar múltiplas formas e linguagens, desde um texto simples, um “tweet”, vídeos, treinamentos curtos ou longos, questionários e desafios (quiz), etc.
  • Segmente a campanha para cada público alvo. Há ações que se aplicam para toda a empresa, mas também devemos prever ações para times específicos, de acordo com suas necessidades e conhecimentos específicos. Por exemplo, o time de desenvolvimento deve receber treinamentos sobre práticas de desenvolvimento seguro e podem gostar de uma atividade do tipo "Capture The Flag" (CTF). O time de facilites, principalmente as recepcionistas e seguranças, devem receber treinamento sobre engenharia social. E por aí vai, levante as necessidades de cada time;
  • Insira o tema segurança na rotina de trabalho das pessoas. Planeje ações junto com a rotina de trabalho dos times específicos, pois atualmente as pessoas estão tão atarefadas que resistem a ter que realizar treinamentos ou assistir reuniões não relacionados diretamente com suas atividades. Uma ótima dica é incluir conteúdo de segurança nos encontros e treinamentos dos outros times - como abrir 5 ou 10 minutos para você nas reuniões periódicas dos times. Assim é mais fácil ter a atenção do pessoal;
  • Leve a segurança também para o dia-a-dia do colaborador e sua família! Assim, o funcionário consegue associar suas atitudes a benefícios palpáveis para ele mesmo, e para atividades de sua rotina. Por exemplo, muitas empresas criam suas cartilhas de segurança para resumir as políticas, regras e orientações da empresa. Mas, que tal fazer uma versão com dicas para a família e amigos? Ao fazer uma campanha sobre uso de MFA (múltiplos fatores de autenticação) na VPN, por exemplo, inclua dicas de como ativar o MFA nas contas nas redes sociais, e sua importância;
  • Não deve ser “punitivo”, pois todos erram. A sua campanha deve ter um tom positivo e focar no lado educacional;
  • O apoio do time executivo é fundamental para mostrar a relevância do tema. por exemplo, quando o executivo convida o pessoal para os treinamentos, quando está presente nos treinamentos ou ações junto com os demais colaboradores, ou quando compartilha um depoimento sobre a importância da segurança para o negócio.
Além disso, duas estratégias muito comuns de conscientização hoje em dia, com sucesso, são o uso de gamificação e programas de "Security Champions".

Lembre-se: crie métricas para avaliar a eficácia e a maturidade do seu programa de conscientização.

O pessoal da IBLISS fez, recentemente, uma live sobre Conscientização com 4 profissionais excelentes da área, vale muito a pena assistir.


No dia 24/10/2022 eu apresentei uma palestra no GTS 37 sobre os "Desafios para construir uma cultura e conscientização em Segurança". O vídeo está disponível online:



Para saber mais:

setembro 10, 2026

[Segurança] Dicas para o Mês da Conscientização

Outubro é o tradicional Mês da Conscientização em Cibersegurança. Independente de você ter um programa de cultura e conscientização estruturado ou não, Outubro é o mês em que costumamos reforçar, junto aos nossos colaboradores, os principais cuidados de segurança para o dia-a-dia.

