agosto 06, 2019

[Segurança] A origem do Phishing

Em um artigo no blog da Axur, sobre um infográfico sobre Phishing (veja meu comentário no blog sobre ele), eles contam como foi a origem desse ataque. Segue uma transcrição:
O phishing nasceu na década de 90 e o termo foi criado por criminosos que, naquela época, utilizavam uma ferramenta conhecida como AOHell para roubar credenciais de usuários da America Online (AOL). Essas contas – que quase sempre vinham acompanhadas de números de cartões de crédito – eram posteriormente negociadas e trocadas por softwares de hacking ou programas pirateados.

Usando a AOHell, os golpistas se passavam por funcionários da AOL e pediam as senhas das vítimas, geralmente sob o pretexto de “verificar a sua conta” ou “atualizar informações de cobrança”. Visto que tais armadilhas não eram comuns naquela época, os criminosos invariavelmente tinham sucesso.

A “moda” pegou e muitos criminosos começaram a usar a técnica fora da AOL para obter informações preciosas e lesar internautas desavisados. Hoje, o phishing já é um dos maiores problemas para o mercado global de segurança digital – ao longo de 2018, foram registradas mais de 1 milhão de notificações de e-mails ou mensagens com conteúdo malicioso ao redor do mundo inteiro.
Veja um screenshot do tal do AOHell:


O Scan Nigeriano é um dos golpes mais antigos, que remonta dos primórdios da Internet. E até hoje faz muitas vítimas. Consiste em um pedido de ajuda (originalmente em nome de um rei ou príncipe africano), que busca uma alma caridosa para receber e repassar uma grande quantidade de dinheiro - em troca de uma generosa porcentagem. Esse golpe também é conhecido como "419 fraud".

Para saber mais:

agosto 02, 2019

[Cyber Cultura] Você faz ideia do tamanho da pornografia na Internet?

Esse é um pequeno documentário de 7 minutos sobre a pornografia online. Muito bem feito, com uma linguagem leve e descontraída, ele descreve como a pornografia influênciou o crescimento da Internet e como ela representa uma indústria gigantesca.


Por exemplo, enquanto Hollywood produz mais de 600 filmes e fatura US$ 10 bilhões por ano, nesse mesmo período a indústria da pornografia online produz 13 mil filmes e fatura a bagatela de US$ 15 bilhões. Muitos outros dados e estatísticas foram tirados do site Pornhub. Ele recebeu o upload de 4 bilhões de vídeos em 2017, que demandariam 68 anos ininterruptos para serem vistos.

No final, ele acaba com um trecho da música “The Internet is for porn” rs...


julho 31, 2019

[Segurança] Stay Safe from Phishing and Scams

O pessoal do Google for Education fez um vídeo ben curtinho, e legal, sobre o que são as mensagens de Phishing e Scam que recebemos e como identificá-las:


Esse vídeo faz parte de uma iniciativa muuuuuito legal do Google, o "Curso de Cidadania Digital e Segurança", que aborda tópicos como segurança e privacidade na Internet, proteção contra phishing e golpes, e como gerenciar sua reputação on-line.

julho 29, 2019

[Segurança] Imagens de ataques a Caixas Eletrônicos

Eu achei algumas imagens animadas sobre ataques a caixas eletrônicos, que podem ser usadas para ilustrar ações de conscientização de usuários:


Criminosos atacando fisicamente alguns caixas eletrônicos:


Criminosos explodindo caixas eletrônicos, para roubar o dinheiro (veja aqui meu post no blog sobre esse assunto):


Um Caixa Eletrônico com frente falsa, identificado aqui no Brasil:


Essa imagem de um caixa eletrônico cuspindo dinheiro parece saído das palestras do Barnaby Jack:


Nos EUA, aonde o abastecimento de gasolina é feito pelo próprio cliente, o pagamento também é feito diretamente em uma leitora de cartões na bomba. Por isso, lá eles tem o problema dos "chupa cabras" (skimmers) nas bombas de gasolina:



Para descontrair um pouco, que tal mais algumas imagens engraçadas?