Devido à importância desse período e da grande adoção por várias empresas, quero compartilhar algumas dicas práticas, fruto da minha experiência profissional nessa área:
  • Escolha os Temas: Falar de phishing e cuidado com senhas é o arroz-com-feijão. Mas vale muito a pena incluir assuntos recentes e que a empresa ache relevante. Converse com seu time de CTI e de prevenção a fraudes para identificar os golpes e ameaças mais frequentes relacionados ao seu negício. Traga assuntos que são notícia. Traga novidades.
    • Uma dica que é compartilhada em todo o mercado: use exemplos associados ao dia-a-dia das pessoas, para trazer maior engajamento;
    • Defina alguns temas mais relevantes. Foque em 3 ou 4 temas para a sua campanha, no máximo. Não adianta querer abranger todos os assuntos referentes ao universo da cibersegurança. Aborde, por exemplo, Phishing, Senhas e mais dois temas que sejam relevantes para a sua empresa ou para o momento em que vocês estão passando. Por exemplo, foque em falar de algumas fraudes mais comuns, ou Privacidade, ou se, sua empresa estiver passando por uma fase de auditoria ou certificação, escolha um tema relevante dentro desse processo. Uma vez escolhido esses temas principais, crie atividades específicas e distribua elas no decorrer do mês. Você pode optar, por exemplo, falar de um desses temas por semana, ou intercalar eles em dias distintos.
  • Seja criativo: Pense em abordagens além do tradicional. Em.vez de um treinamento online de 1 hora, traga palestras ao vivo mais curtas, vídeos curtos com "pílulas", desafios gamificados, etc. Você pode trazer depoimentos de pessoas, por exemplo. Cartilhas e peças de teatro continuam em alta, mas você pode buscar outras formas de atingir o público-alvo;
  • Tenha vários públicos, e adapte a sua mensagem para cada um deles. Lembre-se que a empresa possui pessoas de times diferentes, formações distintas e de diversas gerações, e a sua mensagem deve atingir todos os públicos, não é? Pense em pequenas adaptações e canais diferentes que atendam cada recorte do público. A linguagem do material para o corpo diretivo é diferente da linguagem do público de TI, que é diferente do usuário final. Adapte-se!
  • Adote múltiplos canais de comunicação: e-mail, whatsapp, redes sociais, intranet, vídeos, gamificação, etc. Não existe um único canal de comunicação que vá fazer a sua mensagem chegar a 100% dos colaboradores. Alguns lêem todos os e-mails, outros raramente o fazem, alguns nunca viram a intranet da empresa, os trabalhadores remotos não vão ver o cartaz na sala do café. Use vários canais, com a mensagem adaptada a cada um deles;
  • Seja alegre, divertido. De chato, já basta a vida, rs. Não use uma mensagem assustadora, nem corporativa demais. Bom humor traz um engajamento maior. Pesquise memes na Internet, por exemplo, use vídeos do Porta dos Fundos ou outros comediantes. Gamificação também é uma ótima estratégia para atrair a atenção dos funcionários (mas nem todo mundo vai engajar, lembre-se que não existe uma "bala de prata" para atingir 100% do público). Traga exemplos do dia-a-dia, em tom leve, não assustador, e jamais ameaçador (não fale de punições);
  • Leve a conscientização para o dia-a-dia dos colaboradores: A mensagem é melhor aceita e assimilada se fizer parte da rotina das pessoas. Por exemplo, peça 15 minutos para falar na reunião periódica de cada um dos times e leve uma mensagem curta e direcionada. Aborte um tema relacionado ao dia-a-dia (por exemplo, fale de jurisprudência para o time Jurídico, de propriedade intelectual para o Marketing, de OWASP para o time de DEV, etc). Que tal uma seção de dúvidas com o time de segurança, onde todos podem fazer perguntas?
  • Distribua as atividades no decorrer do mês. Ao invés de fazer uma única ação em um dia, faça diversas ações no decorrer do mês, variando o tema, formato e o público. Você pode montar um calendário de atividades,.
    • Que tal realizar atividades de conscientização de segurança associadas ao dia da criança (12/10), dia dos professores (15/10) e/ou ao Ada Lovelace Day (segunda terça-feira do mês)?
  • Não deixe o orçamento (ou falta dele) te limitar: Ótimo se você tiver um orçamento polpudo, o que lhe permite contratar empresas especializadas para ajudar na elaboração e execução de suas campanhas. Mas, se você fizer parte da maioria das empresas que tem pouco ou nenhum recurso financeiro destinado para investir com conscientização e ninguém dedicado para isso, não se preocupe: é possível fazer muita coisa legal com pouco (ou nenhum) gasto. Por exemplo:
    • Peça ajuda de colegas ou de seus fornecedores de cibersegurança para realizar palestras internas;
    • Use material gratuito já disponibilizado por muita gente, como por exemplo as excelentes cartilhas do Cert.br (que, inclusive, tem versões em vídeos);
    • Algumas entidades e empresas de conscientização (como a Knowbe4) disponibilizam material gratuito nesse período, use-os ou aproveite eles como inspiração para criar os seus;
    • Peça brindes com o seu time de marketing, para sortear entre quem participar das atividades.
 

setembro 12, 2024

[Segurança] Kits de apoio para o Mês da Conscientização

Tradicionalmente a comunidade de segurança adotou Outubro como o "mês da conscientização em cibersegurança".