Um gato impedindo o uso do caixa eletrônico:


Beavis e o Butthead num caixa eletrônico:


Você já viu o Hulk tentando usar o caixa eletrônico?





julho 26, 2019

[Segurança] Os hackers russos do Moro (com memes)

Nesta semana fomos surpreendidos pelo anúncio da Operação Spoofing da Polícia Federal (PF), que prendeu quatro pessoas suspeitas de terem invadido o celular do ministro Sérgio Moro e de outras autoridades do Governo, supostamente associado ao vazamento para o site The Intercept das conversas do ministro no Telegram durante a Operação Lava Jato.


Um artigo do Altieres Rohr e do Thiago Lavado no G1 detalha o resultado da investigação da PF sobre que técnicas foram usadas para invadir as contas do Telegram.

O texto da decisão do juiz que autorizou a prisão temporária dos suspeitos descreve como foram as investigações que apontaram como eles acessaram o Telegram do Moro e outras vítimas através da interface Web do Telegram. Embora o acesso web ao Telegram exija uma autorização do usuário original, os suspeitos conseguiram obter o código de autenticação enviado pelo Telegram para o celular das vítimas de uma maneira bem simples: eles solicitaram a senha via chamada telefônica ao mesmo tempo em que fizeram diversas ligações para o telefone das vítimas para que a linha ficasse ocupada. Assim, a ligação automática do Telegram foi direcionada para a caixa postal do celular, e fazendo spoofing do número telefônico via um provedor de Voz sobre IP (VoIP) eles acessaram a caixa postal para recuperar o código.

Veja uma transcrição da decisão judicial, com um ótimo resumo do que a PF apurou:

De acordo com as investigações, os criminosos usaram o serviço de VoIP da empresa BRVoz para ligar para os celulares das vítimas utilizando o número telefônico da própria vítima. Assim conseguiram cair na caixa postal e escutar o código de acesso ao Telegram. O criminoso, então, ouviu a mensagem gravada com o código de acesso e conseguiu ativar o Telegram via Web.


Antes do anúncio da Operação Spoofing, muito se especulou sobre como foi feita a invasão na conta do Sérgio Moro e demais autoridades. Foi especulado que o ataque tinha sido realizado por hackers no Brasil, em especial em Santa Catarina, e no exterior, com o suposto envolvimento de agentes na Rússia e até em Dubai, nos Emirados Árabes.


Mas, segundo as notícias recentes, os supostos hackers russos calharam de ser, na realidade, quatro estelionatários (três homens e uma mulher) que vivem no interior de São Paulo, nas cidades de Araraquara e Ribeirão Preto. Foram cumpridas 11 ordens judiciais, das quais 7 de busca e apreensão e 4 de prisão temporária. Desnecessário dizer que isso virou piada, né?



Rapidamente alguns deles assumiram a autoria dos crimes.


Moral da história: nada de ciber ataques sofisticados de hackers russos! Os criminosos utilizaram um método incrivelmente simples para acessar o Telegram.


E a pior parte dessa história é que qualquer pessoa pode ser vítima desse método de ataque descrito pela PF.

Resumindo: desabilite a caixa postal do seu celular ou configure uma senha nela!

As caixas postais das linhas de celulares vem com uma senha padrão para cada empresa de telefonia, que é de conhecimento público. Além disso, ao ligar para a caixa postal do próprio número telefônico, ela não pede senha. Todas as operadoras brasileiras (Vivo, Claro, TIM, Oi e Nextel) permitem, por padrão, que você acesse sua caixa postal ao ligar para o seu próprio número, sem precisar informar a senha. Assim, fica fácil para um criminoso acessar a caixa postal de uma vítima!

Recentemente especialistas de segurança demonstraram na CCC e na Defcon que é possível realizar um ataque para adivinhar essas senhas das caixas postais de telefonia. É possível ver, no Youtube, a versão resumida e a versão completa da palestra "Compromising Online Accounts by Cracking Voicemail Systems", que o pesquisador espanhol Martin Vigo apresentou na Defcon 26.