A CISA (Cybersecurity & Infrastructure Security Agency) acabou de anunciar que o seu "Kit de Ferramentas para o Mês de Conscientização sobre Segurança Cibernética de 2024" já está disponível para download! Ele foi desenvolvido em colaboração com a National Cybersecurity Alliance (NCA) e com feedbacks recebidos de parceiros.

Esses materiais enfatizam o tema adotado pela CISA para o mês de conscientização sobre segurança cibernética, "Proteja nosso Mundo" ("Secure Our World", na versão original, em inglês), e reforçam os quatro temas principais:
  • Use senhas fortes e um gerenciador de senhas
  • Ative a autenticação multifator (MFA)
  • Reconheça e denuncie phishing
  • Atualize o software

As organizações podem usar esses materiais gratuitos para criar suas próprias campanhas de conscientização. O material está disponibilizado apenas em inglês, mas ele pode ser adaptado para suas necessidades, ou servir de inspiração para a empresa criar sua própria campanha.

Há vários recursos que fazem parte do kit disponibilizado pela CISA, incluindo dicas sobre como se manter seguro on-line ao usar IA, como relatar crimes cibernéticos e criar cidadãos digitais, bem como quebra-cabeças, "bingo cards" e vários pôsteres.

  

Para saber mais sobre o Mês de Conscientização sobre Segurança Cibernética,veja o material abaixo:


Aproveite esse material gratuito para planejar as ações de conscientização na sua empresa :)

junho 07, 2018

[Segurança] Boas práticas no seu Programa de Conscientização

O pessoal do Sans Institute divulgou seu relatório anual sobre boas práticas em programas de coscientização para empresas, o "2018 SANS Security Awareness Report".

O relatório traz dados de cerca de 1700 profissionais sobre seus programas de conscientização de segurança de todo o mundo, para identificar e avaliar como essas organizações estão gerenciando seus riscos humanos.

O relatório define 5 estágios de maturidade para o programa de conscientização: não existente, focado em atender necessidades de compliance, programas que promovem uma mudança no comportamento, aqueles que promovem uma mudança cultural na empresa, e por fim, os programas maduros o suficiente a ponto de possuir métricas para medir a sua eficiência.



Com 38 páginas, ele traz alguns dados interessantes, tais como:
  • 53% dos entrevistados relatou que seus programas se encaixam na categoria  de maturidade intermediária, “Promoting Awareness & Behavior Change”, e seu programa de conscientização se concentra nos problemas de maior risco de sua organização;
  • 85% dos profissionais de conscientização relatam que seu trabalho tem um impacto positivo na segurança da organização;
  • Mais de 80% dos entrevistados relataram gastar menos da metade do tempo dedicado a programas de conscientização e a maioria das organizações classifica a conscientização de segurança como um trabalho de dedicação parcial;
  • Os programas de maior maturidade dedicam um tempo equivalente a se tivessem 3,67 empregados dedicados a ele.
O mais legal de tudo isso, na verdade, é que para cada uma das estatísticas apresentadas pelo relatório, também são indicadas algumas ações recomendadas para melhoria.

Tem um pequeno vídeo sobre o relatório:


O relatório pode ser baixado gratuitamente no site do SANS Institute.

outubro 02, 2026

[Segurança] Não facilite para eles!

Este é o tema do Mês de Conscientização sobre Segurança Cibernética, escolhido pela National Cybersecurity Alliance: Não facilite para eles.