Veja também um vídeo curtinho que ilustra esse ataque:


Adicionado em 29/07: A polícia rastreou como os criminosos tiveram acesso aos dados das autoridades. Segundo depoimento do Walter Delgatti Neto, atualmente sob custódia da Polícia Federal, começou invadindo o celular de um promotor local, que tinha acusado ele de tráfico de drogas. Assim, a partir da agenda dele no Telegram, o Walter Delgatti foi indo de autoridade em autoridade, até chegar no ministro Sérgio Moro.



Para saber mais:
OBS: Post atualizado em 29/07 para incluir mais alguns memes e o infográfico mostrando como foi a sequencia de invasões.

julho 24, 2019

[Geek] Os astronautas da Apollo 11 voltam a Terra

No dia 24 de julho de 1969 os astronautas da Apollo 11 voltaram a Terra, pousando no Oceano Pacífico. O Módulo de Comando Columbia ingressou na Terra e abriu seus paraquedas 16h44min UTC (13h44min em Brasília e 5h44min no horário local). A Columbia amerrissou (isto é, "pousou na água") sete minutos depois a 2 660 quilômetros ao leste da Ilha Wake, 380 quilômetros ao sul do Atol Johnston. Os helicópteros da Marinha Americana estavam de plantão e recolheram os astronautas, e o porta-aviões USS Hornet estava posicionado a 24 quilômetros de distância, aonde uma comitiva de políticos e oficiais americanos, incluindo o presidente Richard Nixon, aguardava os astronautas.


O helicóptero pousou no USS Hornet às 17h53min UTC, onde os astronautas caminharam nove metros até entrarem na Instalação de Quarentena Móvel, iniciando assim um período de 21 dias em quarentena, para evitar o risco de contaminação com alguma coisa que trouxessem da Lua. O presidente americano Richard Nixon recepcionou os três astronautas e conversou com eles por uma janelinha.

Finalmente, os Estados Unidos haviam ganho a corrida espacial!


Os russos não conseguiram desenvolver a tecnologia necessária para mandar uma expedição com astronautas até a Lua.


Depois da Apollo 11, outras 6 missões foram enviadas para a Lua (mas só 5 pousaram, pois a Apollo 13 teve problemas durante o vôo de ida e teve que vretornar a Terra), até que o programa Apollo foi interrompido após a Apollo 17, em 1972. Devido ao desinteresse do público americano nas missões lunares e ao corte de verbas, a NASA acabou cancelando as missões que estavam planejadas em seguida: Apollo 18, Apollo 19 e Apollo 20.


Após o término do projeto Apollo, a NASA investiu seu tempo e recursos em montar o Skylab, um laboratório espacial que ficou em órbita por 6 anos, de 1973 até 1979. Depois vieram os ônibus espaciais, que dominaram o espaço nas décadas de 80, 90 e 2000. Agora fala-se novamente de levar astronautas a Lua, com iniciativas separadas da NASA e das agências espaciais da China e India.


O mais interessante dessa história toda sobre a corrida espacial nos anos 60 é que, quando o presidente americano John F. Kennedy anunciou pela primeira vez a intenção de ir para a Lua, os EUA não tinham nenhuma tecnologia para isso. Zero! Nada havia sido feito até aquele momento. Em menos de 10 anos, eles criaram a NASA, desenvolveram a tecnologia de foguetes e naves espaciais, até que finalmente conseguiram pousar retornar em segurança da Lua. Veja que isso não foi conseguido do nada! 9 anos de intenso trabalho de milhares de pessoas, com diversas missões espaciais aonde cada uma era um pequeno passo ao objetivo final. Cada missão testava uma nova tecnologia que acabara de ser desenvolvida.

Segundo Chris Kraft, quem inventou o Controle da Missão, “When [Kennedy] asked us to do that in 1961, it was impossible. We made it possible. We, the United States, made it possible.”