O site da campanha destaca um texto bem legal, que vou reproduzir aqui:
"Manter-se seguro online não se trata de tomar uma decisão perfeita. Trata-se de criar hábitos e repeti-los consistentemente nos pequenos momentos do dia a dia. Ao fazer isso, todos nós podemos complicar a vida dos cibercriminosos. Pequenas ações fazem uma grande diferença."
Eles trazem quatro recomendações claras e objetivas que qualquer pessoa pode adotar para reforçar sua segurança online:
  • Use senhas fortes e um gerenciador de senhas;
  • Ative a autenticação de múltiplos fatores;
  • Reconheça e denuncie os golpes;
  • Atualize seus softwares.
No site deles você pode também se cadastrar para baixar um kit gratuito de materiais de conscientização (datasheet, posters, artes para redes sociais e Instagram).


O Mês de Conscientização sobre Segurança Cibernética é uma iniciativa global que ocorre todo mês de outubro para aumentar a conscientização sobre a segurança online e capacitar indivíduos e empresas a se protegerem contra o cibercrime.

Para saber mais:

outubro 26, 2006

[segurança] Conscientização de Usuários


Um dos aspectos mais importantes de um programa de segurança corporativo é, justamente, obter a conscientização e comprometimento dos usuários. Os usuários finais são os alvos mais fáceis de ataques, devido a pouca informação que normalmente possuem sobre tecnologia e os riscos de segurança existentes.

Atualmente existem várias empresas e ferramentas que auxiliam na elaboração e implantação de um plano de conscientização (em inglês, "security awareness"). Isto deve envolver treinamentos, palestras e campanhas periódicas, porém com o cuidado de não serem repetitivas nem perderem o descrédito junto aos usuários.

Nesse segmento, há algumas companias e soluções que acredito que merecem um destaque, tais como:
  • Existe um screensaver gratuito, bem simples, mas que pode ser customizado em www.code.ae/projects/scr (vi essa dica no blog do amigo Wagner Elias)
  • No site da empresa Security Awareness Inc. também tem muito material de conscientização bem feito. Embora seja em inglês, acho que vale a pena dar uma olhada no screensaver demo deles ("free demo version") e nos modelos de posters e banners (como o utilizado aqui) como fonte de inspiração. Visite também a página com os ítens gratuitos ("freebies").
  • Uma opção nacional de screensaver de segurança é o safeboard
  • Eu mesmo já utilizei o gibi de segurança da "Qualidade em Quadrinhos"


Além das citadas acima, existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para manter uma comunicação e conscientização com os usuários, tais como:
  • Intranet de Segurança (acho importante como repositório de informações e para consulta)
  • pop-ups na Intranet para chamar a atenção para campanhas
  • banners na intranet
  • bulletin boards, para permitir a troca de idéias e informações
  • blogs
  • mailing interno, periódico, divulgando novidades, cuidados e notícias
  • meio de canal (e-mail ou formulário web) para receber reclamações, dúvidas, etc
  • padronizar fundo de tela e/ou screensavers dos computadores
  • material de campanha tradicional, tal como posters, brindes, adesivos, mouse pad, etc


Também é comum ver empresas criando campanhas como "Dia da Segurança", "Dia do [Anti-]Vírus", etc.

O importante é saber que cada ferramenta de comunicação tem um enfoque diferente e nenhum deles deve ser usado em demasia, caso contrário o usuário passa a se aborrecer e ignorá-lo. O ideal é criar um planejamento estratégico das ações de conscientização e definir uma mensagem diferente para ser comunidada por cada meio, com um intervalo de um ou dois meses entre cada ação.

Por exemplo, num mês você divulga sua política por mailing e pop-up, noutro mês faz a campanha do dia internacional de segurança com banner na intranet, etc...

Há um material muito bom do NIST, de 2003, chamado "Building an Information Technology Security Awareness and Training Program" e deve servir de referência para quem deseja elaborar um plano de conscientização de segurança. Eles também possuem uma página específica sobre "Awareness, Training & Education" que vale a visita.

outubro 03, 2022

[Segurança] Começa o mês de conscientização em segurança

Outubro normalmente é considerado o “mês da segurança”, um mês dedicado para as empresas realizarem campanhas e ações de conscientização sobre os riscos cibernéticos, fraudes online e boas práticas de proteção.