Para saber mais:
OBS: Pequena atualização em 29/07.

julho 22, 2019

[Segurança] Identificando mensagens de Phishing

Phishing é uma grande dor de cabeça e todo esforço para proteger quem está dentro da sua empresa é válido. Não é por menos: o phishing é um dos principais responsáveis pela maioria dos incidentes de segurança. Afinal, ele foi feito para atacar o elo mais fraco da cadeia de segurança: o ser humaninho lindo (incluindo clientes e funcionários da empresa).

O pessoal da The Hack e da Axur fizeram um infográfico com as 3 principais dicas para identificar um ataque de phishing:
  • Buscar por erros de digitação, linguagem ou design na mensagem;
  • Passa uma urgência, para fazer o usuário clicar sem pensar duas vezes;
  • Identificar um tom ameaçador, outra técnica para pressionar psicologicamente o usuário a clicar no phishing.


Outras dicas muito importantes dizem respeito a verificar atentamente o link que veio na mensagem, passando o mouse por cima dele, sem clicar:
  • Verifique se o endereço de e-mail do remetente da mensagem. é do mesmo nome e domínio da empresa que diz ser (nunca aceite mensagens de e-mails públicos, como gmail.com, hotmail.com. uol.com.br, etc);
  • Veja se o endereço do site (URL) é exatamente igual ao site que diz ser;
  • Verifique se o site tem o cadeado de segurança, que aparece quando o site usa SSL/TLS e o endereço começa com "https". O cadeado não garante que o site é verdadeiro nem seguro, mas a ausência do cadeado é um indicador de que o site é suspeito!
Lembre-se que muitos ciber criminosos capricham bastante na hora de criar uma mensagem de Phishing e um site falso. Por isso, nem sempre a regra de "procurar erros de escrita" são válidas. Algumas mensagens são bem grotescas, mas outras são tão bem feitas que podem enganar até mesmo um profissional de segurança.

Por isso, tome muito cuidado com os "especialistas" que insistem em dizer que um phishing é facilmente identificável pela presença de erros na mensagem e pela falta do cadeado de segurança do https. Muitos sites falsos são bem feitos e usam certificados digitais gratuitos para estabelecer a conexão SSL/TLS e enganar o usuário final.

Se, apesar de todas as dicas acima você estiver a fim de clicar no link daquela super promoção, pelo menos não clique no link que vem na mensagem! Use o seu browser para ir no site que você deseja (em vez de clicar no link da mensagem) e procure lá pela promoção. Da mesma forma, não ligue para o telefone que vem na mensagem, pois pode ser um número falso. Acesse o site da empresa e procure pelos contatos da central de atendimento.

Como prevenir? Educação de usuários e monitoramento, para identificar e derrubar sites de phishing (páginas falsas, domínios similares, perfis fakes em redes sociais e e-mails maliciosos em nome da empresa). Como a Axur vende serviços de monitoramento de marca, é natural que eles citaram isso no final do infográfico ;)

PS: Fiquei sabendo desse infográfico pela newsletter do The Hack. Se você não assina, faça, vale a pena! E, mais legal ainda: recentemente eles transformaram o site deles em um portal de notícias!


Para saber mais:

julho 21, 2019

[Geek] Eagle volta para casa

As 5h01min UTC do dia 21 de Julho de 1969 a escotilha do Módulo Lunar foi fechada pela última vez. Junto com Neil Armstrong e Buzz Aldrin, eles trouxeram algumas caixas contendo ao todo 21,55 quilogramas de amostras da superfície lunar. Para diminuir o peso da nave, compensando o peso adicional das amostras colhidas, os astronautas jogarem fora suas mochilas com o suporte de vida portátil, galochas lunares, uma câmera Hasselblad vazia e outros equipamentos.


Eles pressurizaram o Módulo Lunar e foram dormir por sete horas, até que foram acordados pelo Controle da Missão para se prepararem para o vôo de retorno. Devidamente descansados, eles ligaram o motor de subida do Eagle às 17h54min00s UTC (14h54min no horário de Brasília), e o Módulo Lunar disparou para o espaço, para entra em órbita e se reencontrar com o Módulo de Comando, aonde o astronauta Michael Collins os esperava.