Por ser uma prática seguida por várias empresas e países há vários anos, é muito fácil encontrar documentos e informações de apoio para realizar campanhas nesse período – um material rico que pode te ajudar a construir suas ações de conscientização.

Vamos então aproveitar que estamos o início do mês e arregaçar as mangas!

Veja alguns materiais legais, que podem servir de inspiração e trazer idéias de como organizar as suas ações de conscientização:
  • Todo ano a KnowBe4 compartilha um kit de conscientização, bem completo com vídeos, whitepapers, posters, etc, focados em 4 temas sugeridos: segurança no trabalho, phishing, engenharia social e segurança em casa. Também oferecem um mini jogo online e interativo. Eu acho bem legal, também, um quadro em que eles sugerem um "calendário de ações" para o mês;
  • A Proofpoint disponibilizou um kit de materiais (templates de e-mail, vídeos e folhetos) divididos em 4 temas a serem trabalhados em cada semana de Outubro: autenticação de múltiplos fatores, senhas, atualização de software e phishing.
Vários outros sites também promovem o mês da segurança e disponibilizam conteúdo para a comunidade:
Em comum, a maioria das organizações abordam os temas de senhas, uso de múltiplo fator de autenticação (MFA) e phishing.

Spoiler: aqui no Brasil, a Febraban vai promover a Semana de Segurança Digital, de 24 a 28/10, para realizar diversas campanhas de conscientização junto com os principais bancos. Fique atento a hashtag #SemanaDaSegurançaDigital.

Veja também:
#CyberSecMonth #BeCyberSmart #Choose2BeSafeOnline #ThinkB4UClick #SemanaDaSegurançaDigital

setembro 24, 2025

[Segurança] Preparativos para o Mês De Conscientização Sobre Cibersegurança

Outubro é tradicionalmente considerado o "Mês De Conscientização Sobre Cibersegurança", uma tradição de mais de uma década. Essa é uma iniciativa global, com o objetivo de fomentar ações de conscientização para usuários finais sobre segurança online e capacitar indivíduos e empresas a se protegerem contra as principais ameaças cibernéticas.

E, o melhor de tudo: por ser uma iniciativa tão tradicional no nosso mercado, tem muito material gratuito disponível!!!

A principal referência global é o portal Stay Safe Online da National Cybersecurity Alliance, mas uma busca rápida no Google vai te trazer muita informação e muitas referências sobre o tema, além de material disponível gratuitamente por diversas organizações e empresas.

Nesse ano a National Cybersecurity Alliance sugere o tema "Fique Seguro Online", cobrindo formas simples de proteger você, sua família e seu negócio contra ameaças online. Acreditando que pequenas ações podem fazer uma grande diferença, eles decidiram focar em 4 Fundamentos, passos fáceis que qualquer um pode dar para aumentar sua segurança online:

  • Usar senhas fortes e um gerenciador de senhas
  • Ativar a autenticação multifator
  • Reconhecer e denunciar fraudes
  • Atualizar o seu software.

O pessoal da Knowbe4 sempre compartilha gratuitamente um kit básico de conscientização, com muita coisa legal, incluindo posters, vídeos, guias, templates para diversos materiais e um modelo de planejamento de campanhas para todo o mês. Essa é a minha referência preferida, principalmente por conta desse planejamento sugerido, com ações diferentes para cada dia e cada semana de Outubro. Nesse ano, além desse material mais tradicional, eles criaram um conjunto de 4 cartas batizado de "Arcade Villain", que representam os 4 principais "vilões" associados aos temas da campanha desse ano.


O pessoal do Cert.br, Nic.br e do portal Internet Segura também tem muita coisa legal, incluindo dois materiais novos, lançados recentemente, que podem ser usados em campanhas nesse ano, e eu super recomendo!!
  • Ransomware: Como se Proteger - Novo material sobre prevenção de ataques de ransomware. Eles oferecem cartilha e infográficos para entender como funcionam os ataques de Ransomware e que trazem recomendações sobre como proteger sua rede, e como detectar e responder aos ataques;
  • Passatempos para Crianças - Confira a nova versão da cartilha e os jogos, incluindo dominó, jogo da memória e dois jogos de tabuleiro sobre Segurança Online e sobre Comportamento Seguro, que envolve as crianças em uma rápida aventura lúdica, com dicas para a aumentar a segurança online!
  • Vídeos Cidadão na Rede - vários vídeos educativos sobre temas variados, desde privacidade até seguança, infostealers, NFC, etc.
Claro que podemos usar todo essa material acima, mas o mais legal na minha opinião é ter isso tudo como fonte de inspiração para você criar as suas próprias campanhas. Por exemplo, use o template de planejamento da Knowbe4 para programar as suas ações de forma coesa!

Tá sem tempo ou sem orçamento? Não se preocupe, mergulhe nesse material gratuito e faça várias campanhas legais nesse Outubro!!!

Para saber mais:

PS: Post atualizuado em 30/09.

setembro 30, 2019

[Segurança] Cyber Security Awareness Month

Outubro é normalmente considerado o mês para conscientização de segurança, o "Cyber Security Awareness Month" um período do ano em que muitas empresas ao redor do mundo aproveitam para realizar ações de conscientização para seus clientes e funcionários sobre segurança online e proteção contra fraude.

Essa é uma tradição muito comum nas empresas e agências de governo nos EUA e em vários países europeus. O pessoal do Department of Homeland Security, por exemplo, tem uma página sobre essa data, assim como o CERT-US, com um hotsite bem completo, com  materiais de conscientização disponíveis online, e também oferece um "toolkit" que detalha várias sugestões e dicas de como realizar ações de conscientização e temas a serem abordados durante o mês.

Nos EUA, as campanhas de conscientização deste ano estão sendo coordenadas para utilizar as hashtags #BeCyberSmart e #CyberAware.


Vamos aproveitar o embalo e fazer algumas ações de conscientização nas nossas empresas? Escolha um dia, ou uma semana de Outubro, e foque em realizar algumas ações, tais como palestras, workshops, jogos, brindes, etc.

Para saber mais e pegar várias idéias e conteúdos legais:

setembro 17, 2021

[Segurança] Preparativos para o Mês da Conscientização em Segurança

Outubro é considerado o mês da conscientização em segurança ("Security awareness month"), uma data escolhida para incentivar as empresas a concentrarem suas ações de conscientização.

Há muito material disponível gratuitamente para apoiar essas ações, e não por coincidência, diversas entidades e empresas compartilham mais dicas de materiais nesse mês.

O pessoal da Knowbe4 disponibilizou um kit de conscientização, com diversos template, postes e infográficos.


Eu achei legal que eles proposta um calendário de ações, aonde em cada semana teria um tema principal e seriam divulgados um infográfico, um vídeo, um pôster e um sumário de dicas para cada tema. Acho legal ter esse tipo de planejamento para dar coerência ao programa de conscientização.

Veja também:

abril 11, 2007

[Segurança] Material da Microsoft para Conscientização

O Eduardo Vianna de Camargo Neves enviou recentemente uma notícia muito interessante na lista CISSP-BR, sobre a Microsoft ter lançado um material muito completo sobre conscientização de segurança ("Security Awareness").

O material disponibilizado gratuitamente pela Microsoft foi batizado de "Security Awareness Program Development Guidance". Ele inclui várias dicas sobre como criar seu plano de conscientização para os usuários, além de algumas apresentações sobre o assunto (incluindo algumas sobre Risk Management, Controles e Incident Response), whitepapers, exemplos de folhetos, posters e vídeos de excelente qualidade.

O download do arquivo .zip com esse material é feito através do site de Security Awareness da Microsoft. O arquivo tem 120MB com as apresentações, vídeos e templates sobre conscientização de segurança.
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