Neil Armstrong e Buzz Aldrin permaneceram na Lua por 21 horas e 36 minutos.

Um fato que eu não sabia: por pouco os astronautas não conseguiram voltar! Enquanto o Buzz Aldrin se movimentava dentro da cabine, ele acidentalmente quebrou um disjuntor que servia para armar o motor principal na decolarem da Lua. Isso poderia impedir o motor de ligar, deixando-os presos na Lua. Uma caneta de ponta de feltro foi o suficiente para ativar o interruptor, mas caso isso não tivesse funcionado, os circuitos do Módulo Lunar poderiam ter sido reconfigurados a fim de permitir que o motor de ascensão fosse ligado.

O Módulo Lunar Eagle reencontrou com o Módulo de Comando Columbia às 21h24min UTC do dia 21 de Julho (20h24min em Brasília), com os dois acoplando onze minutos depois. Três horas depois, às 23h41min UTC, o estágio de subida do Módulo Lunar foi descartado, permanecendo em órbita lunar até que ele caiu em algum local na superfície da Lua.


Mas a Casa Branca estava preparada para o pior, caso os astronautas da Apollo 11 não conseguissem sair da Lua ou voltar para o Módulo de Comando. Se isso acontecesse, eles seriam condenados a uma morte por inanição, e sua única opção para evitar sofrimento seria o suicídio, com Michael Collins, o piloto do Módulo de Comando, retornando ao planeta sozinho - não deveria ser uma viagem nem um pouco animada :(  Na sua gaveta, o presidente americano Richard Nixon já tinha preparado um discurso para ser lido para todo o mundo lamentando uma possível tragédia. Sob o título de "In Event of Moon Disaster" ("Em caso de um desastre lunar"), o texto se dirigia pessoalmente às futuras viúvas de Neil Armstrong e Buzz Aldrin, bem como à nação Americana em geral.

(Adicionado em 06/02/2025) Veja esse vídeo que mostra os objetos que os astronautas da Apollo 11 deixaram na Lua:

julho 20, 2019

[Geek] A águia pousou!

Com essa frase, "The Eagle has landed", o comandante da missão Neil Armstrong avisou que havia conseguido pousar o Módulo Lunar "Eagle" em segurança na superfície da Lua.

O Eagle alunissou às 20h17min40s UTC (17h17 em Brasília) do dia 20 de julho de 1969.


O que seguiu a pouso foram muitos procedimentos técnicos minuciosos para verificar a integridade da nave. De acordo com o plano de vôo original, logo após o pouso, Armstrong e Aldrin deveriam tirar um cochilo de cinco horas. Mas, na hora H, eles disseram ao Controle da Missão que queriam pular o cochilo, vestir-se e sair. Afinal de contas, eles não voaram até a lua para dormir, não é?

As preparações para a atividade extraveicular começaram às 23h43min UTC, e demoraram mais do que o esperado (três horas e meia em vez de duas). Assim que Armstrong e Aldrin ficaram prontos para sair, o módulo Lunar foi despressurizado. Depois de 20 minutos esperando a despresurização da cabine, os astronautas estavam prontos para sair do Módulo Lunar. A escotilha foi aberta às 2h39min33s UTC e Armstrong começou sua descida até a superfície lunar às 2h51min.

Ao descer as escadas do Módulo Lunar , às 2h56min20s UTC, veio a famosa frase do Neil Armstrong, no momento em que colocou o pé direito na superfície da Lua:
That's one small step for man; one giant leap for mankind.


Após 19 minutos, Buzz Aldrin sai do Módulo Lunar. Certa vez eu assisti uma palestra do Buzz Aldrin aonde ele disse, em tom de piada, que o Neil Armstrong foi o primeiro a sair do Módulo Lunar pois era quem estava mais próximo da escotilha. Isso não deixa de ser verdade, as como podemos ver na página sobre a Apollo 11 na Wikipedia, a decisão de quem seria a primeira pessoa a pisar na Lua teve muita briga e controvérsia.


Após 2h21min de passeio pela superfície Lunar e realizar alguns experimentos e coleta de rochas, eles voltaram para o Eagle e fecharam a escotilha. Naquela noite de 20 de Julho de 1959, os astronautas Neil A. Armstrong, Edwin E. Aldrin Jr. e Michael Collins entraram para a história, graças ao esforço de centenas de milhares de cientistas e funcionários da NASA e das empresas contratadas para apoiar o programa Apollo.


Que tal aproveitar que fazem 50 anos que o homem pisou na Lua e você mesmo tentar pousar na Lua usando esse simulador? rs...



Para saber mais:

[Geek] Erros 1201 e 1202

No dia 20 de julho de 1959,  às 12h52min00s UTC (9h52 da manhã no horário de Brasília), o comandante Neil Armstrong e Buzz Aldrin entraram no Módulo Lunar "Eagle" para iniciaram as preparações finais para a descida até a Lua. O Eagle se separou do Módulo de Comando Columbia às 17h44min00s e o astronauta Michael Collins permaneceu sozinho no Columbia.


Neil Armstrong exclamou em seguida: "O Eagle tem asas!".

Depois de cinco minutos de descida, quando o Eagle estava a 1,8 quilômetro da superfície, o Computador de Orientação do Módulo Lunar começou a disparar um alarme de erro, código 1202, indicando que o computador de bordo estava sobrecarregado. Eles questionaram o Controle de Missão, que questionou os engenheiros de software. No Centro de Controle da Missão, o engenheiro de computação Jack Garman informou que era seguro continuar a descida e isto foi repassado para a tripulação. Foram momentos muito tensos para os astronautas e o pessoal na Terra.

    

Os alarmes de programação continuaram, indicando que o computador estava sobrecarregado e não estava conseguindo completar todas as tarefas em tempo real. A causa dos alarmes foi diagnosticada durante a missão como o radar de acoplamento estando na posição errada, fazendo com que o computador processasse ao mesmo tempo dados tanto do radar de acoplamento quanto do radar de pouso - e isso sobrecarregou a pequena memória de dados do computador. Outro alarme também surgiu, de número 1201. Na Apollo 11, cada vez que um alarme 1201 ou 1202 aparecia, o computador reiniciava, e nesse momento ele rodava as rotinas mais mportantes, como dirigir o mecanismo de descida, no caso.


Com um pequeno desvio de rota, alarmes tocando e provavelmente muita tensão, Neil Armstrong acabou assumindo o controle semi-automático do Módulo Lunar enquanto Buzz Aldrin informava os dados de navegação. Eles acabaram gastando muito combustível para posicionar o Eagle em um lugar  seguro para o pouso e, faltando poucos metros do solo, seu suprimento de combustível já estava acabando.


O Eagle alunissou às 20h17min40s UTC de domingo, 20 de julho de 1969, tendo por volta de 25 segundos de combustível restante.

Quer ver como foi a descida com mais detalhes? O site www.firstmenonthemoon.com reproduz, com detalhes, como foi o procedimento de pouso, com as comunicações de rádio, o vídeo da descida, etc. Bem legal mesmo!


Felizmente, a arquitetura robusta do computador responsável pela navegação do Módulo Lunar conseguiu levá-lo em segurança até o solo, mesmo com um problema técnico durante o processo de pouso.

Para saber mais:
OBS: Post atualizado e, 20/07 para incluir:
  • Link para o site https://www.firstmenonthemoon.com e apolloinrealtime.org/11/
  • O vídeo com os últimos 3 minutos da descida da Apollo 11, visto da janela do Buzz Aldrin (que estava do lado direito do Módulo Lunar). Esse vídeo é bem legal pois mostra a gravação original ao lado de uma reconstruída, exibindo mais detalhes. No final, dá para ouvir o Neil Armstrong dizendo: "Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed.".
Creative Commons License
Disclaimer: The views expressed on this blog are my own and do not necessarily reflect the views of my employee.